Quando a OpenAI abriu a API (interface de programação) do GPT em 2023, Higes, que atua como professor da IE Business School, em Madri, teve a ideia de criar uma interface amigável no WhatsApp para levar a tecnologia a mais pessoas. Em junho, LuzIA crescia rapidamente em países de língua espanhola, mas foi em julho que o professor encontrou o seu melhor mercado: o Brasil.
Higes conta que, em pouco mais de três meses, os brasileiros fizeram 215 milhões de perguntas à LuzIA -um terço de todas as 690 milhões de perguntas feitas. Além disso, foram 33 milhões de pedidos por áudio e 2,7 milhões de pedidos para gerar imagens.
O sucesso no Brasil faz sentido. Afinal, é alta a quantidade de usuários por aqui (92% dos brasileiros afirmam ter conta no WhatsApp) e a LuzIA é uma interface amigável para que sejam acessados mais facilmente os poderes do ChatGPT, uma das plataformas por trás dela.
Um negócio promissor
O volume de uso chamou a atenção de investidores, que aportaram aproximadamente US$ 3 milhões (R$ 15,1 milhões) na LuzIA. Com isso, a ideia virou empresa, que já conta com 10 colaboradores e planeja diversos lançamentos para os próximos meses.
Ainda que os investimentos já tenham começado a chegar, Higes ainda não diz se tem uma ideia de como pretende ganhar dinheiro. Agora, o foco é outro.




