{"id":35850,"date":"2025-02-20T19:03:57","date_gmt":"2025-02-20T22:03:57","guid":{"rendered":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/02\/20\/o-que-e-a-linha-de-wallace-a-ciencia-responde\/"},"modified":"2025-02-20T19:03:57","modified_gmt":"2025-02-20T22:03:57","slug":"o-que-e-a-linha-de-wallace-a-ciencia-responde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/02\/20\/o-que-e-a-linha-de-wallace-a-ciencia-responde\/","title":{"rendered":"O que \u00e9 a linha de Wallace? A ci\u00eancia responde!"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>H\u00e1 algum tempo, explicamos <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/282326-linha-karman-onde-termina-terra-comeca-espaco.htm\">o que \u00e9 a Linha de K\u00e1rm\u00e1n<\/a>, uma linha imagin\u00e1ria que define onde termina a atmosfera da Terra e come\u00e7a o espa\u00e7o; essa \u00e9 uma informa\u00e7\u00e3o essencial para ag\u00eancias e empresas espaciais. Mas tamb\u00e9m<strong> existem outras linhas imagin\u00e1rias utilizadas na Terra para refer\u00eancia espacial, como a Linha de Wallace, que marca a divis\u00e3o entre a fauna da \u00c1sia e da Austr\u00e1lia.<\/strong><\/p>\n<p>Essa linha imagin\u00e1ria foi definida ap\u00f3s pesquisadores e exploradores perceberem uma grande diferen\u00e7a na vida selvagem entre a \u00c1sia e a Austr\u00e1lia, apesar da proximidade geogr\u00e1fica. Por exemplo, <strong>enquanto tigres e elefantes s\u00e3o encontrados mais facilmente na \u00c1sia, a Austr\u00e1lia abriga principalmente marsupiais, como cangurus e coalas.<\/strong><\/p>\n<p>Um exemplo ainda mais claro dessa diferen\u00e7a pode ser observado na fauna das ilhas de Bali e Lombok. Em Bali, na \u00c1sia, s\u00e3o encontradas diversas esp\u00e9cies de p\u00e1ssaros comuns na regi\u00e3o. Contudo, a apenas 24 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia, em Lombok, j\u00e1 aparecem cacatuas, aves psitaciformes origin\u00e1rias da Austral\u00e1sia \u2014 essa regi\u00e3o inclui Austr\u00e1lia, Nova Guin\u00e9 e partes da Indon\u00e9sia.<\/p>\n<p>Apesar de estarem relativamente pr\u00f3ximas, a \u00c1sia e a Austr\u00e1lia evolu\u00edram separadamente por milh\u00f5es de anos. Durante <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/281422-desvendando-misterios-pangeia.htm\">a era da Pangeia<\/a>, a \u00c1sia fazia parte da Laur\u00e1sia, enquanto a Austr\u00e1lia pertencia a Gondwana.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a separa\u00e7\u00e3o dos supercontinentes, a Austr\u00e1lia permaneceu isolada por muito tempo, o que levou ao desenvolvimento de uma fauna distinta. Para marcar essa divis\u00e3o biogeogr\u00e1fica, foi definida a Linha de Wallace.<\/p>\n<p><span><iframe title=\"The Invisible Barrier Keeping Two Worlds Apart\" width=\"960\" height=\"540\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QTK_bC00ilg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/span><\/p>\n<p>A Linha de Wallace n\u00e3o apenas delimita a fauna dessas regi\u00f5es, <strong>mas tamb\u00e9m ajuda a explicar a evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies e a grande diferen\u00e7a entre os animais da Austr\u00e1lia e da \u00c1sia. <\/strong>Al\u00e9m disso, estudos indicam que essa fronteira est\u00e1 em uma das zonas geol\u00f3gicas mais complexas da Terra, o que a torna um tema importante para pesquisas at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>\u201cA Linha de Wallace \u00e9 a fronteira entre as regi\u00f5es faun\u00edsticas oriental e australiana, proposta pelo naturalista brit\u00e2nico Alfred Russel Wallace no s\u00e9culo XIX. Ela se estende desde o Oceano \u00cdndico, passando pelo Estreito de Lombok (entre as ilhas de Bali e Lombok), seguindo ao norte pelo Estreito de Makassar (entre Born\u00e9u e Celebes) e depois para o leste, ao sul de Mindanau, at\u00e9 o Mar das Filipinas\u201d, a enciclop\u00e9dia Britannica descreve.<\/p>\n<h2>O que \u00e9 a Linha de Wallace?<\/h2>\n<p>A Linha de Wallace recebeu esse nome em homenagem ao ge\u00f3grafo e naturalista ingl\u00eas Alfred Russel Wallace, o primeiro a perceber as grandes diferen\u00e7as entre os ecossistemas da \u00c1sia e da Austr\u00e1lia.<\/p>\n<p><strong>A <\/strong>linha <strong>atravessa o Sudeste Asi\u00e1tico, passando entre as ilhas de Born\u00e9u e Sulawesi e entre Bali e Lombok<\/strong>. Alguns cientistas acreditam que essa linha funciona como uma esp\u00e9cie de barreira invis\u00edvel, resultado dos processos naturais que moldaram a biodiversidade da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Inclusive, <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/286576-darwin-wallace-conflito-150-anos-evolucao-machos-femeas-e-resolvido-ia.htm\">Wallace e Charles Darwin chegaram independentemente \u00e0 ideia da sele\u00e7\u00e3o natural como mecanismo da evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies<\/a>. Em 1858, Wallace enviou um ensaio a Darwin, que reconheceu a semelhan\u00e7a com suas pr\u00f3prias descobertas.<\/p>\n<p>Como resultado, os trabalhos de ambos foram apresentados juntos na Linnean Society of London. Pouco depois, Darwin publicou \u2018A Origem das Esp\u00e9cies\u2019, consolidando sua teoria. Hoje, a <strong>s\u00edntese moderna da evolu\u00e7\u00e3o de Darwin, que combina a sele\u00e7\u00e3o natural com a gen\u00e9tica, \u00e9 a explica\u00e7\u00e3o mais aceita pelos cientistas<\/strong>.<\/p>\n<p>Para estudar a regi\u00e3o, Wallace realizou v\u00e1rias expedi\u00e7\u00f5es e coletou dados sobre as esp\u00e9cies locais. Mas n\u00e3o foi apenas isso. O cientista percebeu que a profundidade do oceano influenciou diretamente na distribui\u00e7\u00e3o dos mam\u00edferos, pois<strong> uma barreira natural submarina impediu a migra\u00e7\u00e3o de animais entre a \u00c1sia e a Austr\u00e1lia, mesmo quando o n\u00edvel do mar estava mais baixo durante as eras glaciais.<\/strong><\/p>\n<p>Atualmente, a ci\u00eancia entende a Linha de Wallace como um limite na distribui\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies, mas os pesquisadores j\u00e1 n\u00e3o a consideram tanto como uma fronteira real entre as regi\u00f5es. Ela funciona como uma esp\u00e9cie de barreira invis\u00edvel, que influenciou a evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies ao longo do tempo. Al\u00e9m disso, essa divis\u00e3o tamb\u00e9m contribuiu para outros estudos sobre a distribui\u00e7\u00e3o de animais e plantas no planeta.<\/p>\n<p>\u201cEmbora muitos zooge\u00f3grafos j\u00e1 n\u00e3o considerem a Linha de Wallace uma fronteira regional, ela ainda representa um limite abrupto na distribui\u00e7\u00e3o de diversos grupos de animais. Muitas esp\u00e9cies de peixes, aves e mam\u00edferos s\u00e3o abundantes de um lado da linha, mas est\u00e3o pouco representadas ou completamente ausentes do outro lado\u201d, a enciclop\u00e9dia Britannica acrescenta.<\/p>\n<h2>A import\u00e2ncia da Linha de Wallace<\/h2>\n<p>O que exatamente causou esse cen\u00e1rio? Cientistas sugerem que a Linha de Wallace \u00e9 resultado da profundidade dos estreitos oce\u00e2nicos da regi\u00e3o, que impediram a migra\u00e7\u00e3o de muitas esp\u00e9cies terrestres entre a \u00c1sia e a Austral\u00e1sia.<\/p>\n<p>Na \u00faltima era glacial, h\u00e1 cerca de 18 mil anos, o n\u00edvel do mar estava mais baixo, o que permitiu a conex\u00e3o entre a Austr\u00e1lia, a Nova Guin\u00e9 e a Tasm\u00e2nia.<\/p>\n<p>Da mesma forma, a \u00c1sia continental estava ligada a v\u00e1rias ilhas do Sudeste Asi\u00e1tico. Contudo, <strong>os estreitos de Lombok e Makassar permaneceram profundos o bastante; foi exatamente isso que impediu a forma\u00e7\u00e3o de pontes terrestres nessas regi\u00f5es da Linha de Wallace.<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/02\/20\/20103248137087.jpg\"  alt=\"20103248137087 O que \u00e9 a linha de Wallace? A ci\u00eancia responde!\"  srcset=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/02\/20\/20103248153088.jpg 245w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/02\/20\/20103248169090.jpg 500w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/02\/20\/20103248169089.jpg 750w,\" sizes=\"100vw\"\/><figcaption>A imagem apresenta um mapa da regi\u00e3o dividida pela Linha de Wallace. (Fonte: The Royal Geographic Society of South Australia)<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>O resultado causado pelos estreitos explicam por que algumas esp\u00e9cies da regi\u00e3o compartilham ancestrais comuns<\/strong>, mas desenvolveram diferen\u00e7as significativas ao longo do tempo, que resultou na separa\u00e7\u00e3o entre a fauna da \u00c1sia e da Austral\u00e1sia.<\/p>\n<p>Como consequ\u00eancia desses estreitos, a fauna se desenvolveu de forma distinta: enquanto Born\u00e9u abriga esp\u00e9cies asi\u00e1ticas, como tigres, rinocerontes e macacos, Sulawesi possui uma mistura de esp\u00e9cies asi\u00e1ticas e end\u00eamicas, como o drag\u00e3o de komodo, o b\u00fafalo-an\u00e3o e o porco selvagem.<\/p>\n<p>&#8220;Se voc\u00ea viajar para Born\u00e9u, n\u00e3o ver\u00e1 nenhum mam\u00edfero marsupial, mas se for para a ilha vizinha de Sulawesi, ver\u00e1. A Austr\u00e1lia, por outro lado, n\u00e3o possui mam\u00edferos t\u00edpicos da \u00c1sia, como ursos, tigres ou rinocerontes&#8221;, disse o autor de um estudo sobre o tema e associado da Universidade Nacional da Austrl\u00e1lia, Dr. Alex Skeels.<\/p>\n<p>Apesar de a Linha de Wallace ser amplamente aceita pela ci\u00eancia, <strong>alguns especialistas defendem que ela precisa de ajustes para maior precis\u00e3o geogr\u00e1fica.<\/strong> A ideia \u00e9 que essa atualiza\u00e7\u00e3o poderia contribuir para novas descobertas sobre a fauna e a flora da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies sempre gerou debates entre cientistas, e algumas quest\u00f5es continuam intrigantes. Quer saber mais? Entenda <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/286576-darwin-wallace-conflito-150-anos-evolucao-machos-femeas-e-resolvido-ia.htm\">como um conflito de Darwin e Wallace na evolu\u00e7\u00e3o de machos e f\u00eameas foi &#8220;resolvido&#8221; por IA<\/a>. At\u00e9 a pr\u00f3xima!<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 algum tempo, explicamos o que \u00e9 a Linha de K\u00e1rm\u00e1n, uma linha imagin\u00e1ria que define onde termina a atmosfera da Terra e come\u00e7a o espa\u00e7o; essa \u00e9 uma informa\u00e7\u00e3o essencial para ag\u00eancias e empresas espaciais. Mas tamb\u00e9m existem outras linhas imagin\u00e1rias utilizadas na Terra para refer\u00eancia espacial, como a Linha de Wallace, que marca a divis\u00e3o entre a fauna da \u00c1sia e da Austr\u00e1lia. Essa linha imagin\u00e1ria foi definida ap\u00f3s pesquisadores e exploradores perceberem uma grande diferen\u00e7a na vida selvagem entre a \u00c1sia e a Austr\u00e1lia, apesar da proximidade geogr\u00e1fica. Por exemplo, enquanto tigres e elefantes s\u00e3o encontrados mais facilmente na \u00c1sia, a Austr\u00e1lia abriga principalmente marsupiais, como cangurus e coalas. Um exemplo ainda mais claro dessa diferen\u00e7a pode ser observado na fauna das ilhas de Bali e Lombok. Em Bali, na \u00c1sia, s\u00e3o encontradas diversas esp\u00e9cies de p\u00e1ssaros comuns na regi\u00e3o. Contudo, a apenas 24 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia, em Lombok, j\u00e1 aparecem cacatuas, aves psitaciformes origin\u00e1rias da Austral\u00e1sia \u2014 essa regi\u00e3o inclui Austr\u00e1lia, Nova Guin\u00e9 e partes da Indon\u00e9sia. Apesar de estarem relativamente pr\u00f3ximas, a \u00c1sia e a Austr\u00e1lia evolu\u00edram separadamente por milh\u00f5es de anos. Durante a era da Pangeia, a \u00c1sia fazia parte da Laur\u00e1sia, enquanto a Austr\u00e1lia pertencia a Gondwana. Ap\u00f3s a separa\u00e7\u00e3o dos supercontinentes, a Austr\u00e1lia permaneceu isolada por muito tempo, o que levou ao desenvolvimento de uma fauna distinta. Para marcar essa divis\u00e3o biogeogr\u00e1fica, foi definida a Linha de Wallace. A Linha de Wallace n\u00e3o apenas delimita a fauna dessas regi\u00f5es, mas tamb\u00e9m ajuda a explicar a evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies e a grande diferen\u00e7a entre os animais da Austr\u00e1lia e da \u00c1sia. Al\u00e9m disso, estudos indicam que essa fronteira est\u00e1 em uma das zonas geol\u00f3gicas mais complexas da Terra, o que a torna um tema importante para pesquisas at\u00e9 hoje. \u201cA Linha de Wallace \u00e9 a fronteira entre as regi\u00f5es faun\u00edsticas oriental e australiana, proposta pelo naturalista brit\u00e2nico Alfred Russel Wallace no s\u00e9culo XIX. Ela se estende desde o Oceano \u00cdndico, passando pelo Estreito de Lombok (entre as ilhas de Bali e Lombok), seguindo ao norte pelo Estreito de Makassar (entre Born\u00e9u e Celebes) e depois para o leste, ao sul de Mindanau, at\u00e9 o Mar das Filipinas\u201d, a enciclop\u00e9dia Britannica descreve. O que \u00e9 a Linha de Wallace? A Linha de Wallace recebeu esse nome em homenagem ao ge\u00f3grafo e naturalista ingl\u00eas Alfred Russel Wallace, o primeiro a perceber as grandes diferen\u00e7as entre os ecossistemas da \u00c1sia e da Austr\u00e1lia. A linha atravessa o Sudeste Asi\u00e1tico, passando entre as ilhas de Born\u00e9u e Sulawesi e entre Bali e Lombok. Alguns cientistas acreditam que essa linha funciona como uma esp\u00e9cie de barreira invis\u00edvel, resultado dos processos naturais que moldaram a biodiversidade da regi\u00e3o. Inclusive, Wallace e Charles Darwin chegaram independentemente \u00e0 ideia da sele\u00e7\u00e3o natural como mecanismo da evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies. Em 1858, Wallace enviou um ensaio a Darwin, que reconheceu a semelhan\u00e7a com suas pr\u00f3prias descobertas. Como resultado, os trabalhos de ambos foram apresentados juntos na Linnean Society of London. Pouco depois, Darwin publicou \u2018A Origem das Esp\u00e9cies\u2019, consolidando sua teoria. Hoje, a s\u00edntese moderna da evolu\u00e7\u00e3o de Darwin, que combina a sele\u00e7\u00e3o natural com a gen\u00e9tica, \u00e9 a explica\u00e7\u00e3o mais aceita pelos cientistas. Para estudar a regi\u00e3o, Wallace realizou v\u00e1rias expedi\u00e7\u00f5es e coletou dados sobre as esp\u00e9cies locais. Mas n\u00e3o foi apenas isso. O cientista percebeu que a profundidade do oceano influenciou diretamente na distribui\u00e7\u00e3o dos mam\u00edferos, pois uma barreira natural submarina impediu a migra\u00e7\u00e3o de animais entre a \u00c1sia e a Austr\u00e1lia, mesmo quando o n\u00edvel do mar estava mais baixo durante as eras glaciais. Atualmente, a ci\u00eancia entende a Linha de Wallace como um limite na distribui\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies, mas os pesquisadores j\u00e1 n\u00e3o a consideram tanto como uma fronteira real entre as regi\u00f5es. Ela funciona como uma esp\u00e9cie de barreira invis\u00edvel, que influenciou a evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies ao longo do tempo. Al\u00e9m disso, essa divis\u00e3o tamb\u00e9m contribuiu para outros estudos sobre a distribui\u00e7\u00e3o de animais e plantas no planeta. \u201cEmbora muitos zooge\u00f3grafos j\u00e1 n\u00e3o considerem a Linha de Wallace uma fronteira regional, ela ainda representa um limite abrupto na distribui\u00e7\u00e3o de diversos grupos de animais. Muitas esp\u00e9cies de peixes, aves e mam\u00edferos s\u00e3o abundantes de um lado da linha, mas est\u00e3o pouco representadas ou completamente ausentes do outro lado\u201d, a enciclop\u00e9dia Britannica acrescenta. A import\u00e2ncia da Linha de Wallace O que exatamente causou esse cen\u00e1rio? Cientistas sugerem que a Linha de Wallace \u00e9 resultado da profundidade dos estreitos oce\u00e2nicos da regi\u00e3o, que impediram a migra\u00e7\u00e3o de muitas esp\u00e9cies terrestres entre a \u00c1sia e a Austral\u00e1sia. Na \u00faltima era glacial, h\u00e1 cerca de 18 mil anos, o n\u00edvel do mar estava mais baixo, o que permitiu a conex\u00e3o entre a Austr\u00e1lia, a Nova Guin\u00e9 e a Tasm\u00e2nia. Da mesma forma, a \u00c1sia continental estava ligada a v\u00e1rias ilhas do Sudeste Asi\u00e1tico. Contudo, os estreitos de Lombok e Makassar permaneceram profundos o bastante; foi exatamente isso que impediu a forma\u00e7\u00e3o de pontes terrestres nessas regi\u00f5es da Linha de Wallace. A imagem apresenta um mapa da regi\u00e3o dividida pela Linha de Wallace. (Fonte: The Royal Geographic Society of South Australia) O resultado causado pelos estreitos explicam por que algumas esp\u00e9cies da regi\u00e3o compartilham ancestrais comuns, mas desenvolveram diferen\u00e7as significativas ao longo do tempo, que resultou na separa\u00e7\u00e3o entre a fauna da \u00c1sia e da Austral\u00e1sia. Como consequ\u00eancia desses estreitos, a fauna se desenvolveu de forma distinta: enquanto Born\u00e9u abriga esp\u00e9cies asi\u00e1ticas, como tigres, rinocerontes e macacos, Sulawesi possui uma mistura de esp\u00e9cies asi\u00e1ticas e end\u00eamicas, como o drag\u00e3o de komodo, o b\u00fafalo-an\u00e3o e o porco selvagem. &#8220;Se voc\u00ea viajar para Born\u00e9u, n\u00e3o ver\u00e1 nenhum mam\u00edfero marsupial, mas se for para a ilha vizinha de Sulawesi, ver\u00e1. A Austr\u00e1lia, por outro lado, n\u00e3o possui mam\u00edferos t\u00edpicos da \u00c1sia, como ursos, tigres ou rinocerontes&#8221;, disse o autor de um estudo sobre o tema e associado da Universidade Nacional da Austrl\u00e1lia, Dr. Alex Skeels. Apesar de a Linha de Wallace ser amplamente aceita pela ci\u00eancia, alguns especialistas defendem que ela precisa de ajustes para<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":35851,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[37],"tags":[],"class_list":["post-35850","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-tecnologia"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35850","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35850"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35850\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35851"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35850"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35850"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35850"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}