Atualmente, a produção do hidrogênio como combustível é feita a partir de fontes de energia não renovável, como carvão mineral. Para diferenciar, a indústria passou a chamar o produto desse processo de “hidrogênio não verde”. Já o hidrogênio verde é gerado da eletrólise da água (separação entre hidrogênio e oxigênio) com o uso de eletricidade gerada por fontes renováveis, como a eólica ou a solar.
Um projeto desta área já em andamento é uma rede de eletropostos da concessionária de eletricidade CPFL. Até o fim do ano, serão de 43 a 53 estações de recarga elétrica, posicionadas ao longo de rodovias do interior paulista. Para gerenciar tudo, está em fase de testes uma plataforma de gerenciamento, que será acessada via aplicativo. Ela indicará ao motorista a estação disponível mais próxima e reservará um horário para ele.
Um carregador exige muita energia. Quando faz isso, bagunça a rede Aristides Ferreira, gerente de Soluções em Energia do CPQD
A plataforma não é só o jeito de evitar essa sobrecarga mas também é um novo modelo de negócio, já que haverá cobranças diferentes. Ferreira explica que a demanda está reprimida. Exemplo disso é o posto instalado em um shopping de Campinas. Esperavam cerca de dez clientes. Aparecerem 200.
Este laboratório também criou, a pedido do governo federal, uma solução para conectar uma aldeia indígena sem eletricidade. O modem recebia sinal de satélite e, por meio do roteador, gerava sinal de Wi-Fi para a localidade. Um painel fotovoltáico, capaz de gerar energia solar, mantinha tudo funcionando. Agora, o conjunto chegará a escolas públicas de áreas remotas. Para facilitar a manutenção, o CPQD desenvolveu um módulo que, usando inteligência artificial, prevê quando será necessário o próximo reparo.
Para chegar a essa área remota indígena, levamos 10 dias de barco. Mas não precisa ir à Amazônia para ver que há muitas áreas descobertas. No interior de São Paulo, há produtores que estão descobertos. Frederico Nava




