{"id":37462,"date":"2025-03-04T18:30:05","date_gmt":"2025-03-04T21:30:05","guid":{"rendered":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/03\/04\/cientistas-encontraram-novos-meios-de-formacao-da-molecula-que-fez-o-universo\/"},"modified":"2025-03-04T18:30:05","modified_gmt":"2025-03-04T21:30:05","slug":"cientistas-encontraram-novos-meios-de-formacao-da-molecula-que-fez-o-universo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/03\/04\/cientistas-encontraram-novos-meios-de-formacao-da-molecula-que-fez-o-universo\/","title":{"rendered":"Cientistas encontraram novos meios de forma\u00e7\u00e3o da &#8216;mol\u00e9cula que fez o universo&#8217;"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>O universo, como o conhecemos, surgiu h\u00e1 aproximadamente 13,8 bilh\u00f5es de anos, quando o Big Bang desencadeou uma expans\u00e3o que deu origem ao hidrog\u00eanio <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/290576-helio-descubra-tudo-gas-leve-tabela-periodica.htm\" target=\"_blank\">e ao h\u00e9lio<\/a>, possibilitando as primeiras nuvens de g\u00e1s que ajudaram na forma\u00e7\u00e3o dos objetos celestes. Pouco depois, surgiram mol\u00e9culas essenciais para o desenvolvimento do universo.<\/p>\n<p>Resumidamente, as estrelas se formaram primeiro, seguidas pelos planetas e outros corpos celestes. Al\u00e9m disso, <strong>muito depois do Big Bang, surgiu a mol\u00e9cula fundamental conhecida como trihidrog\u00eanio (H3+), considerada essencial para a forma\u00e7\u00e3o estelar <\/strong>e para a s\u00edntese de compostos qu\u00edmicos no universo primitivo.<\/p>\n<p>Em um novo estudo publicado na revista cient\u00edfica <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-024-55065-5\" target=\"_blank\">Nature Communications<\/a>, uma equipe de cientistas da Universidade Estadual de Michigan (MSU) realizou uma an\u00e1lise aprofundada para <strong>compreender melhor o papel do H3+, tamb\u00e9m apelidado de &#8220;a mol\u00e9cula que fez o universo&#8221;.<\/strong><\/p>\n<p>Atualmente, a ci\u00eancia reconhece que o trihidrog\u00eanio teve um <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/265376-surgiram-primeiras-estrelas-universo.htm\" target=\"_blank\">papel essencial na forma\u00e7\u00e3o estelar<\/a>, mas os pesquisadores querem aprofundar o entendimento sobre sua influ\u00eancia na qu\u00edmica do cosmos. Inclusive,<strong> <\/strong>um dos principais objetivos do estudo foi identificar novos caminhos para a forma\u00e7\u00e3o dessa mol\u00e9cula.<\/p>\n<p><span><iframe title=\"What is hydrogen?\" width=\"960\" height=\"540\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2a0hMxDZ4Xg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/span><\/p>\n<p>A comunidade cient\u00edfica j\u00e1 identificou o principal mecanismo de forma\u00e7\u00e3o do H3?: <strong>originalmente, a mol\u00e9cula surgiu quando o hidrog\u00eanio molecular (H2) colidiu com sua vers\u00e3o ionizada (H2+).<\/strong> Por\u00e9m, novos estudos revelaram um m\u00e9todo alternativo, no qual o trihidrog\u00eanio pode se formar a partir de mol\u00e9culas org\u00e2nicas duplamente ionizadas.<\/p>\n<p>Pesquisas anteriores da MSU j\u00e1 haviam encontrado evid\u00eancias de outros processos envolvendo essa mol\u00e9cula. \u00a0Mas para os cientistas, as novas descobertas podem contribuir para uma compreens\u00e3o mais aprofundada do tema.<\/p>\n<p>\u201cH3+ \u00e9 uma mol\u00e9cula pequena que pode n\u00e3o ser t\u00e3o importante para n\u00f3s na Terra quanto \u00e1gua ou prote\u00ednas, mas \u00e9 uma mol\u00e9cula que realmente queremos entender em termos de sua abund\u00e2ncia no universo, como \u00e9 produzida e qu\u00e3o r\u00e1pidas s\u00e3o suas rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas\u201d, disse o professor do Departamento de Qu\u00edmica da MSU Research Foundation, Piotr Piecuch, em um comunicado oficial.<\/p>\n<h2>A &#8220;mol\u00e9cula que fez o universo&#8221;<\/h2>\n<p>A equipe de cientistas identificou um novo caminho para a forma\u00e7\u00e3o do H3+, por meio de um mecanismo de roaming em mol\u00e9culas duplamente ionizadas. Nesse processo, a mol\u00e9cula \u00e9 exposta a uma alta quantidade de energia, como a de raios c\u00f3smicos ou lasers de alta pot\u00eancia, e perde dois el\u00e9trons.<\/p>\n<p>Antes dessa descoberta, os pesquisadores acreditavam que mol\u00e9culas duplamente ionizadas deveriam se fragmentar violentamente ao serem expostas a essa quantidade de energia. Contudo<strong>, o que ocorreu foi a forma\u00e7\u00e3o de H2 dentro da estrutura, que acabou vagando pela mol\u00e9cula at\u00e9 capturar um pr\u00f3ton extra e se transformar em H3+.<\/strong><\/p>\n<p>O novo estudo analisou a forma\u00e7\u00e3o do H3+ em compostos conhecidos como metil-halogenetos e pseudohalogenetos.<\/p>\n<p>Os autores afirmam ter demonstrado que o hidrog\u00eanio n\u00e3o se dispersou imediatamente, mas permaneceu vagando na estrutura por um tempo significativo at\u00e9 capturar um pr\u00f3ton extra \u2014 um resultado bastante incomum dentro do conhecimento atual sobre o tema.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que<strong> H3+ \u00e9 chamado de \u2018a mol\u00e9cula que fez o universo\u2019<\/strong>. Para ilustrar esses resultados de forma visual, os pesquisadores realizaram simula\u00e7\u00f5es computacionais e criaram anima\u00e7\u00f5es que mostram, em tempo real, as rea\u00e7\u00f5es respons\u00e1veis por sua forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\"  alt=\"discovering4 Cientistas encontraram novos meios de forma\u00e7\u00e3o da &#039;mol\u00e9cula que fez o universo&#039;\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/msutoday.msu.edu\/-\/media\/assets\/msutoday\/images\/2025\/msu-scientists-discover-new-sources-for-the-molecule-that-made-the-universe\/discovering4.gif?rev=2c45a35600eb4af3a666e7283e56b065&amp;hash=18F7DBCA3B227511BBDA16EF7D9F211D\"\/><figcaption>A anima\u00e7\u00e3o apresenta o processo de forma\u00e7\u00e3o de H3+ pelo mecanismo de roaming com ioniza\u00e7\u00e3o dupla. (Fonte: Universidade Estadual de Michigan)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Os autores tamb\u00e9m confirmaram outras mol\u00e9culas capazes de formar H3+ por meio da ioniza\u00e7\u00e3o dupla e identificaram algumas que n\u00e3o geram o mesmo resultado. Com isso, <strong>eles conseguiram desenvolver um conjunto de regras que auxilia na identifica\u00e7\u00e3o de compostos org\u00e2nicos com potencial para produzir trihidrog\u00eanio atrav\u00e9s desse mecanismo.<\/strong><\/p>\n<p>Para obter esses resultados, o grupo utilizou uma combina\u00e7\u00e3o de espectroscopia a laser ultrarr\u00e1pida e qu\u00edmica computacional de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o. Dessa forma, conseguiram validar seus c\u00e1lculos te\u00f3ricos por meio de experimentos que confirmaram as descobertas.<\/p>\n<p>&#8220;O hidrog\u00eanio \u00e9 o elemento mais comum no universo, ent\u00e3o o encontro de H2 com H2+ ainda \u00e9 a chave. No entanto, h\u00e1 tantas mol\u00e9culas org\u00e2nicas nessas nuvens moleculares difusas que \u00e9 poss\u00edvel que muito H3+ainda esteja sendo formado pelos processos que estudamos&#8221;, disse outro coautor e professor da MSU, Marcos Dantus.<\/p>\n<h2>Por que o trihidrog\u00eanio (H3+) \u00e9 t\u00e3o importante?<\/h2>\n<p>At\u00e9 recentemente, os cientistas conheciam apenas o m\u00e9todo tradicional de forma\u00e7\u00e3o do H3+, mas os novos resultados sugerem que outros mecanismos no universo tamb\u00e9m podem possibilitar sua cria\u00e7\u00e3o. Se isso for confirmado, <strong>o trihidrog\u00eanio pode ser muito mais abundante no cosmos do que se pensava anteriormente.<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/02\/28\/28131321557471.jpg\"  alt=\"28131321557471 Cientistas encontraram novos meios de forma\u00e7\u00e3o da &#039;mol\u00e9cula que fez o universo&#039;\"  srcset=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/02\/28\/28131321635473.jpg 245w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/02\/28\/28131321588472.jpg 500w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/02\/28\/28131321666474.jpg 750w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/02\/28\/28131321666475.jpg 1000w,\" sizes=\"100vw\"\/><figcaption>A imagem mostra a Nebulosa da Tar\u00e2ntula, uma regi\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o estelar; o trihidrog\u00eanio desempenha um papel essencial nesse processo. (Fonte: NASA \/ ESA \/ \u00a0CSA \/ STScl)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Diversas rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas no espa\u00e7o ocorrem porque o H3+ atua como um tipo de reagente. Por exemplo, ele desempenhou um papel fundamental no nascimento das primeiras estrelas e na <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/264979-telescopio-james-webb-detecta-primeiras-moleculas-organicas-complexas.htm\" target=\"_blank\">forma\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas org\u00e2nicas<\/a>, que eventualmente contribu\u00edram para os blocos de constru\u00e7\u00e3o da vida como a conhecemos.<\/p>\n<p>Segundo a equipe, <strong>as descobertas podem auxiliar diversos cientistas que estudam o impacto do H3+ no meio interestelar<\/strong>. Esse tema, inclusive, \u00e9 amplamente debatido na comunidade astroqu\u00edmica.<\/p>\n<p>\u201cMesmo que haja apenas alguns por cento a mais de mol\u00e9culas de H3+ no universo devido aos pequenos compostos org\u00e2nicos que n\u00f3s e outros estudamos, os modelos que os cientistas usam para estudar processos como a forma\u00e7\u00e3o de estrelas podem ter que ser revisitados\u201d, Piecuch acrescenta.<\/p>\n<p>Os elementos que comp\u00f5em o universo surgiram em processos c\u00f3smicos extremos, e muitos deles s\u00e3o encontrados apenas no espa\u00e7o. Quer saber mais? <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/288242-elementos-abundantes-universo-tao-raros-terra-entenda.htm\" target=\"_blank\">Entenda por que os elementos abundantes no Universo s\u00e3o t\u00e3o raros na Terra<\/a>. At\u00e9 a pr\u00f3xima!<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O universo, como o conhecemos, surgiu h\u00e1 aproximadamente 13,8 bilh\u00f5es de anos, quando o Big Bang desencadeou uma expans\u00e3o que deu origem ao hidrog\u00eanio e ao h\u00e9lio, possibilitando as primeiras nuvens de g\u00e1s que ajudaram na forma\u00e7\u00e3o dos objetos celestes. Pouco depois, surgiram mol\u00e9culas essenciais para o desenvolvimento do universo. Resumidamente, as estrelas se formaram primeiro, seguidas pelos planetas e outros corpos celestes. Al\u00e9m disso, muito depois do Big Bang, surgiu a mol\u00e9cula fundamental conhecida como trihidrog\u00eanio (H3+), considerada essencial para a forma\u00e7\u00e3o estelar e para a s\u00edntese de compostos qu\u00edmicos no universo primitivo. Em um novo estudo publicado na revista cient\u00edfica Nature Communications, uma equipe de cientistas da Universidade Estadual de Michigan (MSU) realizou uma an\u00e1lise aprofundada para compreender melhor o papel do H3+, tamb\u00e9m apelidado de &#8220;a mol\u00e9cula que fez o universo&#8221;. Atualmente, a ci\u00eancia reconhece que o trihidrog\u00eanio teve um papel essencial na forma\u00e7\u00e3o estelar, mas os pesquisadores querem aprofundar o entendimento sobre sua influ\u00eancia na qu\u00edmica do cosmos. Inclusive, um dos principais objetivos do estudo foi identificar novos caminhos para a forma\u00e7\u00e3o dessa mol\u00e9cula. A comunidade cient\u00edfica j\u00e1 identificou o principal mecanismo de forma\u00e7\u00e3o do H3?: originalmente, a mol\u00e9cula surgiu quando o hidrog\u00eanio molecular (H2) colidiu com sua vers\u00e3o ionizada (H2+). 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Os autores afirmam ter demonstrado que o hidrog\u00eanio n\u00e3o se dispersou imediatamente, mas permaneceu vagando na estrutura por um tempo significativo at\u00e9 capturar um pr\u00f3ton extra \u2014 um resultado bastante incomum dentro do conhecimento atual sobre o tema. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que H3+ \u00e9 chamado de \u2018a mol\u00e9cula que fez o universo\u2019. Para ilustrar esses resultados de forma visual, os pesquisadores realizaram simula\u00e7\u00f5es computacionais e criaram anima\u00e7\u00f5es que mostram, em tempo real, as rea\u00e7\u00f5es respons\u00e1veis por sua forma\u00e7\u00e3o. A anima\u00e7\u00e3o apresenta o processo de forma\u00e7\u00e3o de H3+ pelo mecanismo de roaming com ioniza\u00e7\u00e3o dupla. (Fonte: Universidade Estadual de Michigan) Os autores tamb\u00e9m confirmaram outras mol\u00e9culas capazes de formar H3+ por meio da ioniza\u00e7\u00e3o dupla e identificaram algumas que n\u00e3o geram o mesmo resultado. Com isso, eles conseguiram desenvolver um conjunto de regras que auxilia na identifica\u00e7\u00e3o de compostos org\u00e2nicos com potencial para produzir trihidrog\u00eanio atrav\u00e9s desse mecanismo. Para obter esses resultados, o grupo utilizou uma combina\u00e7\u00e3o de espectroscopia a laser ultrarr\u00e1pida e qu\u00edmica computacional de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o. Dessa forma, conseguiram validar seus c\u00e1lculos te\u00f3ricos por meio de experimentos que confirmaram as descobertas. &#8220;O hidrog\u00eanio \u00e9 o elemento mais comum no universo, ent\u00e3o o encontro de H2 com H2+ ainda \u00e9 a chave. No entanto, h\u00e1 tantas mol\u00e9culas org\u00e2nicas nessas nuvens moleculares difusas que \u00e9 poss\u00edvel que muito H3+ainda esteja sendo formado pelos processos que estudamos&#8221;, disse outro coautor e professor da MSU, Marcos Dantus. Por que o trihidrog\u00eanio (H3+) \u00e9 t\u00e3o importante? 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