{"id":36499,"date":"2025-02-25T13:41:20","date_gmt":"2025-02-25T16:41:20","guid":{"rendered":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/02\/25\/por-que-marte-e-vermelho-cientistas-afirmam-ter-descoberto-uma-nova-resposta\/"},"modified":"2025-02-25T13:41:20","modified_gmt":"2025-02-25T16:41:20","slug":"por-que-marte-e-vermelho-cientistas-afirmam-ter-descoberto-uma-nova-resposta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/02\/25\/por-que-marte-e-vermelho-cientistas-afirmam-ter-descoberto-uma-nova-resposta\/","title":{"rendered":"Por que Marte \u00e9 vermelho? Cientistas afirmam ter descoberto uma nova resposta"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Um grupo de cientistas acredita ter descoberto uma nova explica\u00e7\u00e3o para a cor vermelha de Marte, que anteriormente era associada \u00e0 hematita. A nova resposta, explicada em um estudo publicado na revista <i>Nature Communications<\/i> nesta ter\u00e7a-feira (25), <strong>tamb\u00e9m pode dar pistas sobre a vida no nosso vizinho espacial<\/strong>.<\/p>\n<p>Pesquisas anteriores sugeriam que o tom avermelhado era causado pela hematita, mineral formado sob condi\u00e7\u00f5es de superf\u00edcie seca ao longo de bilh\u00f5es de anos, depois de um per\u00edodo inicial \u00famido, por meio de rea\u00e7\u00f5es com a atmosfera. Por\u00e9m, as miss\u00f5es ao <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/274844-marte-3-curiosidades-planeta-vermelho-voce-ainda-nao-saiba.htm\">Planeta Vermelho<\/a> nas \u00faltimas d\u00e9cadas forneceram uma an\u00e1lise mais detalhada da sua composi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/02\/25\/25103440759003.jpg\"  alt=\"25103440759003 Por que Marte \u00e9 vermelho? Cientistas afirmam ter descoberto uma nova resposta\"  srcset=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/02\/25\/25103440369000.jpg 245w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/02\/25\/25103440369001.jpg 500w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/02\/25\/25103440728002.jpg 750w,\" sizes=\"100vw\"\/><figcaption>Ilustra\u00e7\u00e3o mostra como Marte passou de um planeta \u00famido para seco e avermelhado. (Imagem: Ag\u00eancia Espacial Europeia\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Baseada nos dados dessas espa\u00e7onaves, a equipe formada por especialistas de diversas universidades <strong>sugere que a ferrihidrita seja a respons\u00e1vel pela cor vermelha de Marte<\/strong>. Formado na presen\u00e7a de \u00e1gua fria, esse \u00f3xido de ferro manteve sua assinatura aquosa at\u00e9 o presente, mesmo tendo sido mo\u00eddo e espalhado pela <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/220002-perseverance-rover-conseguiu-tirar-primeria-selfie-video.htm\">superf\u00edcie marciana<\/a> desde a sua forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEst\u00e1vamos tentando criar uma r\u00e9plica da poeira marciana em laborat\u00f3rio usando diferentes tipos de \u00f3xido de ferro. Descobrimos que a ferrihidrita misturada com basalto, uma rocha vulc\u00e2nica, se encaixa melhor nos minerais vistos por espa\u00e7onaves em Marte\u201d, afirmou o astr\u00f4nomo Adomas Valantinas, autor principal do estudo, em comunicado.<\/p>\n<h2>Pistas sobre a vida em Marte<\/h2>\n<p>Esta nova pesquisa que ajuda a responder por que Marte \u00e9 vermelho ainda n\u00e3o consegue confirmar se j\u00e1 houve vida por l\u00e1. No entanto, traz algumas pistas que refor\u00e7am tal possibilidade, pois<strong> a forma\u00e7\u00e3o de ferrihidrita acontece em condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis \u00e0 vida<\/strong>.<\/p>\n<p>Para ser formado, o mineral de \u00f3xido de ferro depende de um ambiente com oxig\u00eanio, proveniente do ar ou de outras fontes, e da \u00e1gua, como explica Valantinas. Ou seja, o Planeta Vermelho provavelmente <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/401003-marte-de-um-planeta-habitavel-a-um-deserto-inospito.htm\">apresentava condi\u00e7\u00f5es bem diferentes das de hoje<\/a>, marcadas pelo clima frio e seco.<\/p>\n<p>Dessa forma, o estudo aponta que Marte, em algum momento, teve um ambiente prop\u00edcio para a vida, inclusive com \u00e1gua l\u00edquida, antes de uma mudan\u00e7a brusca. Os autores poder\u00e3o se aprofundar ainda mais nas causas da tonalidade vermelha da superf\u00edcie marciana quando as <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/224355-nasa-perseverance-consegue-perfurar-coletar-rochas-marte.htm\">amostras coletadas pelo rover Perseverance<\/a> forem enviadas para a Terra.<\/p>\n<p>Gostou do conte\u00fado? Leia mais sobre ci\u00eancia no TecMundo, conferindo a mat\u00e9ria sobre a possibilidade de mudan\u00e7a de planos nas miss\u00f5es espaciais da NASA por <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/402844-musk-pode-fazer-nasa-mudar-planos-e-trocar-missao-para-a-lua-por-marte.htm\">influ\u00eancia de Elon Musk<\/a>.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um grupo de cientistas acredita ter descoberto uma nova explica\u00e7\u00e3o para a cor vermelha de Marte, que anteriormente era associada \u00e0 hematita. A nova resposta, explicada em um estudo publicado na revista Nature Communications nesta ter\u00e7a-feira (25), tamb\u00e9m pode dar pistas sobre a vida no nosso vizinho espacial. Pesquisas anteriores sugeriam que o tom avermelhado era causado pela hematita, mineral formado sob condi\u00e7\u00f5es de superf\u00edcie seca ao longo de bilh\u00f5es de anos, depois de um per\u00edodo inicial \u00famido, por meio de rea\u00e7\u00f5es com a atmosfera. Por\u00e9m, as miss\u00f5es ao Planeta Vermelho nas \u00faltimas d\u00e9cadas forneceram uma an\u00e1lise mais detalhada da sua composi\u00e7\u00e3o. Ilustra\u00e7\u00e3o mostra como Marte passou de um planeta \u00famido para seco e avermelhado. (Imagem: Ag\u00eancia Espacial Europeia\/Divulga\u00e7\u00e3o) Baseada nos dados dessas espa\u00e7onaves, a equipe formada por especialistas de diversas universidades sugere que a ferrihidrita seja a respons\u00e1vel pela cor vermelha de Marte. Formado na presen\u00e7a de \u00e1gua fria, esse \u00f3xido de ferro manteve sua assinatura aquosa at\u00e9 o presente, mesmo tendo sido mo\u00eddo e espalhado pela superf\u00edcie marciana desde a sua forma\u00e7\u00e3o. \u201cEst\u00e1vamos tentando criar uma r\u00e9plica da poeira marciana em laborat\u00f3rio usando diferentes tipos de \u00f3xido de ferro. Descobrimos que a ferrihidrita misturada com basalto, uma rocha vulc\u00e2nica, se encaixa melhor nos minerais vistos por espa\u00e7onaves em Marte\u201d, afirmou o astr\u00f4nomo Adomas Valantinas, autor principal do estudo, em comunicado. Pistas sobre a vida em Marte Esta nova pesquisa que ajuda a responder por que Marte \u00e9 vermelho ainda n\u00e3o consegue confirmar se j\u00e1 houve vida por l\u00e1. No entanto, traz algumas pistas que refor\u00e7am tal possibilidade, pois a forma\u00e7\u00e3o de ferrihidrita acontece em condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis \u00e0 vida. Para ser formado, o mineral de \u00f3xido de ferro depende de um ambiente com oxig\u00eanio, proveniente do ar ou de outras fontes, e da \u00e1gua, como explica Valantinas. Ou seja, o Planeta Vermelho provavelmente apresentava condi\u00e7\u00f5es bem diferentes das de hoje, marcadas pelo clima frio e seco. Dessa forma, o estudo aponta que Marte, em algum momento, teve um ambiente prop\u00edcio para a vida, inclusive com \u00e1gua l\u00edquida, antes de uma mudan\u00e7a brusca. Os autores poder\u00e3o se aprofundar ainda mais nas causas da tonalidade vermelha da superf\u00edcie marciana quando as amostras coletadas pelo rover Perseverance forem enviadas para a Terra. Gostou do conte\u00fado? Leia mais sobre ci\u00eancia no TecMundo, conferindo a mat\u00e9ria sobre a possibilidade de mudan\u00e7a de planos nas miss\u00f5es espaciais da NASA por influ\u00eancia de Elon Musk.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":36500,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[37],"tags":[],"class_list":["post-36499","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-tecnologia"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36499","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36499"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36499\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/36500"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36499"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36499"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36499"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}