{"id":33245,"date":"2025-02-05T05:49:56","date_gmt":"2025-02-05T08:49:56","guid":{"rendered":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/02\/05\/qual-copo-deixa-cerveja-gelada-por-mais-tempo-pesquisa-traz-resposta\/"},"modified":"2025-02-05T05:49:56","modified_gmt":"2025-02-05T08:49:56","slug":"qual-copo-deixa-cerveja-gelada-por-mais-tempo-pesquisa-traz-resposta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/02\/05\/qual-copo-deixa-cerveja-gelada-por-mais-tempo-pesquisa-traz-resposta\/","title":{"rendered":"Qual copo deixa cerveja gelada por mais tempo? Pesquisa traz resposta"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div data-v-232111b4=\"\" data-v-0413e3c7=\"\"><!----><\/p>\n<p class=\"bullet mt-0\" data-v-232111b4=\"\"><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/shorts\/gf1QKkhtuQQ\" target=\"_blank\">Clique e veja o v\u00eddeo: Qual o copo que deixa a cerveja gelada por mais tempo?<\/a><\/p>\n<p class=\"bullet\" data-v-232111b4=\"\">Pellegrini usou equa\u00e7\u00f5es para descrever a transfer\u00eancia de calor entre o copo e o ambiente ao longo do tempo para definir qual seria a curvatura mais eficaz de modo a minimizar esse processo. A an\u00e1lise incluiu um aspecto din\u00e2mico do sistema: a transfer\u00eancia de calor diminui \u00e0 medida que a quantidade de cerveja no recipiente tamb\u00e9m se reduz (em raz\u00e3o de seu consumo). Copos com boca de corneta minimizam a troca t\u00e9rmica porque a cerveja fica por mais tempo em sua base, mais estreita e com menor \u00e1rea de contato com o ambiente.<\/p>\n<p class=\"bullet\" data-v-232111b4=\"\">\u201cO estudo pode ser usado para guiar a fabrica\u00e7\u00e3o de copos mais eficazes, pois aponta para um design que n\u00e3o \u00e9 produzido atualmente\u201d, diz o engenheiro mec\u00e2nico. Dos modelos comerciais mais conhecidos, o copo tipo pilsen (alto, com boca aberta e base pequena) \u00e9 provavelmente o que mais se aproxima do modelo ideal. Pellegrini disponibilizou em outubro no reposit\u00f3rio arXiv um <em>preprint<\/em> (artigo n\u00e3o publicado e sem revis\u00e3o por pares) em que fala do trabalho. O texto atualiza e desenvolve uma abordagem apresentada em artigo publicado em 2019 na <em>Revista Brasileira de Ensino de F\u00edsica<\/em>.<\/p>\n<p class=\"bullet\" data-v-232111b4=\"\">No artigo anterior, por n\u00e3o haver fixado as dimens\u00f5es dos recipientes modelados, Pellegrini chegou a solu\u00e7\u00f5es de pouca serventia pr\u00e1tica: os copos ideais para conservar a cerveja fria por mais tempo tinham capacidade entre 2 litros (L) e 103 L. A abordagem no trabalho atual incluiu mais detalhes dos recipientes. O pesquisador utilizou dimens\u00f5es fixas para tipos cl\u00e1ssicos de copos, como o <em>pint<\/em> americano, com capacidade para 473 mililitros (mL), a tulipa brasileira (300 mL) e a caneca (473 mL). Tamb\u00e9m definiu par\u00e2metros b\u00e1sicos de sua geometria: a altura e o tamanho de suas circunfer\u00eancias da base e da boca. Com essas adapta\u00e7\u00f5es, o novo estudo apresenta solu\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximas da realidade. O desenho modificado do copo do tipo tulipa brasileira que ilustra esta reportagem \u00e9 uma delas.<\/p>\n<p><!----><\/p>\n<p class=\"bullet\" data-v-232111b4=\"\">Para modelar matematicamente o problema, Pellegrini adotou algumas suposi\u00e7\u00f5es ideais para conceber os copos. Foram desconsideradas a espuma, que ajuda a manter a cerveja gelada, e a transfer\u00eancia de calor pelo toque das m\u00e3os no copo. O c\u00e1lculo se concentrou no calor que atravessa o vidro na parte lateral do copo e no que entra por cima, devido ao contato entre o ar e a cerveja. O fundo do copo foi concebido como isolado do ambiente externo (na realidade \u00e9 apenas um vidro mais grosso) e a temperatura do l\u00edquido considerada homog\u00eanea.<\/p>\n<p><!----><\/p>\n<p class=\"bullet\" data-v-232111b4=\"\">Pellegrini estava interessado apenas em copos de vidro e n\u00e3o em recipientes com isolamento t\u00e9rmico, que se tornaram populares nos \u00faltimos anos. O mais famoso deles, o chamado copo Stanley, utiliza um design eficaz j\u00e1 conhecido h\u00e1 muito tempo: o isolamento t\u00e9rmico causado pelo v\u00e1cuo entre a parte interna em contato com o l\u00edquido e a parte externa em contato com o ambiente.<\/p>\n<p><!----><!----><\/div>\n<p><script>!function(f,b,e,v,n,t,s) {if(f.fbq)return;n=f.fbq=function() {n.callMethod? n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)}; if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version='2.0'; n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0; t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0]; s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,'script', 'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js'); fbq('init', '1425099884432564'); fbq('track', 'PageView', { content_name: 'Qual copo deixa a cerveja gelada por mais tempo? 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Copos com boca de corneta minimizam a troca t\u00e9rmica porque a cerveja fica por mais tempo em sua base, mais estreita e com menor \u00e1rea de contato com o ambiente. \u201cO estudo pode ser usado para guiar a fabrica\u00e7\u00e3o de copos mais eficazes, pois aponta para um design que n\u00e3o \u00e9 produzido atualmente\u201d, diz o engenheiro mec\u00e2nico. Dos modelos comerciais mais conhecidos, o copo tipo pilsen (alto, com boca aberta e base pequena) \u00e9 provavelmente o que mais se aproxima do modelo ideal. Pellegrini disponibilizou em outubro no reposit\u00f3rio arXiv um preprint (artigo n\u00e3o publicado e sem revis\u00e3o por pares) em que fala do trabalho. O texto atualiza e desenvolve uma abordagem apresentada em artigo publicado em 2019 na Revista Brasileira de Ensino de F\u00edsica. No artigo anterior, por n\u00e3o haver fixado as dimens\u00f5es dos recipientes modelados, Pellegrini chegou a solu\u00e7\u00f5es de pouca serventia pr\u00e1tica: os copos ideais para conservar a cerveja fria por mais tempo tinham capacidade entre 2 litros (L) e 103 L. A abordagem no trabalho atual incluiu mais detalhes dos recipientes. O pesquisador utilizou dimens\u00f5es fixas para tipos cl\u00e1ssicos de copos, como o pint americano, com capacidade para 473 mililitros (mL), a tulipa brasileira (300 mL) e a caneca (473 mL). Tamb\u00e9m definiu par\u00e2metros b\u00e1sicos de sua geometria: a altura e o tamanho de suas circunfer\u00eancias da base e da boca. Com essas adapta\u00e7\u00f5es, o novo estudo apresenta solu\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximas da realidade. O desenho modificado do copo do tipo tulipa brasileira que ilustra esta reportagem \u00e9 uma delas. Para modelar matematicamente o problema, Pellegrini adotou algumas suposi\u00e7\u00f5es ideais para conceber os copos. Foram desconsideradas a espuma, que ajuda a manter a cerveja gelada, e a transfer\u00eancia de calor pelo toque das m\u00e3os no copo. O c\u00e1lculo se concentrou no calor que atravessa o vidro na parte lateral do copo e no que entra por cima, devido ao contato entre o ar e a cerveja. O fundo do copo foi concebido como isolado do ambiente externo (na realidade \u00e9 apenas um vidro mais grosso) e a temperatura do l\u00edquido considerada homog\u00eanea. Pellegrini estava interessado apenas em copos de vidro e n\u00e3o em recipientes com isolamento t\u00e9rmico, que se tornaram populares nos \u00faltimos anos. O mais famoso deles, o chamado copo Stanley, utiliza um design eficaz j\u00e1 conhecido h\u00e1 muito tempo: o isolamento t\u00e9rmico causado pelo v\u00e1cuo entre a parte interna em contato com o l\u00edquido e a parte externa em contato com o ambiente. 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