O envio de uma imagem ou anexo para um iPhone poderia comprometer o celular da vítima. Tudo isso sem precisar tocar ou interagir com o arquivo: só de receber a mensagem, alguém já poderia liberar a instalação de um software espião. O problema foi descoberto pelo regulador de internet canadense Citizen Lab no fim de agosto.
As falhas são sérias, pois o envio de uma imagem ou anexo pode ser feito de diversas formas, seja via iMessage ou Safari (aplicativos da própria Apple) ou o WhatsApp (da Meta).
O que faz o app espião e quem já foi alvo
O programa espião serve para monitorar aparelhos sem que os donos saibam. Eles podem ser usados para acessar o conteúdo de um telefone (como imagens, fotos e chamadas) e ainda ativar a câmera o microfone do dispositivo em tempo real.
O spyware Pegasus é capaz de monitorar celulares para leitura de mensagens, rastreamento de chamadas, revelação de senhas e acompanhamento de localização, entre outras funções. A NSO Group é a criadora do Pegasus.
Grandes nomes da política mundial estão entre os alvos do Pegasus, como o presidente da França, Emmanuel Macron, e o ex-primeiro-ministro britânico Boris Johnson, segundo relatórios do Citizen Lab. Após a publicação da lista no ano passado, a NSO Group afirmou que o relatório tinha “alegações falsas”.




