{"id":34716,"date":"2025-02-13T16:19:22","date_gmt":"2025-02-13T19:19:22","guid":{"rendered":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/02\/13\/teia-cosmica-que-conecta-galaxias-no-inicio-do-universo-e-registrada-por-astronomos\/"},"modified":"2025-02-13T16:19:22","modified_gmt":"2025-02-13T19:19:22","slug":"teia-cosmica-que-conecta-galaxias-no-inicio-do-universo-e-registrada-por-astronomos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/02\/13\/teia-cosmica-que-conecta-galaxias-no-inicio-do-universo-e-registrada-por-astronomos\/","title":{"rendered":"&#8216;Teia c\u00f3smica&#8217; que conecta gal\u00e1xias no in\u00edcio do universo \u00e9 registrada por astr\u00f4nomos"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Cientistas divulgaram a imagem mais n\u00edtida de uma <strong>teia c\u00f3smica conectando duas gal\u00e1xias com buracos negros supermassivos na \u00e9poca em que o universo tinha apenas 2 bilh\u00f5es de anos<\/strong>. O registro est\u00e1 em um estudo publicado no final de janeiro na revista <i>Nature Astronomy<\/i>.<\/p>\n<p>Como explicaram os pesquisadores da Universidade de Milano-Bicocca (It\u00e1lia) e do Instituto Max Planck (Alemanha), <strong>a teia c\u00f3smica \u00e9 formada por diversos filamentos que se estendem por milh\u00f5es de anos-luz<\/strong>. Estes, por sua vez, s\u00e3o compostos por gal\u00e1xias que se conectam, surgindo aglomerados de gal\u00e1xias nas interse\u00e7\u00f5es, criando as <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/402419-astronomos-anunciam-a-descoberta-de-quipu-a-maior-estrutura-do-universo.htm\">maiores estruturas do universo<\/a>.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/02\/13\/13130055596079.jpg\"  alt=\"13130055596079 &#039;Teia c\u00f3smica&#039; que conecta gal\u00e1xias no in\u00edcio do universo \u00e9 registrada por astr\u00f4nomos\"  srcset=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/02\/13\/13130055690080.jpg 147w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/02\/13\/13130055831082.jpg 471w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/02\/13\/13130055831083.jpg 707w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/02\/13\/13130055815081.jpg 942w,\" sizes=\"100vw\"\/><figcaption>Filamento da teia c\u00f3smica conectando duas gal\u00e1xias, que aparem em amarelo. (Imagem: Instituto Max Planck\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Tudo isso \u00e9 moldado pela <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/282741-materia-escura-nao-podemos-ver-substancia-misteriosa-que-compoem-universo.htm\">mat\u00e9ria escura<\/a>, uma forma de mat\u00e9ria que n\u00e3o interage com a luz, dificultando a sua detec\u00e7\u00e3o, por\u00e9m apresenta efeitos gravitacionais sobre a mat\u00e9ria vis\u00edvel, incluindo gal\u00e1xias, aglomerados e estrelas, respondendo por 85% do universo. Essa entidade misteriosa tamb\u00e9m est\u00e1 nos filamentos da complexa teia c\u00f3smica.<\/p>\n<p>Na imagem in\u00e9dita, foi poss\u00edvel registrar um desses filamentos com seus gases, poeira e mat\u00e9ria escura. A partir do fluxo de g\u00e1s no interior deles, os especialistas podem encontrar <strong>informa\u00e7\u00f5es sobre como acontece a forma\u00e7\u00e3o e a evolu\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias<\/strong>, embora seja dif\u00edcil realizar tal observa\u00e7\u00e3o, devido \u00e0 fraca emiss\u00e3o de luz do hidrog\u00eanio, elemento mais abundante na regi\u00e3o.<\/p>\n<h2>Como a imagem foi feita?<\/h2>\n<p>Para a imagem em alta resolu\u00e7\u00e3o da teia c\u00f3smica, a equipe de pesquisa observou a estrutura por mais de 150 horas, utilizando o instrumento Multi-Unit Spectroscopy Explorer (MUSE) do <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/142995-maior-telescopio-mundo-ganha-upgrade-procurar-exoplanetas.htm\">Very Large Telescope<\/a> do Observat\u00f3rio Europeu do Sul, no Chile. <strong>O filamento registrado tem 3 milh\u00f5es de anos-luz de di\u00e2metro<\/strong>.<\/p>\n<p>A alta sensibilidade do MUSE possibilitou capturar a radia\u00e7\u00e3o do filamento ap\u00f3s ela viajar 12 bilh\u00f5es de anos-luz para chegar \u00e0 Terra, de acordo com os cientistas. Com isso, eles puderam tra\u00e7ar a fronteira entre o g\u00e1s e o material na teia c\u00f3smica pela primeira vez.<\/p>\n<p>\u201cAo comparar com a nova imagem de alta defini\u00e7\u00e3o da teia c\u00f3smica, encontramos uma concord\u00e2ncia substancial entre a teoria atual e as observa\u00e7\u00f5es\u201d, detalhou o autor principal, Davide Tornotti, em comunicado. Ainda conforme o especialista, o estudo d\u00e1 suporte aos questionamentos sobre o modelo padr\u00e3o da cosmologia surgidos a partir dos registros feitos pelo <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/401867-astrominibr-a-nova-funcao-do-telescopio-espacial-james-webb.htm\">Telesc\u00f3pio James Webb<\/a>.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas divulgaram a imagem mais n\u00edtida de uma teia c\u00f3smica conectando duas gal\u00e1xias com buracos negros supermassivos na \u00e9poca em que o universo tinha apenas 2 bilh\u00f5es de anos. O registro est\u00e1 em um estudo publicado no final de janeiro na revista Nature Astronomy. Como explicaram os pesquisadores da Universidade de Milano-Bicocca (It\u00e1lia) e do Instituto Max Planck (Alemanha), a teia c\u00f3smica \u00e9 formada por diversos filamentos que se estendem por milh\u00f5es de anos-luz. Estes, por sua vez, s\u00e3o compostos por gal\u00e1xias que se conectam, surgindo aglomerados de gal\u00e1xias nas interse\u00e7\u00f5es, criando as maiores estruturas do universo. Filamento da teia c\u00f3smica conectando duas gal\u00e1xias, que aparem em amarelo. (Imagem: Instituto Max Planck\/Divulga\u00e7\u00e3o) Tudo isso \u00e9 moldado pela mat\u00e9ria escura, uma forma de mat\u00e9ria que n\u00e3o interage com a luz, dificultando a sua detec\u00e7\u00e3o, por\u00e9m apresenta efeitos gravitacionais sobre a mat\u00e9ria vis\u00edvel, incluindo gal\u00e1xias, aglomerados e estrelas, respondendo por 85% do universo. Essa entidade misteriosa tamb\u00e9m est\u00e1 nos filamentos da complexa teia c\u00f3smica. Na imagem in\u00e9dita, foi poss\u00edvel registrar um desses filamentos com seus gases, poeira e mat\u00e9ria escura. A partir do fluxo de g\u00e1s no interior deles, os especialistas podem encontrar informa\u00e7\u00f5es sobre como acontece a forma\u00e7\u00e3o e a evolu\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias, embora seja dif\u00edcil realizar tal observa\u00e7\u00e3o, devido \u00e0 fraca emiss\u00e3o de luz do hidrog\u00eanio, elemento mais abundante na regi\u00e3o. Como a imagem foi feita? Para a imagem em alta resolu\u00e7\u00e3o da teia c\u00f3smica, a equipe de pesquisa observou a estrutura por mais de 150 horas, utilizando o instrumento Multi-Unit Spectroscopy Explorer (MUSE) do Very Large Telescope do Observat\u00f3rio Europeu do Sul, no Chile. O filamento registrado tem 3 milh\u00f5es de anos-luz de di\u00e2metro. A alta sensibilidade do MUSE possibilitou capturar a radia\u00e7\u00e3o do filamento ap\u00f3s ela viajar 12 bilh\u00f5es de anos-luz para chegar \u00e0 Terra, de acordo com os cientistas. Com isso, eles puderam tra\u00e7ar a fronteira entre o g\u00e1s e o material na teia c\u00f3smica pela primeira vez. \u201cAo comparar com a nova imagem de alta defini\u00e7\u00e3o da teia c\u00f3smica, encontramos uma concord\u00e2ncia substancial entre a teoria atual e as observa\u00e7\u00f5es\u201d, detalhou o autor principal, Davide Tornotti, em comunicado. 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