Want to Partnership with me? Book A Call

Popular Posts

Dream Life in Paris

Questions explained agreeable preferred strangers too him her son. Set put shyness offices his females him distant.

Categories

Edit Template

DeepSeek mostra que o Brasil poderia desenvolver uma IA própria e ‘barata’?

Não há dúvida, a maior surpresa tecnológica do começo deste ano foi a DeepSeek. A inteligência artificial abalou as estruturas do mercado e de vários governos ao redor do mundo, já que se propôs a ser uma versão muito mais barata dos que “rivais” ocidentais como o ChatGPT, Google Gemini, Meta AI.

A despeito das discussões e das suspeitas de que os desenvolvedores podem estar mentindo, até agora a versão oficial é de que foram gastos “apenas” US$ 6 milhões (cerca de R$ 34 milhões na cotação atual) no desenvolvimento da DeepSeek. Para efeitos de comparação, os custos para desenvolver as ferramentas mais conhecidas de IA alcançam a casa dos bilhões de dólares.

O impacto da IA chinesa foi tanto que alguns líderes das principais big techs chegaram a elogiar a ferramenta em público. Sam Altman, CEO da OpenAI, do ChatGPT, disse que o modelo de linguagem utilizado pela DeepSeek é “impressionante”.

O chefão da Meta, Mark Zuckerberg, reconheceu que o sistema chamou sua atenção, mas disse que não estava preocupado com a nova tecnologia. Satya Nadella, CEO da Microsoft, disse que a DeepSeek trouxe “inovações reais” e um porta-voz da Nvidia argumentou que a nova IA representa um “excelente avanço”.

O que o fenômeno DeepSeek ensina?

Além de espantar líderes, especialistas e até usuários comuns, a DeepSeek chacoalhou também o mundo das finanças. A Nvidia – que é uma das empresas que melhor tem se saído neste boom de IA – chegou a perder quase US$ 600 bilhões (R$ 3,4 bilhões) em valor de mercado em apenas um dia.

De maneira geral, companhias ligadas à inteligência artificial dos Estados Unidos e Europa perdem aproximadamente US$ 1 trilhão (R$ 5,7 trilhões) nas bolsas de valores mundo afora.

A resposta para a queda tão acentuada é que os investidores começaram a perceber que talvez o setor de IA vive uma espécie de bolha. A percepção foi de que talvez as gigantes estivessem gastando um dinheiro desnecessário, já que a DeepSeek apresenta resultado igualmente surpreendente a um custo infinitamente menor (pelo menos na teoria).

Falando ao TecMundo, Arthur Igreja, especialista em Tecnologia e Inovação, o fenômeno DeepSeek deixa várias lições. Uma delas é que o mercado não está completamente fechado e é possível a entrada de novos players como novas startups. “O maior ensinamento é que dá para ter boas oportunidades não só nas aplicações, mas no desenvolvimento, em uma participação mais efetiva”, destaca.

Marcos Barreto, professor da Escola Politécnica da USP e da Fundação Vanzolini, não só o DeepSeek, mas a IA de maneira geral mostra que os países podem se tornar mais industriais. No caso do Brasil, a IA poderia ser uma oportunidade de deixarmos “de depender somente do agronegócio” e crescermos a “parte de serviços”.

IA como revolução tecnológica

Outro tópico importante no debate acerca da explosão da DeepSeek foi o impacto na privacidade. Assim como praticamente todas as ferramentas de IA, não se tem com muita clareza quais dados foram utilizados para treinamento e até que ponto quem utiliza a plataforma está seguro quanto a suas informações pessoais.

Utilizando desta justificativa e apelando, obviamente, para questões de soberania nacional, vários governos já estão proibindo ou pelo menos restringindo o uso da DeepSeek. São os casos de Austrália, Taiwan, Itália, Coreia do Sul e Países Baixos (Holanda).

Nos Estados Unidos, parlamentares começaram a debater um possível banimento, depois que o Google reclamou da tecnologia e pediu união nacional para tentar combater a novidade.

Neste sentido, por mais que vários países adotem uma postura protecionista e às vezes até um pouco nacionalista contra a invenção da China, há certo sentido no que está sendo feito. As IAs – principalmente as generativas – têm se mostrado o próximo fenômeno da revolução tecnológica.

O Brasil está ‘perdendo o bonde’ da IA?

A Inteligência Artificial é uma tecnologia que já está nos mais diferentes dispositivos e soluções que as pessoas nem imaginam. Nos videogames, por exemplo, alguns jogos já têm sistemas robustos de IAs que controlam os NPCs (personagens não-jogáveis) e interagem com o seu personagem.

Nos celulares, aplicações de IAs estão nos assistentes de voz, traduções em tempo real, reconhecimento facial e mais. Até nos sites de compras elas estão lá. Sabe as recomendações de produtos que você recebe e percebe que tem tudo a ver com o que você gosta? São IAs que capturam informações suas para customizar a recomendação mais assertiva possível.

Neste cenário em que a IA está em praticamente tudo, há vários riscos. O primeiro é o perigo da própria existência dela.

“Uma coisa que me chama a atenção é o treinamento, que pode reescrever a história. No caso da DeepSeek, ele dá uma resposta evasiva quando perguntado sobre o evento de Tianjament Square, como se não tivesse acontecido, por exemplo. Então há aqui uma questão crítica que é acreditar nas respostas que eles dão e isso se tornar verdade daqui para frente”, destaca Barreto.

Do outro lado, Igreja lembra que também há riscos envolvidos em não desenvolver plataformas assim. Ele lembra que Brasil não é – nem de longe – um protagonista no setor e está muito distante dos líderes, o que pode deixar o país em um cenário complicado lá na frente.

“O grande risco é que, para variar, o Brasil está atrasado. Aconteceu o mesmo com o telecom, com computadores, com a internet, se repetiu com 3G, 4G, 5G. Isso indica que, em alguma medida, o Brasil não aprendeu com esse atraso e demora ao longo dos anos”, aponta.

O que impede o Brasil de desenvolver uma IA própria?

Como já era claro e ficou ainda mais evidente com a DeepSeek, soluções de inteligência artificial já podem ser encaradas como questões de segurança nacional. Afinal de contas, é perigoso depender de ferramentas que podem utilizar dados sensíveis para serem treinadas.

Contudo, ao pensarmos em como o Brasil poderia pensar em desenvolver sua própria tecnologia, várias barreiras surgem pelo caminho. Primeiro, o país ao menos tem leis próprias que regulam o tema.

O Marco Legal da Inteligência Artificial (PL 2338/2023) foi aprovado no Senado no final do ano passado e agora está em tramitação na Câmara dos Deputados, sem previsão de votação. Arthur Igreja diz que as regras têm um “papel central”, já que define toda a legislação de determinado tema.

ia-do-brasil-10161808592001 DeepSeek mostra que o Brasil poderia desenvolver uma IA própria e ‘barata’?Uma Inteligência Artificial própria já pode ser considerada uma questão de soberania nacional. (Imagem: Grok/Inteligência Artificial)

O professor Marcos Barreto diz que se levarmos em consideração os valores anunciados para o desenvolvimento da DeepSeek, dinheiro também não seria um problema. Contudo, ele alega que outra dificuldade para o Brasil é que não há dados suficientes para o treinamento dos modelos de IA.

“Mas a gente precisa ter um mercado. Se não tivermos um uso dessa IA Brasileira que se justifique, eu entendo que fica sem sentido [desenvolver uma IA. O fato é que precisa que a iniciativa se sustente economicamente. Precisamos pensar em tecnologias que sirvam ao Brasil e usar nosso tempo para fazer outras coisa”, destaca.

Brasil já tem iniciativas do setor privado

Enquanto se debatem soluções governamentais, o Brasil já tem iniciativas privadas. Dentre elas está a Amazônia IA, um modelo lançado em julho de 2024 pela WideLabs, que é uma empresa brasileira de Inteligência Artificial Aplicada.

Em entrevista ao TecMundo, Beatriz Ferrareto, Partner & Chief of Business Development da WideLabs, comenta que esse trabalho de se pensar numa IA própria deve ser uma prioridade.

“O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação desempenha um papel fundamental ao incentivar projetos que reduzam nossa dependência de soluções estrangeiras e fortaleçam uma IA brasileira que reflita nossos interesses, garantindo soberania digital e competitividade internacional. O Brasil não pode se limitar ao consumo de tecnologias externas; é essencial que também seja protagonista na sua criação”, defende.

ia-10164057423002 DeepSeek mostra que o Brasil poderia desenvolver uma IA própria e ‘barata’?A Amazônia IA é gratuita, assim como outros serviços de IA generativa. (Imagem: Carlos Palmeira/TecMundo)

“O verdadeiro desafio está em fortalecer esse ecossistema, garantindo investimentos contínuos e políticas públicas que incentivem a evolução da IA nacional. Somente assim o Brasil poderá consolidar sua independência tecnológica e competir globalmente com soluções alinhadas com seus interesses estratégicos”, acrescenta.

Share Article:

angeloapnascimento@gmail.com

Writer & Blogger

Considered an invitation do introduced sufficient understood instrument it. Of decisively friendship in as collecting at. No affixed be husband ye females brother garrets proceed. Least child who seven happy yet balls young. Discovery sweetness principle discourse shameless bed one excellent. Sentiments of surrounded friendship dispatched connection is he. Me or produce besides hastily up as pleased. 

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Junte-se à família!

Inscreva-se para receber um boletim informativo.

Você foi inscrito com sucesso! Ops! Algo deu errado, tente novamente.

Tags

    Edit Template

    Sobre

    O apetite não humorado voltou informado. Posse, comparação, inquietação, ele não convence de forma decisiva.

    Tags

      © 2025 Created TI Project