{"id":39110,"date":"2025-03-17T17:04:38","date_gmt":"2025-03-17T20:04:38","guid":{"rendered":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/03\/17\/cientistas-testam-bateria-nuclear-que-voce-nao-precisa-recarregar-na-tomada\/"},"modified":"2025-03-17T17:04:38","modified_gmt":"2025-03-17T20:04:38","slug":"cientistas-testam-bateria-nuclear-que-voce-nao-precisa-recarregar-na-tomada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/03\/17\/cientistas-testam-bateria-nuclear-que-voce-nao-precisa-recarregar-na-tomada\/","title":{"rendered":"Cientistas testam bateria nuclear que voc\u00ea n\u00e3o precisa recarregar na tomada"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>H\u00e1 fortes discuss\u00f5es sobre o uso da energia nuclear, seus benef\u00edcios e os perigosos, como o descarte do lixo t\u00f3xico criado. Foi assim que pesquisadores da Universidade do Estado de Ohio, nos EUA, desenvolveram o prot\u00f3tipo de uma bateria que funciona a partir de lixo nuclear e basicamente n\u00e3o precisa ser recarregada.<\/p>\n<p>Para criar esse novo tipo de bateria, <strong>os engenheiros utilizaram cristais cintiladores, ou seja, materiais de alta densidade que emitem luz quando absorvem radia\u00e7\u00e3o<\/strong>, e c\u00e9lulas fotovoltaicas. Assim, o time mostrou que a radia\u00e7\u00e3o gama coletada pode produzir sa\u00eddas el\u00e9tricas fortes o bastante para energizar microchips.<\/p>\n<p>Em outras palavras, a bateria utiliza as propriedades nucleares e radioativas para transform\u00e1-las em energia. O ponto central da descoberta \u00e9 que enquanto baterias tradicionais, como as de \u00edons de l\u00edtio, zeram a energia e precisam ser recarregadas por meio da eletricidade, <strong>as baterias nucleares funcionam at\u00e9 que as propriedades radioativas acabem<\/strong> \u2014 daqui a muitas e muitas d\u00e9cadas.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/17\/17132650553012.jpg\"  alt=\"17132650553012 Cientistas testam bateria nuclear que voc\u00ea n\u00e3o precisa recarregar na tomada\"  srcset=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/17\/17132650521010.jpg 245w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/17\/17132650678013.jpg 500w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/17\/17132650693014.jpg 750w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/17\/17132650521011.jpg 1000w,\" sizes=\"100vw\"\/><figcaption>Mesmo com a descoberta, os cientistas n\u00e3o revelaram imagens oficiais da bateria (Imagem: Grok\/Intelig\u00eancia Artificial)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Nos testes, os cientistas utilizaram C\u00e9sio-137 e conseguiram captar somente 288 nanowatts de energia. J\u00e1 em testes com Cobalto-60, o resultado foi significativamente maior, visto que a bateria energizou 1,5 microwatt.<\/p>\n<h2>Usinas nucleares geram muita energia<\/h2>\n<p><a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/mercado\/294312-8-mitos-verdades-energia-nuclear-usada-alimentar-ia.htm\">A energia nuclear \u00e9 uma das fontes de energia mais conhecidas<\/a> e not\u00f3rias dos \u00faltimos anos, respons\u00e1vel por gerar altas quantidades de energia a partir de um processo chamado de fiss\u00e3o nuclear. A fiss\u00e3o \u00e9 uma etapa controlada pelas usinas, respons\u00e1vel por quebrar a estrutura at\u00f4mica dos elementos qu\u00edmicos, como o ur\u00e2nio, e que ao fim gera grandes quantidades de energia.<\/p>\n<p>Foi isso que descobriu Albert Einstein, e entendeu que as <strong>rea\u00e7\u00f5es nucleares em \u00e1tomos poderiam converter essa massa at\u00f4mica em energia<\/strong>. Mundialmente, o ur\u00e2nio \u00e9 o elemento mais utilizado nesses processos, uma vez que libera muita energia ao passar pela fiss\u00e3o nuclear.<\/p>\n<p>Para termos de compara\u00e7\u00e3o, <strong>meio quilo de ur\u00e2nio consegue fornecer a mesma quantidade de energia que mais de 1.300 toneladas de carv\u00e3o<\/strong>. Inclusive, <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/284537-maior-usina-uranio-brasil-recebe-licenca-inicio-obras.htm\">o Brasil tem a s\u00e9tima maior reserva de ur\u00e2nio do mundo<\/a>, perdendo para pa\u00edses como Nig\u00e9ria, \u00c1frica do Sul, Canad\u00e1, Cazaquist\u00e3o, R\u00fassia e Austr\u00e1lia.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/17\/17132523048005.jpg\"  alt=\"17132523048005 Cientistas testam bateria nuclear que voc\u00ea n\u00e3o precisa recarregar na tomada\"  srcset=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/17\/17132523095006.jpg 245w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/17\/17132523157007.jpg 500w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/17\/17132523345008.jpg 750w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/17\/17132523361009.jpg 1000w,\" sizes=\"100vw\"\/><figcaption>Angra I e II produzem cerca de 5% da energia total no Brasil (Angra I\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ao todo, o mundo tem 440 usinas nucleares em atividade, al\u00e9m de mais de 20 em constru\u00e7\u00e3o, onde a maioria delas est\u00e1 localizada na Europa. O Brasil tem apenas duas, as usinas de Angra I e Angra II, localizadas ao sudoeste do estado do Rio de Janeiro, e usina Angra III atualmente est\u00e1 em constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Usos para a bateria nuclear<\/h2>\n<p>Embora esteja em fase embrion\u00e1ria, <strong>a bateria movida a lixo at\u00f4mico n\u00e3o deve ser utilizada em equipamentos muitos cotidianos<\/strong>, como celulares, notebooks, controles, brinquedos, etc. A principal ideia \u00e9 que essa nova bateria tenha destaque em lugares ou aparelhos dif\u00edceis de trocar os componentes.<\/p>\n<p>Por exemplo, enviar tais baterias para miss\u00f5es espaciais ou foguetes, bem como em \u00e1reas de dif\u00edcil acesso, como o fundo do mar. Seja como for, os usos devem ser bem mais restritos para profissionais, empresas, e at\u00e9 mesmo ind\u00fastrias que precisam de componentes de longa dura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Vale lembrar que diversos pesquisadores t\u00eam trabalhado constantemente para melhorar as capacidades das baterias. Recentemente, pesquisadores chineses <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/402598-pesquisadores-da-china-usam-injecao-para-aumentar-vida-util-de-baterias.htm\">testaram injetar sais de l\u00edtio para aumentar a vida \u00fatil de baterias <\/a>de 2.000 para at\u00e9 60.000 ciclos de carga.<\/p>\n<h3>Os riscos envolvidos<\/h3>\n<p>Por mais que as not\u00edcias sobre uma bateria que dura anos e anos sem ser recarregada empolguem, o fato do produto ser alimentado por lixo at\u00f4mico gera algumas preocupa\u00e7\u00f5es. A primeira \u00e9 <strong>como os cientistas tornariam esses materiais seguros o suficiente<\/strong> para serem manuseados por humanos sem risco de contamina\u00e7\u00e3o radiativa.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/17\/17132334519004.jpg\"  alt=\"17132334519004 Cientistas testam bateria nuclear que voc\u00ea n\u00e3o precisa recarregar na tomada\"  srcset=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/17\/17132333988002.jpg 245w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/17\/17132333988003.jpg 500w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/17\/17132333988001.jpg 750w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/17\/17132333988000.jpg 1000w,\" sizes=\"100vw\"\/><figcaption>Descarte irregular de baterias comuns tamb\u00e9m se tornou um problema ambiental (Imagem: GettyImages)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Claro, essas baterias devem ser bem revestidas e passar\u00e3o por in\u00fameros testes, mas \u00e9 uma d\u00favida pertinente. Da mesma forma, como seria feito o descarte desses materiais \u00e9 outro ponto de aten\u00e7\u00e3o. O objetivo \u00e9 que as baterias parem de funcionar conforme o lixo at\u00f4mico perde sua radioatividade, mas<strong> segue a d\u00favida sobre onde os itens defeituosos ou j\u00e1 obsoletos seriam descartados.<\/strong><\/p>\n<p>Vale lembrar que o mundo vive um dilema a respeito do lixo t\u00f3xico. <strong>Todo o processo de fiss\u00e3o nuclear cria rejeitos radioativos danosos ao ser humano e ao ambiente<\/strong>, que n\u00e3o podem ser simplesmente descartados em qualquer lugar. Esse lixo \u00e9 geralmente selado e descartado em \u00e1reas afetadas, at\u00e9 que perca sua radioatividade ap\u00f3s anos, d\u00e9cadas ou s\u00e9culos, e seja tratado como um lixo n\u00e3o reativo.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 fortes discuss\u00f5es sobre o uso da energia nuclear, seus benef\u00edcios e os perigosos, como o descarte do lixo t\u00f3xico criado. Foi assim que pesquisadores da Universidade do Estado de Ohio, nos EUA, desenvolveram o prot\u00f3tipo de uma bateria que funciona a partir de lixo nuclear e basicamente n\u00e3o precisa ser recarregada. Para criar esse novo tipo de bateria, os engenheiros utilizaram cristais cintiladores, ou seja, materiais de alta densidade que emitem luz quando absorvem radia\u00e7\u00e3o, e c\u00e9lulas fotovoltaicas. Assim, o time mostrou que a radia\u00e7\u00e3o gama coletada pode produzir sa\u00eddas el\u00e9tricas fortes o bastante para energizar microchips. Em outras palavras, a bateria utiliza as propriedades nucleares e radioativas para transform\u00e1-las em energia. O ponto central da descoberta \u00e9 que enquanto baterias tradicionais, como as de \u00edons de l\u00edtio, zeram a energia e precisam ser recarregadas por meio da eletricidade, as baterias nucleares funcionam at\u00e9 que as propriedades radioativas acabem \u2014 daqui a muitas e muitas d\u00e9cadas. Mesmo com a descoberta, os cientistas n\u00e3o revelaram imagens oficiais da bateria (Imagem: Grok\/Intelig\u00eancia Artificial) Nos testes, os cientistas utilizaram C\u00e9sio-137 e conseguiram captar somente 288 nanowatts de energia. J\u00e1 em testes com Cobalto-60, o resultado foi significativamente maior, visto que a bateria energizou 1,5 microwatt. Usinas nucleares geram muita energia A energia nuclear \u00e9 uma das fontes de energia mais conhecidas e not\u00f3rias dos \u00faltimos anos, respons\u00e1vel por gerar altas quantidades de energia a partir de um processo chamado de fiss\u00e3o nuclear. A fiss\u00e3o \u00e9 uma etapa controlada pelas usinas, respons\u00e1vel por quebrar a estrutura at\u00f4mica dos elementos qu\u00edmicos, como o ur\u00e2nio, e que ao fim gera grandes quantidades de energia. Foi isso que descobriu Albert Einstein, e entendeu que as rea\u00e7\u00f5es nucleares em \u00e1tomos poderiam converter essa massa at\u00f4mica em energia. Mundialmente, o ur\u00e2nio \u00e9 o elemento mais utilizado nesses processos, uma vez que libera muita energia ao passar pela fiss\u00e3o nuclear. Para termos de compara\u00e7\u00e3o, meio quilo de ur\u00e2nio consegue fornecer a mesma quantidade de energia que mais de 1.300 toneladas de carv\u00e3o. Inclusive, o Brasil tem a s\u00e9tima maior reserva de ur\u00e2nio do mundo, perdendo para pa\u00edses como Nig\u00e9ria, \u00c1frica do Sul, Canad\u00e1, Cazaquist\u00e3o, R\u00fassia e Austr\u00e1lia. Angra I e II produzem cerca de 5% da energia total no Brasil (Angra I\/Divulga\u00e7\u00e3o) Ao todo, o mundo tem 440 usinas nucleares em atividade, al\u00e9m de mais de 20 em constru\u00e7\u00e3o, onde a maioria delas est\u00e1 localizada na Europa. O Brasil tem apenas duas, as usinas de Angra I e Angra II, localizadas ao sudoeste do estado do Rio de Janeiro, e usina Angra III atualmente est\u00e1 em constru\u00e7\u00e3o. Usos para a bateria nuclear Embora esteja em fase embrion\u00e1ria, a bateria movida a lixo at\u00f4mico n\u00e3o deve ser utilizada em equipamentos muitos cotidianos, como celulares, notebooks, controles, brinquedos, etc. A principal ideia \u00e9 que essa nova bateria tenha destaque em lugares ou aparelhos dif\u00edceis de trocar os componentes. Por exemplo, enviar tais baterias para miss\u00f5es espaciais ou foguetes, bem como em \u00e1reas de dif\u00edcil acesso, como o fundo do mar. Seja como for, os usos devem ser bem mais restritos para profissionais, empresas, e at\u00e9 mesmo ind\u00fastrias que precisam de componentes de longa dura\u00e7\u00e3o. Vale lembrar que diversos pesquisadores t\u00eam trabalhado constantemente para melhorar as capacidades das baterias. Recentemente, pesquisadores chineses testaram injetar sais de l\u00edtio para aumentar a vida \u00fatil de baterias de 2.000 para at\u00e9 60.000 ciclos de carga. Os riscos envolvidos Por mais que as not\u00edcias sobre uma bateria que dura anos e anos sem ser recarregada empolguem, o fato do produto ser alimentado por lixo at\u00f4mico gera algumas preocupa\u00e7\u00f5es. A primeira \u00e9 como os cientistas tornariam esses materiais seguros o suficiente para serem manuseados por humanos sem risco de contamina\u00e7\u00e3o radiativa. 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