{"id":36184,"date":"2025-02-23T11:38:33","date_gmt":"2025-02-23T14:38:33","guid":{"rendered":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/02\/23\/conheca-o-unicornio-da-siberia-o-animal-que-pode-ter-inspirado-contos-de-fadas\/"},"modified":"2025-02-23T11:38:33","modified_gmt":"2025-02-23T14:38:33","slug":"conheca-o-unicornio-da-siberia-o-animal-que-pode-ter-inspirado-contos-de-fadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/02\/23\/conheca-o-unicornio-da-siberia-o-animal-que-pode-ter-inspirado-contos-de-fadas\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a o &#8216;unic\u00f3rnio da Sib\u00e9ria&#8217;, o animal que pode ter inspirado contos de fadas"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>H\u00e1 cerca de 39 mil anos, viveu na Terra uma esp\u00e9cie de rinoceronte gigante que guarda uma curiosidade:<strong> este \u00e9 o animal que pode ter inspirado a figura dos unic\u00f3rnios presente nos contos de fadas.<\/strong><\/p>\n<p>O animal, que tinha um longo chifre na ponta do nariz, vivia nas pradarias da Eur\u00e1sia, peda\u00e7o de terra de hoje engloba os continentes europeu e asi\u00e1tico. Conhecido como &#8220;unic\u00f3rnio da Sib\u00e9ria&#8221;, este <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/282538-aconteceria-terra-extincao-humana.htm\">bicho pr\u00e9-hist\u00f3rico acabou extinto por conta de seus h\u00e1bitos alimentares bem peculiares<\/a>.<\/p>\n<h2>Conhe\u00e7a o<i> &#8220;<\/i>unic\u00f3rnio da Sib\u00e9ria&#8221;<\/h2>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/6\/64\/Elasmotherium_1878.jpg?ims=fit-in\/800x500\" width=\"800\" height=\"500\"  alt=\"800x500 Conhe\u00e7a o &#039;unic\u00f3rnio da Sib\u00e9ria&#039;, o animal que pode ter inspirado contos de fadas\" \/><figcaption>Primeira ilustra\u00e7\u00e3o do <i>Elasmotherium sibiricum<\/i> data de 1878. (Fonte: Wikimedia Commons \/ Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>H\u00e1 muitos anos, um grande rinoceronte \u2013 de nome cient\u00edfico <i>Elasmotherium sibiricum \u2013<\/i> circulava para Terra, mais especificamente, nos campos da Eur\u00e1sia. Sua figura peculiar, com um longo chifre situado na sua cabe\u00e7a, fez com que ele ganhasse, em tempos modernos, o apelido de &#8220;unic\u00f3rnio da Sib\u00e9ria&#8221;.<\/p>\n<p>Acredita-se que ele tenha sido extinto h\u00e1 cerca de 39 mil anos. Mas essa \u00e9 uma constata\u00e7\u00e3o relativamente recente, vinda de novas evid\u00eancias \u2013 at\u00e9 pouco tempo, imaginava-se que o <i>E. sibiricum <\/i>estaria extinto h\u00e1 pelo menos 100 mil anos. Isso significa que esses animais viveram junto dos neandertais e dos humanos modernos.<\/p>\n<p>H\u00e1 ind\u00edcios de que <strong>o bicho pode ter inspirado o mito do unic\u00f3rnio, os cavalos m\u00e1gicos, geralmente brancos, que possuem sobre o focinho um chifre espiralado<\/strong>. No entanto, outras teorias defendem que o unic\u00f3rnio mitol\u00f3gico pode tamb\u00e9m ter sido derivado de outros animais, como o narval, uma baleia que possui um dente canino retorcido.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/02\/21\/21165611553127.jpg?ims=fit-in\/800x500\" width=\"800\" height=\"500\"  alt=\"800x500 Conhe\u00e7a o &#039;unic\u00f3rnio da Sib\u00e9ria&#039;, o animal que pode ter inspirado contos de fadas\" \/><figcaption>Representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica do unic\u00f3rnio da Sib\u00e9ria. (Fonte: Getty Images \/ Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p><a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/289928-mumia-intacta-rinoceronte-lanoso-32-4-mil-anos-descoberta-russia.htm\">Este rinoceronte surgiu h\u00e1 cerca de 43 milh\u00f5es de anos<\/a>, quando a subfam\u00edlia <i>Elasmotheriinae<\/i> se separou da fam\u00edlia <i>Rhinocerotidae<\/i>, na qual est\u00e3o os rinocerontes modernos. Isso deu origem ao <i>Elasmotherium sibiricum<\/i>, uma esp\u00e9cie separada.\u00a0<\/p>\n<p><strong>O unic\u00f3rnio siberiano tinha quase o tamanho de um elefante<\/strong>, e teria habitado a regi\u00e3o que se estendia da Ucr\u00e2nia ao Cazaquist\u00e3o e \u00e0 Sib\u00e9ria. Apesar de enormes, estes animais teriam a capacidade de se locomover rapidamente para fugir dos predadores.<\/p>\n<p>A base de sua alimenta\u00e7\u00e3o era a grama seca, o que se evidenciou por conta de seus molares planos e aus\u00eancia de dentes frontais. Por isso, <strong>quando o clima mudou durante a \u00faltima Era Glacial, eles come\u00e7aram a ficar suscet\u00edveis \u00e0 extin\u00e7\u00e3o. <\/strong>\u201cMudar de uma dieta baseada em capim provou ser muito dif\u00edcil para o unic\u00f3rnio da Sib\u00e9ria, com seus dentes especiais, dobrados e resistentes ao desgaste, e uma cabe\u00e7a baixa, bem na altura da grama\u201d, escreveram os pesquisadores que participaram de estudos recentes sobre a esp\u00e9cie.<\/p>\n<h2>Quando o unic\u00f3rnio da Sib\u00e9ria foi extinto?<\/h2>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/thumb\/5\/55\/Elasmotherium_skeleton%2C_Azov_Museum_%281%29.jpg\/1920px-Elasmotherium_skeleton%2C_Azov_Museum_%281%29.jpg?ims=fit-in\/800x500\" width=\"800\" height=\"500\"  alt=\"800x500 Conhe\u00e7a o &#039;unic\u00f3rnio da Sib\u00e9ria&#039;, o animal que pode ter inspirado contos de fadas\" \/><figcaption>O esqueleto de um unic\u00f3rnio da Sib\u00e9ria. (Fonte: Wikimedia Commons \/ Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Cientistas acreditam que o \u00faltimo sobrevivente entre os <i>E. sibiricum<\/i> tenha sucumbido h\u00e1 39 mil anos. O curioso \u00e9 que seu grupo de animais continha tamb\u00e9m outras esp\u00e9cies (o <i>E. primigenium,<\/i> a esp\u00e9cie mais antiga; <i>E. chaprovicum<\/i>, que foi descoberto na regi\u00e3o do C\u00e1ucaso; e <i>E. caucasicum<\/i>, que pode ter sido ainda maior que o unic\u00f3rnio da Sib\u00e9ria).\u00a0<\/p>\n<p><strong>Todos esses animais podem ter sido extintos juntos, e apenas a fam\u00edlia <\/strong><i><strong>Rhinocerotidae<\/strong><\/i><strong> sobreviveu, dando origem \u00e0s esp\u00e9cies de rinocerontes que vagam pela Terra at\u00e9 hoje.<\/strong> Por isso, estudiosos acreditam que entender como se deu o fim deste animal pr\u00e9-hist\u00f3rico pode trazer algumas pistas sobre o destino dos rinocerontes que restam no planeta.<\/p>\n<p>Hoje <strong>h\u00e1 apenas cinco esp\u00e9cies sobreviventes de rinocerontes<\/strong>, e poucos desses animais conseguem sobreviver fora de reservas e parques nacionais. Isso se d\u00e1 sobretudo por conta da ca\u00e7a ilegal e da perda do seu habitat ao longo de muitas d\u00e9cadas. Os ca\u00e7adores matam rinocerontes apenas para pegar seus chifres, usados em tratamentos de doen\u00e7as reum\u00e1ticas, e abandonam seus cad\u00e1veres.<\/p>\n<p>Em virtude desse problema, h\u00e1 v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es que lutam pela sobreviv\u00eancia destes animais, angariando recursos para que eles possam sobreviver em locais de preserva\u00e7\u00e3o. <strong>Atualmente, h\u00e1 apenas cerca de 27 mil rinocerontes vivendo pelo mundo.<\/strong><\/p>\n<p>Curtiu esse texto? Siga nos acompanhando aqui no <strong>TecMundo<\/strong> e confira sempre as not\u00edcias mais interessantes sobre o campo da ci\u00eancia.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 cerca de 39 mil anos, viveu na Terra uma esp\u00e9cie de rinoceronte gigante que guarda uma curiosidade: este \u00e9 o animal que pode ter inspirado a figura dos unic\u00f3rnios presente nos contos de fadas. O animal, que tinha um longo chifre na ponta do nariz, vivia nas pradarias da Eur\u00e1sia, peda\u00e7o de terra de hoje engloba os continentes europeu e asi\u00e1tico. Conhecido como &#8220;unic\u00f3rnio da Sib\u00e9ria&#8221;, este bicho pr\u00e9-hist\u00f3rico acabou extinto por conta de seus h\u00e1bitos alimentares bem peculiares. Conhe\u00e7a o &#8220;unic\u00f3rnio da Sib\u00e9ria&#8221; Primeira ilustra\u00e7\u00e3o do Elasmotherium sibiricum data de 1878. (Fonte: Wikimedia Commons \/ Reprodu\u00e7\u00e3o) H\u00e1 muitos anos, um grande rinoceronte \u2013 de nome cient\u00edfico Elasmotherium sibiricum \u2013 circulava para Terra, mais especificamente, nos campos da Eur\u00e1sia. Sua figura peculiar, com um longo chifre situado na sua cabe\u00e7a, fez com que ele ganhasse, em tempos modernos, o apelido de &#8220;unic\u00f3rnio da Sib\u00e9ria&#8221;. Acredita-se que ele tenha sido extinto h\u00e1 cerca de 39 mil anos. Mas essa \u00e9 uma constata\u00e7\u00e3o relativamente recente, vinda de novas evid\u00eancias \u2013 at\u00e9 pouco tempo, imaginava-se que o E. sibiricum estaria extinto h\u00e1 pelo menos 100 mil anos. Isso significa que esses animais viveram junto dos neandertais e dos humanos modernos. H\u00e1 ind\u00edcios de que o bicho pode ter inspirado o mito do unic\u00f3rnio, os cavalos m\u00e1gicos, geralmente brancos, que possuem sobre o focinho um chifre espiralado. No entanto, outras teorias defendem que o unic\u00f3rnio mitol\u00f3gico pode tamb\u00e9m ter sido derivado de outros animais, como o narval, uma baleia que possui um dente canino retorcido. Representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica do unic\u00f3rnio da Sib\u00e9ria. (Fonte: Getty Images \/ Reprodu\u00e7\u00e3o) Este rinoceronte surgiu h\u00e1 cerca de 43 milh\u00f5es de anos, quando a subfam\u00edlia Elasmotheriinae se separou da fam\u00edlia Rhinocerotidae, na qual est\u00e3o os rinocerontes modernos. Isso deu origem ao Elasmotherium sibiricum, uma esp\u00e9cie separada.\u00a0 O unic\u00f3rnio siberiano tinha quase o tamanho de um elefante, e teria habitado a regi\u00e3o que se estendia da Ucr\u00e2nia ao Cazaquist\u00e3o e \u00e0 Sib\u00e9ria. Apesar de enormes, estes animais teriam a capacidade de se locomover rapidamente para fugir dos predadores. A base de sua alimenta\u00e7\u00e3o era a grama seca, o que se evidenciou por conta de seus molares planos e aus\u00eancia de dentes frontais. Por isso, quando o clima mudou durante a \u00faltima Era Glacial, eles come\u00e7aram a ficar suscet\u00edveis \u00e0 extin\u00e7\u00e3o. \u201cMudar de uma dieta baseada em capim provou ser muito dif\u00edcil para o unic\u00f3rnio da Sib\u00e9ria, com seus dentes especiais, dobrados e resistentes ao desgaste, e uma cabe\u00e7a baixa, bem na altura da grama\u201d, escreveram os pesquisadores que participaram de estudos recentes sobre a esp\u00e9cie. Quando o unic\u00f3rnio da Sib\u00e9ria foi extinto? O esqueleto de um unic\u00f3rnio da Sib\u00e9ria. (Fonte: Wikimedia Commons \/ Reprodu\u00e7\u00e3o) Cientistas acreditam que o \u00faltimo sobrevivente entre os E. sibiricum tenha sucumbido h\u00e1 39 mil anos. O curioso \u00e9 que seu grupo de animais continha tamb\u00e9m outras esp\u00e9cies (o E. primigenium, a esp\u00e9cie mais antiga; E. chaprovicum, que foi descoberto na regi\u00e3o do C\u00e1ucaso; e E. caucasicum, que pode ter sido ainda maior que o unic\u00f3rnio da Sib\u00e9ria).\u00a0 Todos esses animais podem ter sido extintos juntos, e apenas a fam\u00edlia Rhinocerotidae sobreviveu, dando origem \u00e0s esp\u00e9cies de rinocerontes que vagam pela Terra at\u00e9 hoje. Por isso, estudiosos acreditam que entender como se deu o fim deste animal pr\u00e9-hist\u00f3rico pode trazer algumas pistas sobre o destino dos rinocerontes que restam no planeta. Hoje h\u00e1 apenas cinco esp\u00e9cies sobreviventes de rinocerontes, e poucos desses animais conseguem sobreviver fora de reservas e parques nacionais. Isso se d\u00e1 sobretudo por conta da ca\u00e7a ilegal e da perda do seu habitat ao longo de muitas d\u00e9cadas. Os ca\u00e7adores matam rinocerontes apenas para pegar seus chifres, usados em tratamentos de doen\u00e7as reum\u00e1ticas, e abandonam seus cad\u00e1veres. Em virtude desse problema, h\u00e1 v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es que lutam pela sobreviv\u00eancia destes animais, angariando recursos para que eles possam sobreviver em locais de preserva\u00e7\u00e3o. Atualmente, h\u00e1 apenas cerca de 27 mil rinocerontes vivendo pelo mundo. Curtiu esse texto? Siga nos acompanhando aqui no TecMundo e confira sempre as not\u00edcias mais interessantes sobre o campo da ci\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":36185,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[37],"tags":[],"class_list":["post-36184","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-tecnologia"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36184","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36184"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36184\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/36185"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36184"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36184"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36184"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}