{"id":39143,"date":"2025-03-18T00:42:08","date_gmt":"2025-03-18T03:42:08","guid":{"rendered":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/03\/18\/astrominibr-marte-teria-um-possivel-oceano-liquido-abaixo-de-sua-superficie\/"},"modified":"2025-03-18T00:42:08","modified_gmt":"2025-03-18T03:42:08","slug":"astrominibr-marte-teria-um-possivel-oceano-liquido-abaixo-de-sua-superficie","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/03\/18\/astrominibr-marte-teria-um-possivel-oceano-liquido-abaixo-de-sua-superficie\/","title":{"rendered":"#AstroMiniBR: Marte teria um poss\u00edvel oceano l\u00edquido abaixo de sua superf\u00edcie!"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<p>O TecMundo e a equipe do <a href=\"https:\/\/twitter.com\/AstroMiniBR\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\">#AstroMiniBR<\/a> toda semana, selecionam as novidades astron\u00f4micas mais relevantes para compartilhar com voc\u00ea um pouco mais do inusitado e fant\u00e1stico, mundo da astronomia. Confira abaixo!<\/p>\n<div>\n<p>Pesquisas recentes baseadas em dados s\u00edsmicos coletados pela sonda InSight da NASA sugerem a presen\u00e7a de <strong>altas quantidades de \u00e1gua l\u00edquida no subsolo de Marte<\/strong>.<\/p>\n<p>An\u00e1lises das velocidades das ondas s\u00edsmicas, registradas durante &#8220;martemotos&#8221;, indicam que, entre 11,5 e 20 quil\u00f4metros de profundidade, o subsolo marciano pode estar saturado de \u00e1gua. Essa descoberta \u00e9 significativa, pois aponta para a exist\u00eancia de \u00e1gua l\u00edquida em Marte atualmente, <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/401003-marte-de-um-planeta-habitavel-a-um-deserto-inospito.htm\" target=\"_blank\">desafiando a vis\u00e3o de que o planeta \u00e9 completamente \u00e1rido<\/a>.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/17\/17100316020061.jpg\"  alt=\"17100316020061 #AstroMiniBR: Marte teria um poss\u00edvel oceano l\u00edquido abaixo de sua superf\u00edcie!\"  srcset=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/17\/17100315989060.jpg 156w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/17\/17100316161067.jpg 500w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/17\/17100316051063.jpg 750w,\" sizes=\"100vw\"\/><figcaption>Superf\u00edcie do planeta Marte. (Fonte: Viking Project\/NASA)<\/figcaption><\/figure>\n<p>A sonda InSight, que operou entre 2018 e 2022, foi equipada com o instrumento SEIS (Experimento S\u00edsmico para Estrutura Interior), o primeiro sism\u00f4metro a funcionar em Marte.<\/p>\n<p>Este dispositivo <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/263265-ondas-sismicas-revelaram-ha-nucleo-marte-diz-estudo.htm\" target=\"_blank\">detectou tr\u00eas tipos de ondas s\u00edsmicas<\/a>: ondas P, que se propagam de forma semelhante ao som; ondas S, que oscilam perpendicularmente \u00e0 dire\u00e7\u00e3o de propaga\u00e7\u00e3o; e ondas superficiais, que se movem pela superf\u00edcie do planeta como ondula\u00e7\u00f5es na \u00e1gua. A an\u00e1lise das ondas P e S revelou diferen\u00e7as de velocidade e comportamento que sugerem a presen\u00e7a de \u00e1gua l\u00edquida em profundidades significativas.<\/p>\n<p>A descoberta de<strong> \u00e1gua l\u00edquida no subsolo marciano teria implica\u00e7\u00f5es profundas para a compreens\u00e3o da hist\u00f3ria geol\u00f3gica do planeta<\/strong> e para a busca por vida extraterrestre. Sua presen\u00e7a pode indicar ambientes habit\u00e1veis que poderiam ter sustentado formas de vida microbiana no passado ou at\u00e9 mesmo no presente.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, essas reservas subterr\u00e2neas de \u00e1gua poderiam ser recursos valiosos para <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/290803-humanos-marte-nasa-revela-detalhes-missao-prevista-anos-2030.htm#:~:text=A%20futura%20miss%C3%A3o%20tripulada%20a,houve%20ou%20h%C3%A1%20vida%20l%C3%A1.&amp;text=Anunciada%20como%20a%20mais%20ambiciosa,a%20Marte%20potencialmente%20em%202035.\" target=\"_blank\">futuras miss\u00f5es tripuladas a Marte<\/a>, fornecendo \u00e1gua para consumo e como mat\u00e9ria-prima para a produ\u00e7\u00e3o de combust\u00edvel.<\/p>\n<h2><strong>2. Uma gal\u00e1xia com an\u00e9is<\/strong><\/h2>\n<p>A gal\u00e1xia Messier 94 (M94), localizada a aproximadamente 16 milh\u00f5es de anos-luz da Terra na constela\u00e7\u00e3o dos C\u00e3es de Ca\u00e7a, \u00e9 uma das espirais mais intrigantes do universo pr\u00f3ximo. Diferente de muitas gal\u00e1xias espirais cl\u00e1ssicas, <strong>M94 possui um anel brilhante de forma\u00e7\u00e3o estelar ao redor de seu n\u00facleo<\/strong>, tornando-se um dos exemplos mais not\u00e1veis de uma gal\u00e1xia com anel estelar.<\/p>\n<div class=\"raw-html-embed\">\n<blockquote class=\"twitter-tweet\">\n<p lang=\"pt\" dir=\"ltr\">?? GAL\u00c1XIA COM AN\u00c9IS?<\/p>\n<p>Essa \u00e9 M94, uma gal\u00e1xia espiral que n\u00e3o tem apenas um, mas dois an\u00e9is feitos de estrelas e de g\u00e1s!<\/p>\n<p>Um fen\u00f4meno incomum de forma\u00e7\u00e3o estelar deve ter formado o anel interno, mas a forma\u00e7\u00e3o do anel mais externo ainda \u00e9 um mist\u00e9rio.<a href=\"https:\/\/twitter.com\/hashtag\/AstroMiniBR?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw\">#AstroMiniBR<\/a> via APOD <a href=\"https:\/\/t.co\/zGiPpRqLOE\">pic.twitter.com\/zGiPpRqLOE<\/a><\/p>\n<p>\u2014 Thiago Flaulhabe (@TFlaulhabe) <a href=\"https:\/\/twitter.com\/TFlaulhabe\/status\/1666473232466075649?ref_src=twsrc%5Etfw\">June 7, 2023<\/a><\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<p>Acredita-se que esse anel seja formado devido \u00e0 presen\u00e7a de uma onda de densidade que comprime o g\u00e1s interestelar, desencadeando a forma\u00e7\u00e3o intensa de novas estrelas. Al\u00e9m disso, M94 apresenta uma estrutura dupla: um disco interno compacto e uma regi\u00e3o externa difusa, o que levanta debates sobre sua verdadeira morfologia e classifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O movimento da M94 atrav\u00e9s do cosmos <strong>\u00e9 influenciado pela expans\u00e3o do universo e pela gravidade de estruturas ao seu redor<\/strong>. A gal\u00e1xia faz parte do Grupo M94, uma cole\u00e7\u00e3o relativamente pequena de gal\u00e1xias gravitacionalmente ligadas.<\/p>\n<p>Diferente de aglomerados massivos como o de Virgem, o Grupo\u00a0M94 \u00e9 mais disperso, o que significa <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/227160-entenda-forca-gravitacional-ela-funciona.htm\" target=\"_blank\">que as intera\u00e7\u00f5es gravitacionais<\/a> entre suas gal\u00e1xias s\u00e3o menos violentas. Isso pode ter permitido que M94 mantivesse sua estrutura relativamente est\u00e1vel ao longo de bilh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>No entanto, <strong>sua rota\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e sua distribui\u00e7\u00e3o incomum de mat\u00e9ria escura intrigam os astr\u00f4nomos<\/strong>, sugerindo que seu halo de mat\u00e9ria escura pode ser menos massivo do que o esperado para uma gal\u00e1xia de seu porte.<\/p>\n<p>No futuro, M94 continuar\u00e1 seu movimento dentro do Grupo Local e, eventualmente, pode se fundir com outras gal\u00e1xias menores de sua vizinhan\u00e7a, um destino comum para gal\u00e1xias em grupos pequenos.<\/p>\n<p>Caso n\u00e3o seja perturbada por intera\u00e7\u00f5es gravitacionais significativas, ela poder\u00e1 manter sua forma espiral por bilh\u00f5es de anos antes de um poss\u00edvel <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/288759-via-lactea-andromeda-colisao-galactica-nao-acontecer.htm\" target=\"_blank\">encontro com a Via L\u00e1ctea ou outra grande gal\u00e1xia<\/a> em uma escala de tempo c\u00f3smico.<\/p>\n<h2><strong>3. A \u00e1gua no Universo pode ter surgido antes do esperado<\/strong><\/h2>\n<p>Pesquisas recentes indicam <strong>que a \u00e1gua pode ter se formado no universo muito antes do que se pensava anteriormente<\/strong>, possivelmente entre 100 e 200 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang, antes mesmo do surgimento das primeiras gal\u00e1xias.<\/p>\n<p>Simula\u00e7\u00f5es num\u00e9ricas mostraram que as primeiras estrelas, conhecidas como estrelas de Popula\u00e7\u00e3o III, desempenharam um papel crucial nesse processo. Essas estrelas, extremamente massivas e de vida curta, sintetizaram elementos pesados, como oxig\u00eanio, que, ao serem liberados no espa\u00e7o interestelar por meio de explos\u00f5es de supernova, permitiram <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/277084-estrutura-molecula-agua-diferente-aprendemos-diz-estudo.htm\" target=\"_blank\">a forma\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas de \u00e1gua<\/a> nas regi\u00f5es circundantes.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/17\/17100316036062.jpg\"  alt=\"17100316036062 #AstroMiniBR: Marte teria um poss\u00edvel oceano l\u00edquido abaixo de sua superf\u00edcie!\"  srcset=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/17\/17100316067064.jpg 245w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/17\/17100316161066.jpg 500w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/17\/17100316129065.jpg 750w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/17\/17100316192068.jpg 1000w,\" sizes=\"100vw\"\/><figcaption>Representa\u00e7\u00e3o do Universo primordial. (Fonte: NASA)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Anteriormente, estimava-se que a \u00e1gua surgisse cerca de 780 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang, com base em observa\u00e7\u00f5es do Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array (ALMA) no Chile. Contudo, os novos modelos sugerem que a \u00e1gua poderia ter existido muito antes, enriquecendo o meio interestelar primordial.<\/p>\n<p>Se parte dessa<strong> \u00e1gua inicial sobreviveu ao ambiente turbulento das primeiras gal\u00e1xias<\/strong>, ela poderia ter sido incorporada em planetas rec\u00e9m-formados, potencialmente criando mundos ricos em \u00e1gua apenas algumas centenas de milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o in\u00edcio do universo.<\/p>\n<p>Essas descobertas t\u00eam implica\u00e7\u00f5es significativas para a compreens\u00e3o da habitabilidade no universo primitivo. A presen\u00e7a precoce de \u00e1gua aumenta a possibilidade de que condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis \u00e0 vida tenham surgido mais cedo do que se imaginava.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a detec\u00e7\u00e3o de \u00e1gua em gal\u00e1xias distantes e jovens pode servir como indicador na busca por ambientes habit\u00e1veis e vida extraterrestre em \u00e9pocas remotas do cosmos.<\/p>\n<p>Gostou do conte\u00fado? Ent\u00e3o, fique sempre atualizado com mais novidades da astronomia aqui no TecMundo! At\u00e9 a pr\u00f3xima segunda-feira!<\/p>\n<\/div>\n<p><script async src=\"\/\/platform.twitter.com\/widgets.js\" charset=\"utf-8\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O TecMundo e a equipe do #AstroMiniBR toda semana, selecionam as novidades astron\u00f4micas mais relevantes para compartilhar com voc\u00ea um pouco mais do inusitado e fant\u00e1stico, mundo da astronomia. Confira abaixo! Pesquisas recentes baseadas em dados s\u00edsmicos coletados pela sonda InSight da NASA sugerem a presen\u00e7a de altas quantidades de \u00e1gua l\u00edquida no subsolo de Marte. An\u00e1lises das velocidades das ondas s\u00edsmicas, registradas durante &#8220;martemotos&#8221;, indicam que, entre 11,5 e 20 quil\u00f4metros de profundidade, o subsolo marciano pode estar saturado de \u00e1gua. Essa descoberta \u00e9 significativa, pois aponta para a exist\u00eancia de \u00e1gua l\u00edquida em Marte atualmente, desafiando a vis\u00e3o de que o planeta \u00e9 completamente \u00e1rido. Superf\u00edcie do planeta Marte. (Fonte: Viking Project\/NASA) A sonda InSight, que operou entre 2018 e 2022, foi equipada com o instrumento SEIS (Experimento S\u00edsmico para Estrutura Interior), o primeiro sism\u00f4metro a funcionar em Marte. Este dispositivo detectou tr\u00eas tipos de ondas s\u00edsmicas: ondas P, que se propagam de forma semelhante ao som; ondas S, que oscilam perpendicularmente \u00e0 dire\u00e7\u00e3o de propaga\u00e7\u00e3o; e ondas superficiais, que se movem pela superf\u00edcie do planeta como ondula\u00e7\u00f5es na \u00e1gua. A an\u00e1lise das ondas P e S revelou diferen\u00e7as de velocidade e comportamento que sugerem a presen\u00e7a de \u00e1gua l\u00edquida em profundidades significativas. A descoberta de \u00e1gua l\u00edquida no subsolo marciano teria implica\u00e7\u00f5es profundas para a compreens\u00e3o da hist\u00f3ria geol\u00f3gica do planeta e para a busca por vida extraterrestre. Sua presen\u00e7a pode indicar ambientes habit\u00e1veis que poderiam ter sustentado formas de vida microbiana no passado ou at\u00e9 mesmo no presente. Al\u00e9m disso, essas reservas subterr\u00e2neas de \u00e1gua poderiam ser recursos valiosos para futuras miss\u00f5es tripuladas a Marte, fornecendo \u00e1gua para consumo e como mat\u00e9ria-prima para a produ\u00e7\u00e3o de combust\u00edvel. 2. Uma gal\u00e1xia com an\u00e9is A gal\u00e1xia Messier 94 (M94), localizada a aproximadamente 16 milh\u00f5es de anos-luz da Terra na constela\u00e7\u00e3o dos C\u00e3es de Ca\u00e7a, \u00e9 uma das espirais mais intrigantes do universo pr\u00f3ximo. Diferente de muitas gal\u00e1xias espirais cl\u00e1ssicas, M94 possui um anel brilhante de forma\u00e7\u00e3o estelar ao redor de seu n\u00facleo, tornando-se um dos exemplos mais not\u00e1veis de uma gal\u00e1xia com anel estelar. ?? GAL\u00c1XIA COM AN\u00c9IS? Essa \u00e9 M94, uma gal\u00e1xia espiral que n\u00e3o tem apenas um, mas dois an\u00e9is feitos de estrelas e de g\u00e1s! Um fen\u00f4meno incomum de forma\u00e7\u00e3o estelar deve ter formado o anel interno, mas a forma\u00e7\u00e3o do anel mais externo ainda \u00e9 um mist\u00e9rio.#AstroMiniBR via APOD pic.twitter.com\/zGiPpRqLOE \u2014 Thiago Flaulhabe (@TFlaulhabe) June 7, 2023 Acredita-se que esse anel seja formado devido \u00e0 presen\u00e7a de uma onda de densidade que comprime o g\u00e1s interestelar, desencadeando a forma\u00e7\u00e3o intensa de novas estrelas. Al\u00e9m disso, M94 apresenta uma estrutura dupla: um disco interno compacto e uma regi\u00e3o externa difusa, o que levanta debates sobre sua verdadeira morfologia e classifica\u00e7\u00e3o. O movimento da M94 atrav\u00e9s do cosmos \u00e9 influenciado pela expans\u00e3o do universo e pela gravidade de estruturas ao seu redor. A gal\u00e1xia faz parte do Grupo M94, uma cole\u00e7\u00e3o relativamente pequena de gal\u00e1xias gravitacionalmente ligadas. Diferente de aglomerados massivos como o de Virgem, o Grupo\u00a0M94 \u00e9 mais disperso, o que significa que as intera\u00e7\u00f5es gravitacionais entre suas gal\u00e1xias s\u00e3o menos violentas. Isso pode ter permitido que M94 mantivesse sua estrutura relativamente est\u00e1vel ao longo de bilh\u00f5es de anos. No entanto, sua rota\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e sua distribui\u00e7\u00e3o incomum de mat\u00e9ria escura intrigam os astr\u00f4nomos, sugerindo que seu halo de mat\u00e9ria escura pode ser menos massivo do que o esperado para uma gal\u00e1xia de seu porte. No futuro, M94 continuar\u00e1 seu movimento dentro do Grupo Local e, eventualmente, pode se fundir com outras gal\u00e1xias menores de sua vizinhan\u00e7a, um destino comum para gal\u00e1xias em grupos pequenos. Caso n\u00e3o seja perturbada por intera\u00e7\u00f5es gravitacionais significativas, ela poder\u00e1 manter sua forma espiral por bilh\u00f5es de anos antes de um poss\u00edvel encontro com a Via L\u00e1ctea ou outra grande gal\u00e1xia em uma escala de tempo c\u00f3smico. 3. A \u00e1gua no Universo pode ter surgido antes do esperado Pesquisas recentes indicam que a \u00e1gua pode ter se formado no universo muito antes do que se pensava anteriormente, possivelmente entre 100 e 200 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang, antes mesmo do surgimento das primeiras gal\u00e1xias. Simula\u00e7\u00f5es num\u00e9ricas mostraram que as primeiras estrelas, conhecidas como estrelas de Popula\u00e7\u00e3o III, desempenharam um papel crucial nesse processo. Essas estrelas, extremamente massivas e de vida curta, sintetizaram elementos pesados, como oxig\u00eanio, que, ao serem liberados no espa\u00e7o interestelar por meio de explos\u00f5es de supernova, permitiram a forma\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas de \u00e1gua nas regi\u00f5es circundantes. Representa\u00e7\u00e3o do Universo primordial. (Fonte: NASA) Anteriormente, estimava-se que a \u00e1gua surgisse cerca de 780 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang, com base em observa\u00e7\u00f5es do Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array (ALMA) no Chile. Contudo, os novos modelos sugerem que a \u00e1gua poderia ter existido muito antes, enriquecendo o meio interestelar primordial. Se parte dessa \u00e1gua inicial sobreviveu ao ambiente turbulento das primeiras gal\u00e1xias, ela poderia ter sido incorporada em planetas rec\u00e9m-formados, potencialmente criando mundos ricos em \u00e1gua apenas algumas centenas de milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o in\u00edcio do universo. Essas descobertas t\u00eam implica\u00e7\u00f5es significativas para a compreens\u00e3o da habitabilidade no universo primitivo. A presen\u00e7a precoce de \u00e1gua aumenta a possibilidade de que condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis \u00e0 vida tenham surgido mais cedo do que se imaginava. Al\u00e9m disso, a detec\u00e7\u00e3o de \u00e1gua em gal\u00e1xias distantes e jovens pode servir como indicador na busca por ambientes habit\u00e1veis e vida extraterrestre em \u00e9pocas remotas do cosmos. Gostou do conte\u00fado? Ent\u00e3o, fique sempre atualizado com mais novidades da astronomia aqui no TecMundo! 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