{"id":39451,"date":"2025-03-19T14:03:03","date_gmt":"2025-03-19T17:03:03","guid":{"rendered":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/03\/19\/big-bang-astronomos-detectam-big-wheel-no-universo-primitivo-entenda\/"},"modified":"2025-03-19T14:03:03","modified_gmt":"2025-03-19T17:03:03","slug":"big-bang-astronomos-detectam-big-wheel-no-universo-primitivo-entenda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/03\/19\/big-bang-astronomos-detectam-big-wheel-no-universo-primitivo-entenda\/","title":{"rendered":"Big Bang? Astr\u00f4nomos detectam \u2018Big Wheel\u2019 no universo primitivo; entenda"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>O Big Bang foi o evento mais importante para permitir o universo como o conhecemos. Foi a partir dele que diversos processos ocorreram, <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/401362-vida-na-terra-pode-ser-15-bilhao-de-anos-mais-antiga-do-que-pensavamos.htm\" target=\"_blank\">permitindo que a vida surgisse na Terra<\/a>.<\/p>\n<p>Claro, o Big Bang n\u00e3o foi o \u00fanico respons\u00e1vel: ele deu in\u00edcio a uma cadeia de acontecimentos, onde um processo levou a outro e assim sucessivamente. Agora, cientistas <strong>descobriram a exist\u00eancia de uma estrutura chamada Big Wheel<\/strong> (grande roda, em portugu\u00eas), mas ele n\u00e3o tem muita rela\u00e7\u00e3o com a explos\u00e3o que deu in\u00edcio a tudo.<\/p>\n<p>Uma equipe internacional de cientistas, em parceria com a Universidade de Tecnologia de Swinburne, na Austr\u00e1lia, descobriu uma estrutura c\u00f3smica com o tamanho equivalente a mais de tr\u00eas gal\u00e1xias. Os dados foram obtidos por meio de observa\u00e7\u00f5es feitas pelo Telesc\u00f3pio Espacial James Webb (JWST).<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es coletadas sugerem que<strong> essa Big Wheel \u00e9 uma gal\u00e1xia espiral gigante localizada no universo primitivo<\/strong>; n\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que sua luz viajou aproximadamente 12 bilh\u00f5es de anos at\u00e9 chegar ao Telesc\u00f3pio Espacial James Webb (JWST). Um estudo detalhando essa descoberta foi publicado na revista cient\u00edfica Nature Astronomy.<\/p>\n<p><span><iframe title=\"The Beginning of Everything -- The Big Bang\" width=\"960\" height=\"540\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/wNDGgL73ihY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/span><\/p>\n<p>Em uma publica\u00e7\u00e3o no site<i> The Conversation<\/i>, o especialista em modelagem espectral de gal\u00e1xias da Universidade de Tecnologia de Swinburne, Dr. Themiya Nanayakkara, explica que essa gal\u00e1xia surgiu nos primeiros dois <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/286889-surgiu-teoria-big-bang-ciencia-responde.htm\" target=\"_blank\">bilh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang<\/a>.<\/p>\n<p>Naquele per\u00edodo, o universo tinha apenas 15% da idade atual e j\u00e1 havia formado essa estrutura plana e rotativa, composta por estrelas, g\u00e1s e poeira c\u00f3smica. Inclusive,<strong> a Big Wheel desafia o modelo tradicional que explica a forma\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias<\/strong>.<\/p>\n<p>\u00c9 importante destacar que n\u00e3o se trata de uma gal\u00e1xia comum, mas sim de uma gal\u00e1xia espiral gigante, com um raio \u00f3ptico pelo menos tr\u00eas vezes maior do que o previsto pelas simula\u00e7\u00f5es cosmol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Os pesquisadores do estudo buscam entender melhor essa estrutura, j\u00e1 que a forma e o momento em que os discos gal\u00e1cticos se formaram ainda s\u00e3o um mist\u00e9rio.<\/p>\n<p>\u201cVer uma gal\u00e1xia de disco massiva e bem ordenada quando o universo tinha apenas 2,4 bilh\u00f5es de anos nos obriga a repensar o qu\u00e3o r\u00e1pida e eficientemente a natureza pode construir <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/219758-maiores-estruturas-existem-universo.htm\" target=\"_blank\">estruturas c\u00f3smicas<\/a>. Esta gal\u00e1xia n\u00e3o apenas desafia nossos modelos existentes de forma\u00e7\u00e3o inicial, mas tamb\u00e9m sugere que ambientes densos e ricos em g\u00e1s podem ser o ber\u00e7o dos primeiros gigantes do universo\u201d, Nanayakkara explica em comunicado oficial.<\/p>\n<h2>O que \u00e9 a Big Wheel?<\/h2>\n<p>A partir de dados coletados pelos instrumentos NIRCam e NIRSpec, do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, os cientistas encontraram diversas gal\u00e1xias em uma regi\u00e3o que abriga um quasar brilhante no universo primitivo. Entre elas, descobriram uma gal\u00e1xia gigante, apelidada de Big Wheel, que possui <strong>um enorme disco girando a aproximadamente 300 quil\u00f4metros por segundo.<\/strong><\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es sobre a gal\u00e1xia sugerem que<strong> <\/strong>ela tem um tamanho compar\u00e1vel ao dos discos mais massivos que observamos atualmente, sendo maior do que qualquer outro j\u00e1 identificado nas \u00e9pocas primitivas do universo.<\/p>\n<p>Os dados indicam que, tanto em tamanho quanto em velocidade, <strong>ela se assemelha \u00e0s gal\u00e1xias superespirais que surgiram bilh\u00f5es de anos depois<\/strong>.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/19\/19101414981055.jpg\"  alt=\"19101414981055 Big Bang? Astr\u00f4nomos detectam \u2018Big Wheel\u2019 no universo primitivo; entenda\"  srcset=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/19\/19101415091057.jpg 185w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/19\/19101415075056.jpg 500w,\" sizes=\"100vw\"\/><figcaption>A fotografia apresenta a gal\u00e1xia Big Wheel colorizada a partir de m\u00e9todos de processamento de imagens. (Fonte: Nature Astronomy).<\/figcaption><\/figure>\n<p>A Big Wheel se formou em uma regi\u00e3o de alta densidade, onde h\u00e1 v\u00e1rias gal\u00e1xias. Provavelmente,<strong> esse ambiente denso ofereceu as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para o surgimento e crescimento da gal\u00e1xia<\/strong>. Os autores do estudo acreditam que ela passou por diversas fus\u00f5es suaves at\u00e9 adquirir o formato de disco espiral observado pelo JWST.<\/p>\n<p>Nanayakkara explica que n\u00e3o existem gal\u00e1xias observadas atualmente que apresentem as mesmas caracter\u00edsticas da Big Wheel.<\/p>\n<p>Por isso, as condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas que favoreceram a forma\u00e7\u00e3o dessa gal\u00e1xia com um disco espiral ainda n\u00e3o s\u00e3o completamente compreendidas. Contudo, os cientistas sabem que esses ambientes densos s\u00e3o conhecidos por abrigar gal\u00e1xias, fluxos de g\u00e1s e fus\u00f5es c\u00f3smicas.<\/p>\n<p>A partir dos dados coletados, os pesquisadores acreditam que,<strong> para o disco ter se formado t\u00e3o cedo ap\u00f3s o Big Bang e crescido t\u00e3o rapidamente, as fus\u00f5es de gal\u00e1xias precisaram ocorrer em dire\u00e7\u00f5es espec\u00edficas<\/strong> e de forma pouco destrutiva.<\/p>\n<p>\u201cCom observa\u00e7\u00f5es mais direcionadas, poder\u00edamos construir uma amostra estat\u00edstica de discos gigantes no universo primitivo e abrir uma nova janela para o estudo das fases iniciais da forma\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias\u201d, Nanayakkara acrescenta.<\/p>\n<h2>Gal\u00e1xias espirais e universo primitivo<\/h2>\n<p>Normalmente, a comunidade cient\u00edfica acreditava que os discos das gal\u00e1xias se formavam ao longo de um per\u00edodo muito longo. Por\u00e9m, a estrutura observada cresceu rapidamente, sem perder seu formato espiral caracter\u00edstico. <strong>Ou seja, essa descoberta desafia o conhecimento atual sobre a forma\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias gigantes<\/strong>.<\/p>\n<p>Em outras observa\u00e7\u00f5es semelhantes, fus\u00f5es r\u00e1pidas entre gal\u00e1xias costumam interromper a forma\u00e7\u00e3o de estruturas espirais. Normalmente, <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/281976-galaxias-possuem-formas-tao-diferentes.htm\" target=\"_blank\">isso resultaria em gal\u00e1xias mais ca\u00f3ticas<\/a>. Mas a Big Wheel apresenta uma estrutura diferente do que a ci\u00eancia imaginava, mantendo seu formato espiral mesmo ap\u00f3s essas fus\u00f5es.<\/p>\n<p>A equipe respons\u00e1vel pelo estudo sugere que essas descobertas podem ajudar a entender melhor o processo de forma\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias,<strong> especialmente para chegarmos em uma melhor compreens\u00e3o da Via L\u00e1ctea<\/strong>.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/19\/19101720810058.jpg\"  alt=\"19101720810058 Big Bang? Astr\u00f4nomos detectam \u2018Big Wheel\u2019 no universo primitivo; entenda\"  srcset=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/19\/19101720904059.jpg 161w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/19\/19101721045061.jpg 500w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/19\/19101720935060.jpg 750w,\" sizes=\"100vw\"\/><figcaption>A imagem apresenta a gal\u00e1xia espiral M74. fotografada pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble. (Fonte: NASA)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Al\u00e9m disso, os pesquisadores acreditam que poder\u00e3o compreender melhor ambientes superdensos, <strong>como o que formou a\u00a0Big Wheel, j\u00e1 que esse tipo de regi\u00e3o ainda \u00e9 pouco explorado pelos astr\u00f4nomos<\/strong>.<\/p>\n<p>Os dados coletados pela pesquisa mostram que os modelos cosmol\u00f3gicos atuais ainda precisam ser aprimorados para se adequar \u00e0s observa\u00e7\u00f5es emp\u00edricas feitas no espa\u00e7o. De qualquer forma, ainda s\u00e3o necess\u00e1rias mais observa\u00e7\u00f5es para entender melhor a forma\u00e7\u00e3o de estruturas como a da Big Wheel.<\/p>\n<p>\u201cA descoberta de um disco t\u00e3o gigante sugere a presen\u00e7a de condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas favor\u00e1veis para a forma\u00e7\u00e3o de grandes discos em ambientes densos no universo primitivo. Isso pode incluir a eficiente capta\u00e7\u00e3o de g\u00e1s com momento angular coerente e fus\u00f5es n\u00e3o destrutivas entre gal\u00e1xias progenitoras excepcionalmente ricas em g\u00e1s\u201d, o estudo conclui.<\/p>\n<p>As descobertas sobre o universo primitivo mostram que as gal\u00e1xias surgem e evoluem em diferentes ambientes espaciais. Quer saber mais? Ent\u00e3o, confira <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/273003-astronomos-lancam-atlas-cosmico-380-mil-galaxias-proximas.htm\" target=\"_blank\">um atlas c\u00f3smico com 380 mil gal\u00e1xias<\/a>. At\u00e9 a pr\u00f3xima!<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Big Bang foi o evento mais importante para permitir o universo como o conhecemos. Foi a partir dele que diversos processos ocorreram, permitindo que a vida surgisse na Terra. Claro, o Big Bang n\u00e3o foi o \u00fanico respons\u00e1vel: ele deu in\u00edcio a uma cadeia de acontecimentos, onde um processo levou a outro e assim sucessivamente. Agora, cientistas descobriram a exist\u00eancia de uma estrutura chamada Big Wheel (grande roda, em portugu\u00eas), mas ele n\u00e3o tem muita rela\u00e7\u00e3o com a explos\u00e3o que deu in\u00edcio a tudo. Uma equipe internacional de cientistas, em parceria com a Universidade de Tecnologia de Swinburne, na Austr\u00e1lia, descobriu uma estrutura c\u00f3smica com o tamanho equivalente a mais de tr\u00eas gal\u00e1xias. Os dados foram obtidos por meio de observa\u00e7\u00f5es feitas pelo Telesc\u00f3pio Espacial James Webb (JWST). As informa\u00e7\u00f5es coletadas sugerem que essa Big Wheel \u00e9 uma gal\u00e1xia espiral gigante localizada no universo primitivo; n\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que sua luz viajou aproximadamente 12 bilh\u00f5es de anos at\u00e9 chegar ao Telesc\u00f3pio Espacial James Webb (JWST). Um estudo detalhando essa descoberta foi publicado na revista cient\u00edfica Nature Astronomy. Em uma publica\u00e7\u00e3o no site The Conversation, o especialista em modelagem espectral de gal\u00e1xias da Universidade de Tecnologia de Swinburne, Dr. Themiya Nanayakkara, explica que essa gal\u00e1xia surgiu nos primeiros dois bilh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang. Naquele per\u00edodo, o universo tinha apenas 15% da idade atual e j\u00e1 havia formado essa estrutura plana e rotativa, composta por estrelas, g\u00e1s e poeira c\u00f3smica. Inclusive, a Big Wheel desafia o modelo tradicional que explica a forma\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias. \u00c9 importante destacar que n\u00e3o se trata de uma gal\u00e1xia comum, mas sim de uma gal\u00e1xia espiral gigante, com um raio \u00f3ptico pelo menos tr\u00eas vezes maior do que o previsto pelas simula\u00e7\u00f5es cosmol\u00f3gicas. Os pesquisadores do estudo buscam entender melhor essa estrutura, j\u00e1 que a forma e o momento em que os discos gal\u00e1cticos se formaram ainda s\u00e3o um mist\u00e9rio. \u201cVer uma gal\u00e1xia de disco massiva e bem ordenada quando o universo tinha apenas 2,4 bilh\u00f5es de anos nos obriga a repensar o qu\u00e3o r\u00e1pida e eficientemente a natureza pode construir estruturas c\u00f3smicas. Esta gal\u00e1xia n\u00e3o apenas desafia nossos modelos existentes de forma\u00e7\u00e3o inicial, mas tamb\u00e9m sugere que ambientes densos e ricos em g\u00e1s podem ser o ber\u00e7o dos primeiros gigantes do universo\u201d, Nanayakkara explica em comunicado oficial. O que \u00e9 a Big Wheel? A partir de dados coletados pelos instrumentos NIRCam e NIRSpec, do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, os cientistas encontraram diversas gal\u00e1xias em uma regi\u00e3o que abriga um quasar brilhante no universo primitivo. Entre elas, descobriram uma gal\u00e1xia gigante, apelidada de Big Wheel, que possui um enorme disco girando a aproximadamente 300 quil\u00f4metros por segundo. As informa\u00e7\u00f5es sobre a gal\u00e1xia sugerem que ela tem um tamanho compar\u00e1vel ao dos discos mais massivos que observamos atualmente, sendo maior do que qualquer outro j\u00e1 identificado nas \u00e9pocas primitivas do universo. Os dados indicam que, tanto em tamanho quanto em velocidade, ela se assemelha \u00e0s gal\u00e1xias superespirais que surgiram bilh\u00f5es de anos depois. A fotografia apresenta a gal\u00e1xia Big Wheel colorizada a partir de m\u00e9todos de processamento de imagens. (Fonte: Nature Astronomy). A Big Wheel se formou em uma regi\u00e3o de alta densidade, onde h\u00e1 v\u00e1rias gal\u00e1xias. Provavelmente, esse ambiente denso ofereceu as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para o surgimento e crescimento da gal\u00e1xia. Os autores do estudo acreditam que ela passou por diversas fus\u00f5es suaves at\u00e9 adquirir o formato de disco espiral observado pelo JWST. Nanayakkara explica que n\u00e3o existem gal\u00e1xias observadas atualmente que apresentem as mesmas caracter\u00edsticas da Big Wheel. Por isso, as condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas que favoreceram a forma\u00e7\u00e3o dessa gal\u00e1xia com um disco espiral ainda n\u00e3o s\u00e3o completamente compreendidas. Contudo, os cientistas sabem que esses ambientes densos s\u00e3o conhecidos por abrigar gal\u00e1xias, fluxos de g\u00e1s e fus\u00f5es c\u00f3smicas. A partir dos dados coletados, os pesquisadores acreditam que, para o disco ter se formado t\u00e3o cedo ap\u00f3s o Big Bang e crescido t\u00e3o rapidamente, as fus\u00f5es de gal\u00e1xias precisaram ocorrer em dire\u00e7\u00f5es espec\u00edficas e de forma pouco destrutiva. \u201cCom observa\u00e7\u00f5es mais direcionadas, poder\u00edamos construir uma amostra estat\u00edstica de discos gigantes no universo primitivo e abrir uma nova janela para o estudo das fases iniciais da forma\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias\u201d, Nanayakkara acrescenta. Gal\u00e1xias espirais e universo primitivo Normalmente, a comunidade cient\u00edfica acreditava que os discos das gal\u00e1xias se formavam ao longo de um per\u00edodo muito longo. Por\u00e9m, a estrutura observada cresceu rapidamente, sem perder seu formato espiral caracter\u00edstico. Ou seja, essa descoberta desafia o conhecimento atual sobre a forma\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias gigantes. Em outras observa\u00e7\u00f5es semelhantes, fus\u00f5es r\u00e1pidas entre gal\u00e1xias costumam interromper a forma\u00e7\u00e3o de estruturas espirais. Normalmente, isso resultaria em gal\u00e1xias mais ca\u00f3ticas. Mas a Big Wheel apresenta uma estrutura diferente do que a ci\u00eancia imaginava, mantendo seu formato espiral mesmo ap\u00f3s essas fus\u00f5es. A equipe respons\u00e1vel pelo estudo sugere que essas descobertas podem ajudar a entender melhor o processo de forma\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias, especialmente para chegarmos em uma melhor compreens\u00e3o da Via L\u00e1ctea. A imagem apresenta a gal\u00e1xia espiral M74. fotografada pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble. (Fonte: NASA) Al\u00e9m disso, os pesquisadores acreditam que poder\u00e3o compreender melhor ambientes superdensos, como o que formou a\u00a0Big Wheel, j\u00e1 que esse tipo de regi\u00e3o ainda \u00e9 pouco explorado pelos astr\u00f4nomos. Os dados coletados pela pesquisa mostram que os modelos cosmol\u00f3gicos atuais ainda precisam ser aprimorados para se adequar \u00e0s observa\u00e7\u00f5es emp\u00edricas feitas no espa\u00e7o. De qualquer forma, ainda s\u00e3o necess\u00e1rias mais observa\u00e7\u00f5es para entender melhor a forma\u00e7\u00e3o de estruturas como a da Big Wheel. \u201cA descoberta de um disco t\u00e3o gigante sugere a presen\u00e7a de condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas favor\u00e1veis para a forma\u00e7\u00e3o de grandes discos em ambientes densos no universo primitivo. Isso pode incluir a eficiente capta\u00e7\u00e3o de g\u00e1s com momento angular coerente e fus\u00f5es n\u00e3o destrutivas entre gal\u00e1xias progenitoras excepcionalmente ricas em g\u00e1s\u201d, o estudo conclui. As descobertas sobre o universo primitivo mostram que as gal\u00e1xias surgem e evoluem em diferentes ambientes espaciais. Quer saber mais? Ent\u00e3o, confira um atlas c\u00f3smico com 380 mil gal\u00e1xias. 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