{"id":33426,"date":"2025-02-05T19:37:45","date_gmt":"2025-02-05T22:37:45","guid":{"rendered":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/02\/05\/placa-oceanica-antiga-entre-arabia-e-eurasia-pode-estar-se-rompendo-diz-estudo\/"},"modified":"2025-02-05T19:37:45","modified_gmt":"2025-02-05T22:37:45","slug":"placa-oceanica-antiga-entre-arabia-e-eurasia-pode-estar-se-rompendo-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/02\/05\/placa-oceanica-antiga-entre-arabia-e-eurasia-pode-estar-se-rompendo-diz-estudo\/","title":{"rendered":"Placa oce\u00e2nica antiga entre Ar\u00e1bia e Eur\u00e1sia pode estar se rompendo, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>De acordo com um estudo publicado na revista cient\u00edfica Solid Earth, pesquisadores da Universidade de G\u00f6ttingen, na Alemanha, coletaram dados de um fen\u00f4meno peculiar na evolu\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie terrestre: <strong>a placa oce\u00e2nica Neothethys est\u00e1 se partindo<\/strong>. A regi\u00e3o passa por um processo de ruptura horizontal, com uma fissura que se estende do sudeste da Turquia ao noroeste do Ir\u00e3.<\/p>\n<p>Essa placa costumava compor o leito oce\u00e2nico entre os continentes \u00c1rabe e Eurasi\u00e1tico, mas est\u00e1 afundando h\u00e1 muito tempo. Os resultados indicam que o rompimento ocorre devido \u00e0s for\u00e7as exercidas pelas montanhas Zagros, no Iraque. Inclusive, <strong>esse processo n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o novo, pois j\u00e1 est\u00e1 acontecendo ao longo dos \u00faltimos 20 milh\u00f5es de anos.<\/strong><\/p>\n<p>Para os pesquisadores,<strong> <\/strong>o estudo pode ajudar a compreender como a evolu\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie terrestre \u00e9 influenciada por processos internos do planeta<strong>.<\/strong> Afinal, ao longo de milh\u00f5es de anos,<a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/266746-formacao-continentes-terra-reavaliada-nova-pesquisa.htm\"> a converg\u00eancia desses continentes<\/a> resultou na din\u00e2mica observada. Contudo, eles tamb\u00e9m<strong> <\/strong>conclu\u00edram que o peso das montanhas Zagros, por si s\u00f3, n\u00e3o seria suficiente para explicar a profundidade da depress\u00e3o, que chega a aproximadamente 3 ou 4 quil\u00f4metros.<\/p>\n<p><span><iframe title=\"Convergence (oceanic and continental crust)\" width=\"960\" height=\"540\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/F9uGSuyMclc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/span><\/p>\n<p>Os cientistas criaram modelos para entender como a superf\u00edcie ao redor das montanhas Zagros afundou. Ao perceber que o peso das montanhas n\u00e3o explicava a profundidade dessa depress\u00e3o, eles entenderam que <strong>outros fatores internos da Terra tamb\u00e9m podem ter influenciado esse fen\u00f4meno.<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Dada a topografia moderada na \u00e1rea noroeste de Zagros, foi surpreendente descobrir que tanto sedimento se acumulou na parte da \u00e1rea que estudamos. Isso significa que a depress\u00e3o da terra \u00e9 maior do que poderia ser causada pela carga das Montanhas Zagros&#8221;, disse o autor principal e pesquisador de p\u00f3s-doutorado no Departamento de Geologia Estrutural e Geot\u00e9rmica da Universidade de G\u00f6ttingen, Renas Koshnaw, em comunicado oficial.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de aprofundar o conhecimento sobre os processos internos da Terra, o estudo investigou as raz\u00f5es<a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/279715-placas-tectonicas-pacifico-tem-grandes-falhas-separando-diz-estudo.htm\"> por tr\u00e1s do rompimento e do afundamento dessa placa<\/a>. Na conclus\u00e3o do artigo, os pesquisadores afirmam que identificaram alguns fatores respons\u00e1veis por esse fen\u00f4meno e sua din\u00e2mica.<\/p>\n<h2>O que \u00e9 uma placa oce\u00e2nica?<\/h2>\n<p>A superf\u00edcie terrestre <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/294673-grande-misterio-geologia-placas-tectonicas-comecaram.htm\">\u00e9 composta por diversas placas tect\u00f4nicas<\/a>, tanto oce\u00e2nicas quanto continentais. Por\u00e9m, elas possuem caracter\u00edsticas distintas que influenciam os processos internos do planeta. O movimento dessas placas, por exemplo, foi respons\u00e1vel pela forma\u00e7\u00e3o das montanhas e pela distribui\u00e7\u00e3o dos continentes ao longo do tempo \u2014 essa movimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 causada pela convec\u00e7\u00e3o de material quente no manto terrestre.<\/p>\n<p>As placas oce\u00e2nicas se formam em limites divergentes, <strong>onde o magma emerge por meio de regi\u00f5es dorsais meso-oce\u00e2nicas e cria uma nova crosta oce\u00e2nica.<\/strong> Ao atingir a superf\u00edcie, o magma se resfria e solidifica, resultando em rochas \u00edgneas extrusivas, como o basalto. Esse processo cont\u00ednuo resulta na forma\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o das placas oce\u00e2nicas.<\/p>\n<p>A crosta oce\u00e2nica \u00e9 predominantemente composta por basalto, <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/293893-ferro-metal-ajudou-moldar-vida-terra.htm\">uma rocha \u00edgnea rica em ferro<\/a>, magn\u00e9sio e c\u00e1lcio. J\u00e1 a crosta continental cont\u00e9m principalmente granito, uma rocha f\u00e9lsica rica em s\u00edlica, s\u00f3dio e pot\u00e1ssio. De qualquer forma, vale ressaltar que ambas podem conter outros tipos de rochas.<\/p>\n<p>\u201cExistem dois tipos de crosta: continental e oce\u00e2nica, que se diferenciam em composi\u00e7\u00e3o e espessura. A distribui\u00e7\u00e3o desses tipos de crosta geralmente corresponde \u00e0 divis\u00e3o entre continentes e bacias oce\u00e2nicas, embora as plataformas continentais, que est\u00e3o submersas, sejam formadas por crosta continental\u201d, a enciclop\u00e9dia Britannica descreve.<\/p>\n<p>As placas oce\u00e2nicas s\u00e3o mais densas que as continentais, e essa diferen\u00e7a faz com que elas se formem no fundo dos oceanos. Al\u00e9m disso,<strong> a crosta oce\u00e2nica \u00e9 geologicamente mais jovem, com menos de 200 milh\u00f5es de anos, pois est\u00e1 em constante renova\u00e7\u00e3o.<\/strong> J\u00e1 a crosta continental pode ultrapassar um bilh\u00e3o de anos, com algumas rochas chegando a mais de quatro bilh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>A crosta oce\u00e2nica cobre a maior parte da superf\u00edcie terrestre, formando o fundo dos oceanos e representando cerca de 70% da \u00e1rea do planeta. Apesar da menor \u00e1rea, a crosta continental tem um volume muito maior devido \u00e0 sua espessura. <strong>Ou seja, ela \u00e9 muito mais fina, com espessura m\u00e9dia de 6 quil\u00f4metros, enquanto a crosta continental pode atingir at\u00e9 em m\u00e9dia 40 quil\u00f4metros.<\/strong><\/p>\n<h2>Placa oce\u00e2nica se partindo e afundando<\/h2>\n<p>No modelo criado pelos cientistas, foram combinados dados sobre tamanho da depress\u00e3o, a topografia da regi\u00e3o e sobre o manto terrestre para simular essa ruptura. O resultado revelou que o peso das montanhas Zagros n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica causa para a profundidade de at\u00e9 4 quil\u00f4metros dessa fissura.<\/p>\n<p>Segundo a equipe, <strong>essa depress\u00e3o \u00e9 resultado do peso adicional da placa oce\u00e2nica, que permanece conectada \u00e0 placa Ar\u00e1bica. <\/strong>Assim, esse processo est\u00e1 puxando a regi\u00e3o para baixo, o que pode explicar os efeitos observados.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/02\/05\/05151344576520.jpg\"  alt=\"05151344576520 Placa oce\u00e2nica antiga entre Ar\u00e1bia e Eur\u00e1sia pode estar se rompendo, diz estudo\"  srcset=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/02\/05\/05151344561519.jpg 245w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/02\/05\/05151344748521.jpg 500w,\" sizes=\"100vw\"\/><figcaption>A imagem apresenta um mapa do norte do Oriente M\u00e9dio destacando a colis\u00e3o entre as placas Ar\u00e1bica e Eurasi\u00e1tica. (Fonte: Universidade de G\u00f6ttingen \/ Renas Koshnaw)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Os resultados tamb\u00e9m<strong> indicam que parte da ruptura j\u00e1 ocorreu entre o Iraque e a Turquia, mas deve avan\u00e7ar em dire\u00e7\u00e3o ao noroeste do Ir\u00e3.<\/strong> O modelo computacional sugere que a depress\u00e3o \u00e9 significativamente mais rasa nessa \u00e1rea, o que pode justificar a quebra da placa nessa regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEsta placa est\u00e1 puxando a regi\u00e3o para baixo, abrindo espa\u00e7o para mais acumula\u00e7\u00e3o de sedimentos. Em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Turquia, a depress\u00e3o cheia de sedimentos se torna muito mais rasa, sugerindo que a placa se quebrou nesta \u00e1rea, aliviando a for\u00e7a de atra\u00e7\u00e3o para baixo\u201d, Koshnaw acrescenta.<\/p>\n<p>\u00c9 importante destacar<strong> que o Neotethys era um antigo oceano, em que a forma\u00e7\u00e3o iniciou h\u00e1 cerca de 250 milh\u00f5es de anos e atingiu seu auge h\u00e1 aproximadamente 195 milh\u00f5es de anos. <\/strong>O que os cientistas observam hoje s\u00e3o vest\u00edgios da crosta oce\u00e2nica desse oceano, que ainda influenciam a tect\u00f4nica da regi\u00e3o, especialmente na intera\u00e7\u00e3o entre as placas Ar\u00e1bica e Eurasi\u00e1tica.<\/p>\n<p>Ao longo de milh\u00f5es de anos, os oceanos passam por transforma\u00e7\u00f5es que moldam a superf\u00edcie do planeta. Esse processo pode levar ao surgimento de novos continentes e at\u00e9 ao desaparecimento de mares inteiros. Quer saber mais? Aproveite para entender <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/249286-cientistas-afirmam-oceanos-encolhendo-formar-supercontinente.htm\">como oceanos est\u00e3o encolhendo para formar um supercontinente<\/a>. At\u00e9 a pr\u00f3xima!<\/p>\n<\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/402280-placa-oceanica-antiga-entre-arabia-e-eurasia-pode-estar-se-rompendo-diz-estudo.htm\">Link da Materia direta da fonte <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com um estudo publicado na revista cient\u00edfica Solid Earth, pesquisadores da Universidade de G\u00f6ttingen, na Alemanha, coletaram dados de um fen\u00f4meno peculiar na evolu\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie terrestre: a placa oce\u00e2nica Neothethys est\u00e1 se partindo. A regi\u00e3o passa por um processo de ruptura horizontal, com uma fissura que se estende do sudeste da Turquia ao noroeste do Ir\u00e3. Essa placa costumava compor o leito oce\u00e2nico entre os continentes \u00c1rabe e Eurasi\u00e1tico, mas est\u00e1 afundando h\u00e1 muito tempo. Os resultados indicam que o rompimento ocorre devido \u00e0s for\u00e7as exercidas pelas montanhas Zagros, no Iraque. Inclusive, esse processo n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o novo, pois j\u00e1 est\u00e1 acontecendo ao longo dos \u00faltimos 20 milh\u00f5es de anos. Para os pesquisadores, o estudo pode ajudar a compreender como a evolu\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie terrestre \u00e9 influenciada por processos internos do planeta. Afinal, ao longo de milh\u00f5es de anos, a converg\u00eancia desses continentes resultou na din\u00e2mica observada. Contudo, eles tamb\u00e9m conclu\u00edram que o peso das montanhas Zagros, por si s\u00f3, n\u00e3o seria suficiente para explicar a profundidade da depress\u00e3o, que chega a aproximadamente 3 ou 4 quil\u00f4metros. Os cientistas criaram modelos para entender como a superf\u00edcie ao redor das montanhas Zagros afundou. Ao perceber que o peso das montanhas n\u00e3o explicava a profundidade dessa depress\u00e3o, eles entenderam que outros fatores internos da Terra tamb\u00e9m podem ter influenciado esse fen\u00f4meno. &#8220;Dada a topografia moderada na \u00e1rea noroeste de Zagros, foi surpreendente descobrir que tanto sedimento se acumulou na parte da \u00e1rea que estudamos. Isso significa que a depress\u00e3o da terra \u00e9 maior do que poderia ser causada pela carga das Montanhas Zagros&#8221;, disse o autor principal e pesquisador de p\u00f3s-doutorado no Departamento de Geologia Estrutural e Geot\u00e9rmica da Universidade de G\u00f6ttingen, Renas Koshnaw, em comunicado oficial. Al\u00e9m de aprofundar o conhecimento sobre os processos internos da Terra, o estudo investigou as raz\u00f5es por tr\u00e1s do rompimento e do afundamento dessa placa. 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Esse processo cont\u00ednuo resulta na forma\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o das placas oce\u00e2nicas. A crosta oce\u00e2nica \u00e9 predominantemente composta por basalto, uma rocha \u00edgnea rica em ferro, magn\u00e9sio e c\u00e1lcio. J\u00e1 a crosta continental cont\u00e9m principalmente granito, uma rocha f\u00e9lsica rica em s\u00edlica, s\u00f3dio e pot\u00e1ssio. De qualquer forma, vale ressaltar que ambas podem conter outros tipos de rochas. \u201cExistem dois tipos de crosta: continental e oce\u00e2nica, que se diferenciam em composi\u00e7\u00e3o e espessura. A distribui\u00e7\u00e3o desses tipos de crosta geralmente corresponde \u00e0 divis\u00e3o entre continentes e bacias oce\u00e2nicas, embora as plataformas continentais, que est\u00e3o submersas, sejam formadas por crosta continental\u201d, a enciclop\u00e9dia Britannica descreve. As placas oce\u00e2nicas s\u00e3o mais densas que as continentais, e essa diferen\u00e7a faz com que elas se formem no fundo dos oceanos. Al\u00e9m disso, a crosta oce\u00e2nica \u00e9 geologicamente mais jovem, com menos de 200 milh\u00f5es de anos, pois est\u00e1 em constante renova\u00e7\u00e3o. J\u00e1 a crosta continental pode ultrapassar um bilh\u00e3o de anos, com algumas rochas chegando a mais de quatro bilh\u00f5es de anos. A crosta oce\u00e2nica cobre a maior parte da superf\u00edcie terrestre, formando o fundo dos oceanos e representando cerca de 70% da \u00e1rea do planeta. Apesar da menor \u00e1rea, a crosta continental tem um volume muito maior devido \u00e0 sua espessura. Ou seja, ela \u00e9 muito mais fina, com espessura m\u00e9dia de 6 quil\u00f4metros, enquanto a crosta continental pode atingir at\u00e9 em m\u00e9dia 40 quil\u00f4metros. Placa oce\u00e2nica se partindo e afundando No modelo criado pelos cientistas, foram combinados dados sobre tamanho da depress\u00e3o, a topografia da regi\u00e3o e sobre o manto terrestre para simular essa ruptura. O resultado revelou que o peso das montanhas Zagros n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica causa para a profundidade de at\u00e9 4 quil\u00f4metros dessa fissura. Segundo a equipe, essa depress\u00e3o \u00e9 resultado do peso adicional da placa oce\u00e2nica, que permanece conectada \u00e0 placa Ar\u00e1bica. Assim, esse processo est\u00e1 puxando a regi\u00e3o para baixo, o que pode explicar os efeitos observados. A imagem apresenta um mapa do norte do Oriente M\u00e9dio destacando a colis\u00e3o entre as placas Ar\u00e1bica e Eurasi\u00e1tica. (Fonte: Universidade de G\u00f6ttingen \/ Renas Koshnaw) Os resultados tamb\u00e9m indicam que parte da ruptura j\u00e1 ocorreu entre o Iraque e a Turquia, mas deve avan\u00e7ar em dire\u00e7\u00e3o ao noroeste do Ir\u00e3. O modelo computacional sugere que a depress\u00e3o \u00e9 significativamente mais rasa nessa \u00e1rea, o que pode justificar a quebra da placa nessa regi\u00e3o. \u201cEsta placa est\u00e1 puxando a regi\u00e3o para baixo, abrindo espa\u00e7o para mais acumula\u00e7\u00e3o de sedimentos. Em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Turquia, a depress\u00e3o cheia de sedimentos se torna muito mais rasa, sugerindo que a placa se quebrou nesta \u00e1rea, aliviando a for\u00e7a de atra\u00e7\u00e3o para baixo\u201d, Koshnaw acrescenta. \u00c9 importante destacar que o Neotethys era um antigo oceano, em que a forma\u00e7\u00e3o iniciou h\u00e1 cerca de 250 milh\u00f5es de anos e atingiu seu auge h\u00e1 aproximadamente 195 milh\u00f5es de anos. O que os cientistas observam hoje s\u00e3o vest\u00edgios da crosta oce\u00e2nica desse oceano, que ainda influenciam a tect\u00f4nica da regi\u00e3o, especialmente na intera\u00e7\u00e3o entre as placas Ar\u00e1bica e Eurasi\u00e1tica. Ao longo de milh\u00f5es de anos, os oceanos passam por transforma\u00e7\u00f5es que moldam a superf\u00edcie do planeta. Esse processo pode levar ao surgimento de novos continentes e at\u00e9 ao desaparecimento de mares inteiros. Quer saber mais? Aproveite para entender como oceanos est\u00e3o encolhendo para formar um supercontinente. At\u00e9 a pr\u00f3xima! 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