{"id":37969,"date":"2025-03-07T20:58:18","date_gmt":"2025-03-07T23:58:18","guid":{"rendered":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/03\/07\/ia-treinada-em-ler-focinhos-consegue-identificar-estresse-e-dor-em-animais\/"},"modified":"2025-03-07T20:58:18","modified_gmt":"2025-03-07T23:58:18","slug":"ia-treinada-em-ler-focinhos-consegue-identificar-estresse-e-dor-em-animais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/03\/07\/ia-treinada-em-ler-focinhos-consegue-identificar-estresse-e-dor-em-animais\/","title":{"rendered":"IA treinada em ler focinhos consegue identificar estresse e dor em animais"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>A comunica\u00e7\u00e3o facial tem sido, h\u00e1 muito tempo, uma forma de comunica\u00e7\u00e3o usada pelos animais para transmitir como est\u00e3o se sentindo. Em sua obra \u201cA express\u00e3o das emo\u00e7\u00f5es no homem e nos animais\u201d, de 1872, Charles Darwin considerava essas express\u00f5es de dor e estresse como uma esp\u00e9cie de \u201clinguagem compartilhada\u201d entre os mam\u00edferos, e uma habilidade evolutiva.<\/p>\n<p>Baseada em grande parte na anatomia, essa compreens\u00e3o motivou cientistas a investigar como diferentes esp\u00e9cies expressam suas emo\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s de movimentos musculares sutis. Em entrevista \u00e0 revista Science, a psic\u00f3loga Bridget Waller, da Universidade de Nottingham Trent, na Inglaterra, diz que n\u00f3s, humanos, <strong>compartilhamos 38% de nossos movimentos faciais com c\u00e3es, por exemplo, 34% com gatos e 47% com primatas e cavalos<\/strong>.<\/p>\n<p>Buscando decifrar express\u00f5es faciais dos animais, pesquisadores t\u00eam recorrido \u00e0 IA, desenvolvendo algoritmos que s\u00e3o mais r\u00e1pidos e precisos no reconhecimento de sinais de dor e ang\u00fastia do que os humanos mais atentos. Essas ferramentas podem dar in\u00edcio a uma nova era de cuidados com os bichos, afirma \u00e0 Science o engenheiro de vis\u00e3o de m\u00e1quina Melvyn Smith, da Universidade do Oeste da Inglaterra Bristol (UWE).<\/p>\n<h2>Entendendo as express\u00f5es faciais de porcos<\/h2>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/05\/05225553499010.jpg?ims=fit-in\/800x500\" width=\"800\" height=\"500\"  alt=\"800x500 IA treinada em ler focinhos consegue identificar estresse e dor em animais\" \/><figcaption>O sistema Intellipig fotografa porcos, para depois analis\u00e1-los com ferramentas de IA. (Fonte: Hansen et al., Science\/Divulga\u00e7\u00e3o)\u00a0<\/figcaption><\/figure>\n<p>Melvyn \u00e9 tamb\u00e9m l\u00edder de design do sistema Intellipig, desenvolvido por pesquisadores da UWE e da Faculdade Rural da Esc\u00f3cia (SRUC), <a href=\"https:\/\/www.megacurioso.com.br\/ciencia\/105944-china-usa-ia-para-gerenciar-maior-criacao-de-porcos-do-mundo.htm\" target=\"_blank\">que utiliza IA para analisar as express\u00f5es faciais de porcos<\/a>. Instalado em uma fazenda no interior do sudeste da Inglaterra, o projeto que fotografa os su\u00ednos (focinho, orelhas, olhos e outras caracter\u00edsticas faciais), depois identificados e analisados por um sistema de IA.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de fornecer uma refei\u00e7\u00e3o personalizada para cada animal, a IA procura, nas express\u00f5es faciais, sinais de que ele possa estar com alguma doen\u00e7a, dor ou sofrimento emocional. Se algum desses sintomas for detectado, o sistema envia um alerta imediato ao fazendeiro, que fica na sala ao lado, apenas observando as telas.<\/p>\n<p>O principal objetivo do Intellipig \u00e9 lidar com uma limita\u00e7\u00e3o humana fundamental: <strong>n\u00e3o sermos capazes de entender como os animais est\u00e3o se sentindo<\/strong>. Falando dessa aparente superioridade da m\u00e1quina sobre os humanos, a cientista de comportamento animal Emma Baxter, da SRUC, afirma \u00e0 Science: &#8220;Espero que haja espa\u00e7o para especialistas, para garantir que [a IA] esteja realmente fazendo o que diz que est\u00e1&#8221;.\u00a0<\/p>\n<h2>Padr\u00f5es espec\u00edficos de estresse em animais<\/h2>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/05\/05225242478004.jpg?ims=fit-in\/800x500\" width=\"800\" height=\"500\"  alt=\"800x500 IA treinada em ler focinhos consegue identificar estresse e dor em animais\" \/><figcaption>Detalhes sutis encontrados por IA no rosto de um cavalo estressado. (Fonte: A. Fischer, Science\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p><a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/software\/143909-app-chines-usa-reconhecimento-facial-identificar-animais-perdidos.htm\" target=\"_blank\">As semelhan\u00e7as anat\u00f4micas entre express\u00f5es faciais de humanos e animais<\/a> n\u00e3o s\u00e3o suficientes para garantir uma interpreta\u00e7\u00e3o precisa. Por isso, os pesquisadores de comunica\u00e7\u00e3o animal geralmente inferem os estados emocionais pelo contexto. Embora a dor seja facilmente identific\u00e1vel em casos evidentes, como cavalos rec\u00e9m-castrados ou ovelhas feridas, algumas metodologias cient\u00edficas incluem a indu\u00e7\u00e3o controlada de desconforto.<\/p>\n<p>A indu\u00e7\u00e3o desse estresse em animais \u00e9 geralmente simples: cavalos e gatos manifestam inquieta\u00e7\u00e3o em viagens curtas ou quando separados de seus companheiros. Marr\u00e3s (porcas jovens) se sentem intimidadas na presen\u00e7a de porcas adultas. Os sinais de estresse s\u00e3o evidentes: vocaliza\u00e7\u00e3o ansiosa, comportamento excret\u00f3rio alterado e aumento do cortisol permitem validar os marcadores emocionais.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s anos de observa\u00e7\u00f5es atentas e de animais em situa\u00e7\u00f5es controladas, <strong>cientistas elaboraram um &#8220;escalas de caretas&#8221; para v\u00e1rias esp\u00e9cies<\/strong>. Alguns padr\u00f5es espec\u00edficos, como orelhas giradas e rugas acima dos olhos em cavalos relacionam-se com dor. Embora essa codifica\u00e7\u00e3o possa ser feita manualmente, o processo demanda tempo consider\u00e1vel. Mas, ap\u00f3s treinada, a IA realiza essa an\u00e1lise instantaneamente.<\/p>\n<h2>Perspectivas pragm\u00e1ticas e realistas sobre o uso da IA facial em animais<\/h2>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/05\/05225440093005.jpg?ims=fit-in\/800x500\" width=\"800\" height=\"500\"  alt=\"800x500 IA treinada em ler focinhos consegue identificar estresse e dor em animais\" \/><figcaption>Mapas de calor em regi\u00f5es faciais consideradas mais informativas por IA em gatos. (Fonte: Martvel et al., Science\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Recentemente, o m\u00e9dico veterin\u00e1rio brasileiro Gabriel Lencioni, doutorando na Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), deu ao seu sistema de IA fotos dos rostos de cavalos antes e depois de uma cirurgia, e tamb\u00e9m antes e depois da administra\u00e7\u00e3o de analg\u00e9sicos, e instruiu a m\u00e1quina a se concentrar em diferen\u00e7as nos ouvidos, olhos e boca. <strong>Ap\u00f3s treinar com tr\u00eas mil imagens, &#8220;a IA aprendeu sozinha&#8221;<\/strong>, garante o pesquisador, com uma taxa de 88% de acertos.<\/p>\n<p>Em oposi\u00e7\u00e3o a essa linha de ferramenta aprimorando suas pr\u00f3prias habilidades, a cientista da computa\u00e7\u00e3o Anna Zamansky, da Universidade de Haifa, em Israel, alerta que um computador livre para decidir o que procurar nas imagens pode levar ao chamado vi\u00e9s de correla\u00e7\u00e3o esp\u00faria, quando a IA identifica um padr\u00e3o irrelevante, como um rel\u00f3gio no fundo da foto, para associ\u00e1-lo a um padr\u00e3o emocional espec\u00edfico.\u00a0<\/p>\n<p>A equipe da israelense est\u00e1 prestes a lan\u00e7ar um aplicativo baseado em IA que permitir\u00e1 que donos de gatos escaneiem seus bichanos por 30 segundos e recebam imediatamente diagn\u00f3sticos de f\u00e1cil compreens\u00e3o. Abrigos de animais de estima\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m poder\u00e3o futuramente monitorar a dor e o estado emocional de seus internos. E, \u201cquando sabemos que nossos companheiros animais est\u00e3o felizes, isso tamb\u00e9m nos deixa felizes\u201d, conclui Zamansky.<\/p>\n<p>Voc\u00ea gostaria de entender as emo\u00e7\u00f5es do seu animalzinho de estima\u00e7\u00e3o? Comente em nossas redes sociais e compartilhe a mat\u00e9ria com seus amigos e seguidores. Para saber mais sobre emo\u00e7\u00f5es, entenda <a href=\"https:\/\/www.megacurioso.com.br\/ciencia\/caes-deveriam-farejar-tudo-durante-seus-passeios-e-a-ciencia-explica-o-motivo\" target=\"_blank\">por que os c\u00e3es deveriam farejar tudo ao redor durante seus passeios<\/a>.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A comunica\u00e7\u00e3o facial tem sido, h\u00e1 muito tempo, uma forma de comunica\u00e7\u00e3o usada pelos animais para transmitir como est\u00e3o se sentindo. Em sua obra \u201cA express\u00e3o das emo\u00e7\u00f5es no homem e nos animais\u201d, de 1872, Charles Darwin considerava essas express\u00f5es de dor e estresse como uma esp\u00e9cie de \u201clinguagem compartilhada\u201d entre os mam\u00edferos, e uma habilidade evolutiva. Baseada em grande parte na anatomia, essa compreens\u00e3o motivou cientistas a investigar como diferentes esp\u00e9cies expressam suas emo\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s de movimentos musculares sutis. Em entrevista \u00e0 revista Science, a psic\u00f3loga Bridget Waller, da Universidade de Nottingham Trent, na Inglaterra, diz que n\u00f3s, humanos, compartilhamos 38% de nossos movimentos faciais com c\u00e3es, por exemplo, 34% com gatos e 47% com primatas e cavalos. Buscando decifrar express\u00f5es faciais dos animais, pesquisadores t\u00eam recorrido \u00e0 IA, desenvolvendo algoritmos que s\u00e3o mais r\u00e1pidos e precisos no reconhecimento de sinais de dor e ang\u00fastia do que os humanos mais atentos. Essas ferramentas podem dar in\u00edcio a uma nova era de cuidados com os bichos, afirma \u00e0 Science o engenheiro de vis\u00e3o de m\u00e1quina Melvyn Smith, da Universidade do Oeste da Inglaterra Bristol (UWE). Entendendo as express\u00f5es faciais de porcos O sistema Intellipig fotografa porcos, para depois analis\u00e1-los com ferramentas de IA. (Fonte: Hansen et al., Science\/Divulga\u00e7\u00e3o)\u00a0 Melvyn \u00e9 tamb\u00e9m l\u00edder de design do sistema Intellipig, desenvolvido por pesquisadores da UWE e da Faculdade Rural da Esc\u00f3cia (SRUC), que utiliza IA para analisar as express\u00f5es faciais de porcos. Instalado em uma fazenda no interior do sudeste da Inglaterra, o projeto que fotografa os su\u00ednos (focinho, orelhas, olhos e outras caracter\u00edsticas faciais), depois identificados e analisados por um sistema de IA. Al\u00e9m de fornecer uma refei\u00e7\u00e3o personalizada para cada animal, a IA procura, nas express\u00f5es faciais, sinais de que ele possa estar com alguma doen\u00e7a, dor ou sofrimento emocional. Se algum desses sintomas for detectado, o sistema envia um alerta imediato ao fazendeiro, que fica na sala ao lado, apenas observando as telas. O principal objetivo do Intellipig \u00e9 lidar com uma limita\u00e7\u00e3o humana fundamental: n\u00e3o sermos capazes de entender como os animais est\u00e3o se sentindo. Falando dessa aparente superioridade da m\u00e1quina sobre os humanos, a cientista de comportamento animal Emma Baxter, da SRUC, afirma \u00e0 Science: &#8220;Espero que haja espa\u00e7o para especialistas, para garantir que [a IA] esteja realmente fazendo o que diz que est\u00e1&#8221;.\u00a0 Padr\u00f5es espec\u00edficos de estresse em animais Detalhes sutis encontrados por IA no rosto de um cavalo estressado. (Fonte: A. Fischer, Science\/Divulga\u00e7\u00e3o) As semelhan\u00e7as anat\u00f4micas entre express\u00f5es faciais de humanos e animais n\u00e3o s\u00e3o suficientes para garantir uma interpreta\u00e7\u00e3o precisa. Por isso, os pesquisadores de comunica\u00e7\u00e3o animal geralmente inferem os estados emocionais pelo contexto. Embora a dor seja facilmente identific\u00e1vel em casos evidentes, como cavalos rec\u00e9m-castrados ou ovelhas feridas, algumas metodologias cient\u00edficas incluem a indu\u00e7\u00e3o controlada de desconforto. A indu\u00e7\u00e3o desse estresse em animais \u00e9 geralmente simples: cavalos e gatos manifestam inquieta\u00e7\u00e3o em viagens curtas ou quando separados de seus companheiros. Marr\u00e3s (porcas jovens) se sentem intimidadas na presen\u00e7a de porcas adultas. Os sinais de estresse s\u00e3o evidentes: vocaliza\u00e7\u00e3o ansiosa, comportamento excret\u00f3rio alterado e aumento do cortisol permitem validar os marcadores emocionais. Ap\u00f3s anos de observa\u00e7\u00f5es atentas e de animais em situa\u00e7\u00f5es controladas, cientistas elaboraram um &#8220;escalas de caretas&#8221; para v\u00e1rias esp\u00e9cies. Alguns padr\u00f5es espec\u00edficos, como orelhas giradas e rugas acima dos olhos em cavalos relacionam-se com dor. Embora essa codifica\u00e7\u00e3o possa ser feita manualmente, o processo demanda tempo consider\u00e1vel. Mas, ap\u00f3s treinada, a IA realiza essa an\u00e1lise instantaneamente. Perspectivas pragm\u00e1ticas e realistas sobre o uso da IA facial em animais Mapas de calor em regi\u00f5es faciais consideradas mais informativas por IA em gatos. (Fonte: Martvel et al., Science\/Divulga\u00e7\u00e3o) Recentemente, o m\u00e9dico veterin\u00e1rio brasileiro Gabriel Lencioni, doutorando na Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), deu ao seu sistema de IA fotos dos rostos de cavalos antes e depois de uma cirurgia, e tamb\u00e9m antes e depois da administra\u00e7\u00e3o de analg\u00e9sicos, e instruiu a m\u00e1quina a se concentrar em diferen\u00e7as nos ouvidos, olhos e boca. Ap\u00f3s treinar com tr\u00eas mil imagens, &#8220;a IA aprendeu sozinha&#8221;, garante o pesquisador, com uma taxa de 88% de acertos. Em oposi\u00e7\u00e3o a essa linha de ferramenta aprimorando suas pr\u00f3prias habilidades, a cientista da computa\u00e7\u00e3o Anna Zamansky, da Universidade de Haifa, em Israel, alerta que um computador livre para decidir o que procurar nas imagens pode levar ao chamado vi\u00e9s de correla\u00e7\u00e3o esp\u00faria, quando a IA identifica um padr\u00e3o irrelevante, como um rel\u00f3gio no fundo da foto, para associ\u00e1-lo a um padr\u00e3o emocional espec\u00edfico.\u00a0 A equipe da israelense est\u00e1 prestes a lan\u00e7ar um aplicativo baseado em IA que permitir\u00e1 que donos de gatos escaneiem seus bichanos por 30 segundos e recebam imediatamente diagn\u00f3sticos de f\u00e1cil compreens\u00e3o. Abrigos de animais de estima\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m poder\u00e3o futuramente monitorar a dor e o estado emocional de seus internos. E, \u201cquando sabemos que nossos companheiros animais est\u00e3o felizes, isso tamb\u00e9m nos deixa felizes\u201d, conclui Zamansky. Voc\u00ea gostaria de entender as emo\u00e7\u00f5es do seu animalzinho de estima\u00e7\u00e3o? Comente em nossas redes sociais e compartilhe a mat\u00e9ria com seus amigos e seguidores. Para saber mais sobre emo\u00e7\u00f5es, entenda por que os c\u00e3es deveriam farejar tudo ao redor durante seus passeios.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":37970,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[37],"tags":[],"class_list":["post-37969","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-tecnologia"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37969","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37969"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37969\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37970"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37969"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37969"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37969"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}