{"id":34990,"date":"2025-02-15T12:03:00","date_gmt":"2025-02-15T15:03:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/02\/15\/a-pedra-misteriosa-enterrada-por-arqueologos-para-nao-ser-vandalizada\/"},"modified":"2025-02-15T12:03:00","modified_gmt":"2025-02-15T15:03:00","slug":"a-pedra-misteriosa-enterrada-por-arqueologos-para-nao-ser-vandalizada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/02\/15\/a-pedra-misteriosa-enterrada-por-arqueologos-para-nao-ser-vandalizada\/","title":{"rendered":"A pedra misteriosa enterrada por arque\u00f3logos para n\u00e3o ser vandalizada"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Algumas pedras existentes na Terra guardam hist\u00f3rias repletas de mist\u00e9rio. Pense, por exemplo, nas estruturas rochosas de Stonehenge, em Salisbury, Inglaterra, cuja hist\u00f3ria completa at\u00e9 hoje n\u00e3o foi decifrada. Dentro do mesmo continente, h\u00e1 a menos conhecida Pedra de Cochno, que fica na Esc\u00f3cia.<\/p>\n<p>Esta pedra tamb\u00e9m possui seus enigmas, por\u00e9m tamb\u00e9m apresenta um detalhe curioso em sua hist\u00f3ria:<strong> ela precisou ser enterrada novamente<\/strong>,<strong> <\/strong>n\u00e3o para ser protegida dos impactos do tempo, e sim das pr\u00f3prias pessoas.<\/p>\n<h2>A hist\u00f3ria da Pedra de Cochno<\/h2>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\"  alt=\"A_Sketch_of_the_Cochno_Stone_by_W_A_Donnelly_in_1895 A pedra misteriosa enterrada por arque\u00f3logos para n\u00e3o ser vandalizada\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/c\/c1\/A_Sketch_of_the_Cochno_Stone_by_W_A_Donnelly_in_1895.jpg\"\/><figcaption>As marcas presentes na Pedra de Cochno seguem envoltas por um mist\u00e9rio. (Fonte: Wikimedia Commons \/ Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>A Pedra de Cochno, que data de cerca de 3000 a.C., \u00e9 uma grande rocha que possui em sua superf\u00edcie grava\u00e7\u00f5es de sinais que parecem ta\u00e7as e an\u00e9is. Ela foi descoberta por acaso em 1887 na cidade de Clydebank, Esc\u00f3cia, perto de Glasgow.<\/p>\n<p>A pedra acabou ficando conhecida como &#8220;<strong>o mais <\/strong><a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/215598-antigos-humanos-alucinacoes-faziam-artes-rupestres-em-cavernas.htm\"><strong>importante painel de arte rupestre marcado<\/strong><\/a><strong> com ta\u00e7a e anel neol\u00edtico da Europa<\/strong>&#8220;, com data\u00e7\u00e3o do Neol\u00edtico ou Idade do Bronze, de acordo com estudiosos da Universidade de Glasgow.<\/p>\n<p>Suas medidas s\u00e3o de 12,8 por 7,9 metros. Al\u00e9m disso, ela guarda uma grande curiosidade: em 1965, a pedra acabou sendo \u201creenterrada\u201d para que pudesse ser protegida do vandalismo dos populares. As pessoas simplesmente adoravam ir at\u00e9 l\u00e1 para gravar seus nomes nesta rel\u00edquia.<\/p>\n<p>Em 2016, a pedra foi novamente desenterrada, depois da primeira vez em que foi &#8220;escondida&#8221;. Isso possibilitou que os pesquisadores da Universidade de Glasgow pudessem examin\u00e1-la com mais profundidade a partir de novas tecnologias de imagem 3D.<\/p>\n<h2>Os mist\u00e9rios em torno da Pedra de Cochno<\/h2>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\"  alt=\"_91049803_cochnobigger2 A pedra misteriosa enterrada por arque\u00f3logos para n\u00e3o ser vandalizada\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/c.files.bbci.co.uk\/78AE\/production\/_91049803_cochnobigger2.jpg\"\/><figcaption>Pesquisadores da Universidade de Glasgow desenterraram a pedra em 2016 para estud\u00e1-la. (Fonte: Glasgow University \/ Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>A rel\u00edquia arqueol\u00f3gica foi documentada pela primeira vez pelo Reverendo James Harvey no ano de 1887. Contudo, os pastores que viviam na regi\u00e3o j\u00e1 a conheciam h\u00e1 um bom tempo. Ela foi chamada Cochno, termo que deriva do ga\u00e9lico &#8220;Cauchanach&#8221;, que quer &#8220;lugar de pequenas x\u00edcaras&#8221;, fazendo refer\u00eancia \u00e0s marca\u00e7\u00f5es de ta\u00e7a e anel gravados na pedra. Ela \u00e9 formada por uma grande superf\u00edcie de arenito com certa maciez, o que permitiu que ela fosse esculpida com alguma facilidade.<\/p>\n<p>Tal como aconteceu com outros objetos e locais arqueol\u00f3gicos,<strong> v\u00e1rias pessoas atribu\u00edram algum significado astron\u00f4mico para as inscri\u00e7\u00f5es presentes na Pedra de Cochno. <\/strong>Esses mist\u00e9rios, inclusive, foram o que atra\u00edram as pessoas \u00e0 pedra, levando ao vandalismo.<\/p>\n<p>Um arque\u00f3logo escoc\u00eas chamado Ludovic Maclellan Mann se tornou conhecido pelas suas interpreta\u00e7\u00f5es pouco ortodoxas sobre a Pedra de Cochno, e <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/207591-descobertas-milhares-pinturas-rupestres-amazonia-colombiana.htm\">resolveu pintar linhas com tinta a \u00f3leo<\/a> sobre ela em 1937, para poder entend\u00ea-la melhor. Por mais que a inten\u00e7\u00e3o fosse boa, sso acabou encorajando que outras pessoas fizessem o mesmo, e ela passou a receber v\u00e1rias pinturas aleat\u00f3rias.<\/p>\n<p>Por conta disso, os moradores de Clydebank resolveram enterr\u00e1-la em 1965 no intuito de &#8220;evitar qualquer degrada\u00e7\u00e3o adicional como resultado de neglig\u00eancia e danos causados ??por picha\u00e7\u00f5es&#8221;. Ela permaneceu assim at\u00e9 2016, quando o arque\u00f3logo Kenneth Brophy, da Universidade de Glasgow, juntou uma equipe para estud\u00e1-la, com o apoio da Factum Foundation.<\/p>\n<p>O trabalho de escava\u00e7\u00e3o durou tr\u00eas dias, e a limpeza final foi realizada com a ajuda do Corpo de Bombeiros de Clydebank. Por fim, eles conseguiram desenterr\u00e1-la, para que os pesquisadores pudessem visualiz\u00e1-la melhor e fazer registros de sua superf\u00edcie usando <i>softwares<\/i> e drones.<\/p>\n<p>Um das momentos mais cruciais desse trabalho foi quando <strong>os cientistas conseguiram revelar as marcas de tinta deixadas por Ludovic Maclellan Mann, <\/strong>com as linhas amarelas irradiando da \u00e1rea no ponto mais alto que ele acreditava ser de maior import\u00e2ncia para interpreta\u00e7\u00e3o, e linhas horizontais vermelhas que cruzavam esses an\u00e9is marcados em branco e alguns dos an\u00e9is marcados em verde.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o fim do trabalho, a equipe de Brophy enterrou novamente a pedra para preserv\u00e1-la mais uma vez. &#8220;\u00c9 emocionante quando voc\u00ea trabalhou em um projeto como este, tocou nele, andou sobre ele e o examinou de perto, para ent\u00e3o enterr\u00e1-lo novamente, mas por enquanto \u00e9 isso que temos que fazer para proteg\u00ea-lo das pessoas&#8221;, mencionou o pesquisador. Hoje a Pedra de Cochno permanece segura e fora do alcance de pessoas sem no\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Siga ligado aqui no <strong>TecMundo<\/strong> para estar sempre por dentro das novidades do campo da arqueologia. At\u00e9 a pr\u00f3xima!<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Algumas pedras existentes na Terra guardam hist\u00f3rias repletas de mist\u00e9rio. Pense, por exemplo, nas estruturas rochosas de Stonehenge, em Salisbury, Inglaterra, cuja hist\u00f3ria completa at\u00e9 hoje n\u00e3o foi decifrada. Dentro do mesmo continente, h\u00e1 a menos conhecida Pedra de Cochno, que fica na Esc\u00f3cia. Esta pedra tamb\u00e9m possui seus enigmas, por\u00e9m tamb\u00e9m apresenta um detalhe curioso em sua hist\u00f3ria: ela precisou ser enterrada novamente, n\u00e3o para ser protegida dos impactos do tempo, e sim das pr\u00f3prias pessoas. A hist\u00f3ria da Pedra de Cochno As marcas presentes na Pedra de Cochno seguem envoltas por um mist\u00e9rio. (Fonte: Wikimedia Commons \/ Reprodu\u00e7\u00e3o) A Pedra de Cochno, que data de cerca de 3000 a.C., \u00e9 uma grande rocha que possui em sua superf\u00edcie grava\u00e7\u00f5es de sinais que parecem ta\u00e7as e an\u00e9is. Ela foi descoberta por acaso em 1887 na cidade de Clydebank, Esc\u00f3cia, perto de Glasgow. A pedra acabou ficando conhecida como &#8220;o mais importante painel de arte rupestre marcado com ta\u00e7a e anel neol\u00edtico da Europa&#8220;, com data\u00e7\u00e3o do Neol\u00edtico ou Idade do Bronze, de acordo com estudiosos da Universidade de Glasgow. Suas medidas s\u00e3o de 12,8 por 7,9 metros. Al\u00e9m disso, ela guarda uma grande curiosidade: em 1965, a pedra acabou sendo \u201creenterrada\u201d para que pudesse ser protegida do vandalismo dos populares. As pessoas simplesmente adoravam ir at\u00e9 l\u00e1 para gravar seus nomes nesta rel\u00edquia. Em 2016, a pedra foi novamente desenterrada, depois da primeira vez em que foi &#8220;escondida&#8221;. Isso possibilitou que os pesquisadores da Universidade de Glasgow pudessem examin\u00e1-la com mais profundidade a partir de novas tecnologias de imagem 3D. Os mist\u00e9rios em torno da Pedra de Cochno Pesquisadores da Universidade de Glasgow desenterraram a pedra em 2016 para estud\u00e1-la. (Fonte: Glasgow University \/ Reprodu\u00e7\u00e3o) A rel\u00edquia arqueol\u00f3gica foi documentada pela primeira vez pelo Reverendo James Harvey no ano de 1887. Contudo, os pastores que viviam na regi\u00e3o j\u00e1 a conheciam h\u00e1 um bom tempo. Ela foi chamada Cochno, termo que deriva do ga\u00e9lico &#8220;Cauchanach&#8221;, que quer &#8220;lugar de pequenas x\u00edcaras&#8221;, fazendo refer\u00eancia \u00e0s marca\u00e7\u00f5es de ta\u00e7a e anel gravados na pedra. Ela \u00e9 formada por uma grande superf\u00edcie de arenito com certa maciez, o que permitiu que ela fosse esculpida com alguma facilidade. Tal como aconteceu com outros objetos e locais arqueol\u00f3gicos, v\u00e1rias pessoas atribu\u00edram algum significado astron\u00f4mico para as inscri\u00e7\u00f5es presentes na Pedra de Cochno. Esses mist\u00e9rios, inclusive, foram o que atra\u00edram as pessoas \u00e0 pedra, levando ao vandalismo. Um arque\u00f3logo escoc\u00eas chamado Ludovic Maclellan Mann se tornou conhecido pelas suas interpreta\u00e7\u00f5es pouco ortodoxas sobre a Pedra de Cochno, e resolveu pintar linhas com tinta a \u00f3leo sobre ela em 1937, para poder entend\u00ea-la melhor. Por mais que a inten\u00e7\u00e3o fosse boa, sso acabou encorajando que outras pessoas fizessem o mesmo, e ela passou a receber v\u00e1rias pinturas aleat\u00f3rias. Por conta disso, os moradores de Clydebank resolveram enterr\u00e1-la em 1965 no intuito de &#8220;evitar qualquer degrada\u00e7\u00e3o adicional como resultado de neglig\u00eancia e danos causados ??por picha\u00e7\u00f5es&#8221;. Ela permaneceu assim at\u00e9 2016, quando o arque\u00f3logo Kenneth Brophy, da Universidade de Glasgow, juntou uma equipe para estud\u00e1-la, com o apoio da Factum Foundation. O trabalho de escava\u00e7\u00e3o durou tr\u00eas dias, e a limpeza final foi realizada com a ajuda do Corpo de Bombeiros de Clydebank. Por fim, eles conseguiram desenterr\u00e1-la, para que os pesquisadores pudessem visualiz\u00e1-la melhor e fazer registros de sua superf\u00edcie usando softwares e drones. Um das momentos mais cruciais desse trabalho foi quando os cientistas conseguiram revelar as marcas de tinta deixadas por Ludovic Maclellan Mann, com as linhas amarelas irradiando da \u00e1rea no ponto mais alto que ele acreditava ser de maior import\u00e2ncia para interpreta\u00e7\u00e3o, e linhas horizontais vermelhas que cruzavam esses an\u00e9is marcados em branco e alguns dos an\u00e9is marcados em verde. 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