O césio-137 tem meia-vida física (tempo necessário para que metade dos átomos presentes em uma amostra radioativa desintegre-se) de cerca de 30 anos, o que significa que 25% da radioatividade liberada pelos testes ainda permanece. Enquanto isso, o material liberado pela usina de Chernobyl ainda apresenta cerca de 42%.
Medição da radioatividade antes do consumo
O Departamento Federal de Proteção Radiológica da Alemanha (BfS, na sigla em alemão) aponta que muitos cogumelos, especialmente na Baviera, ainda estão contaminados com césio radioativo.
Em certos cogumelos, foram medidos mais de 4.000 bequeréis de césio-137 por quilograma de massa durante testes dos anos de 2019 a 2021. No entanto, a origem do material radioativo não foi investigada nesses testes.
Segundo o Centro Alemão de Pesquisa do Câncer (DKFZ, na sigla em alemão), o césio-137 pode se acumular no tecido ósseo e danificar o material genético. A longo prazo, isso pode provocar câncer nos ossos e leucemia. Portanto, tanto os caçadores quanto os coletores de cogumelos devem medir os níveis de radiação antes de consumirem fungos e carne de animais silvestres.
A carne de javali, por muito tempo, foi considera uma iguaria na região. Mas, nas últimas décadas, o consumo vem diminuindo, destaca Steinhauser.




