{"id":39798,"date":"2025-03-21T16:37:08","date_gmt":"2025-03-21T19:37:08","guid":{"rendered":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/03\/21\/explosao-de-estrelas-causaram-duas-extincoes-em-massa-na-terra-diz-estudo\/"},"modified":"2025-03-21T16:37:08","modified_gmt":"2025-03-21T19:37:08","slug":"explosao-de-estrelas-causaram-duas-extincoes-em-massa-na-terra-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/03\/21\/explosao-de-estrelas-causaram-duas-extincoes-em-massa-na-terra-diz-estudo\/","title":{"rendered":"Explos\u00e3o de estrelas causaram duas extin\u00e7\u00f5es em massa na Terra, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Se voc\u00ea estivesse perto de uma estrela em explos\u00e3o, provavelmente assistiria a um espet\u00e1culo visual por alguns mil\u00e9simos de segundo antes de ser completamente destru\u00eddo pela for\u00e7a da explos\u00e3o. Por enquanto, isso ainda n\u00e3o aconteceu \u2014 afinal, ainda n\u00e3o enviamos miss\u00f5es tripuladas para estrelas. Contudo,<strong> essas explos\u00f5es j\u00e1 podem ter causado extin\u00e7\u00f5es em massa na Terra.<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com um novo estudo publicado no servidor de pr\u00e9-impress\u00e3o arXiv e aceito pela revista cient\u00edfica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, <strong>duas grandes extin\u00e7\u00f5es em massa na Terra teriam sido causadas por explos\u00f5es de estrelas suficientemente pr\u00f3ximas do planeta.<\/strong><\/p>\n<p>E n\u00e3o foram extin\u00e7\u00f5es pequenas: elas est\u00e3o entre as cinco maiores j\u00e1 registradas na hist\u00f3ria da vida na Terra.<\/p>\n<p>Pesquisadores da Universidade de Keele, no Reino Unido, explicam que realizaram um<strong> levantamento para estudar estrelas massivas localizadas a at\u00e9 3.260 anos-luz do Sol<\/strong>. Com essa classifica\u00e7\u00e3o, eles conseguiram entender melhor a distribui\u00e7\u00e3o dessas estrelas e os efeitos causados ao seu redor.<\/p>\n<p>Vale ressaltar que eles estudaram especificamente as estrelas OB, que s\u00e3o extremamente massivas e possuem temperaturas muito altas.<\/p>\n<p><iframe title=\"What is a supernova?\" width=\"960\" height=\"540\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/lrJVmjEm-2c?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Quando o n\u00facleo dessas estrelas deixa de funcionar, elas geralmente explodem e se transformam em supernovas<\/strong>. Essa explos\u00e3o libera uma enorme quantidade de energia, radia\u00e7\u00e3o e fragmentos do pr\u00f3prio material estelar.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de estudar as caracter\u00edsticas das explos\u00f5es estelares, supernovas e seus remanescentes, <strong>os cientistas acreditam que os dados tamb\u00e9m s\u00e3o importantes para aprimorar a tecnologia dos detectores de ondas gravitacionais<\/strong>. Esses instrumentos s\u00e3o fundamentais para ajudar os pesquisadores a entender o que aconteceu nos momentos iniciais do universo.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma \u00f3tima ilustra\u00e7\u00e3o de como estrelas massivas podem atuar como criadoras e destruidoras de vida. Explos\u00f5es de supernovas trazem elementos qu\u00edmicos pesados \u200b\u200bpara o meio interestelar, que s\u00e3o ent\u00e3o usados \u200b\u200bpara formar novas estrelas e planetas. Mas se um planeta, incluindo a Terra, estiver localizado muito perto desse tipo de evento, isso pode ter efeitos devastadores\u201d, disse o principal autor do estudo, Alexis Quintana.<\/p>\n<h2>Explos\u00e3o estelar e extin\u00e7\u00f5es em massa<\/h2>\n<p>Em comunicado oficial, os pesquisadores explicam que<strong> as informa\u00e7\u00f5es obtidas ajudaram a calcular a taxa de supernovas em regi\u00f5es a cerca de 65 anos-luz do Sol<\/strong>. Esses resultados foram comparados com a frequ\u00eancia de eventos de extin\u00e7\u00e3o em massa j\u00e1 associados a explos\u00f5es estelares pr\u00f3ximas.<\/p>\n<p><strong>Os resultados indicaram dois eventos de extin\u00e7\u00e3o em massa que ocorreram na Terra: o Devoniano tardio e o Ordoviciano tardio.<\/strong> At\u00e9 hoje, os cientistas n\u00e3o sabem exatamente o que os causou; os autores do estudo acreditam que essas extin\u00e7\u00f5es podem ter sido provocadas por essas explos\u00f5es de estrelas pr\u00f3ximas.<\/p>\n<p>Ao comparar as informa\u00e7\u00f5es, <strong>os pesquisadores conclu\u00edram que esses dois eventos de extin\u00e7\u00e3o em massa coincidem com per\u00edodos em que ocorreram explos\u00f5es de supernovas pr\u00f3ximas da Terra.<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/21\/21151629790106.jpg?ims=fit-in\/800x500\" width=\"800\" height=\"500\"  alt=\"800x500 Explos\u00e3o de estrelas causaram duas extin\u00e7\u00f5es em massa na Terra, diz estudo\" \/><figcaption>A ilustra\u00e7\u00e3o representa uma supernova tipo II, que acontece em estrelas moribundas com pelo menos oito vezes a massa solar do Sol. (Fonte: NASA \/ ESA \/ G. Bacon \/ STSci)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Enquanto o Devoniano tardio ocorreu h\u00e1 cerca de 372 milh\u00f5es de anos, o Ordoviciano tardio aconteceu h\u00e1 aproximadamente 445 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>Segundo o estudo,<strong> explos\u00f5es de supernovas pr\u00f3ximas podem ter reduzido a camada de oz\u00f4nio na atmosfera da Terra nessas \u00e9pocas, expondo os seres vivos primitivos a n\u00edveis extremamente altos de radia\u00e7\u00e3o solar.<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Explos\u00f5es de supernovas s\u00e3o algumas das explos\u00f5es mais energ\u00e9ticas do Universo. Se uma estrela massiva explodisse como uma supernova perto da Terra, os resultados seriam devastadores para a vida na Terra. Esta pesquisa sugere que isso pode j\u00e1 ter acontecido&#8221;, disse o coautor e associado da Universidade de Keele, Nick Wright, em um comunicado oficial.<\/p>\n<p>Para evitar confus\u00f5es nos dados, os cientistas descartaram do estudo extin\u00e7\u00f5es em massa com causas j\u00e1 conhecidas, como o impacto de Chicxulub, que levou \u00e0 extin\u00e7\u00e3o dos dinossauros <span style=\"background-color:rgb(255,255,255);color:rgb(0,29,53);font-family:&quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif;\"><span style=\"-webkit-text-stroke-width:0px;display:inline !important;float:none;font-size:18px;font-style:normal;font-variant-caps:normal;font-variant-ligatures:normal;font-weight:400;letter-spacing:normal;orphans:2;text-align:start;text-decoration-color:initial;text-decoration-style:initial;text-decoration-thickness:initial;text-indent:0px;text-transform:none;white-space:normal;widows:2;word-spacing:0px;\">\u2014<\/span><\/span> e at\u00e9 mesmo as que aconteceram devido a eras glaciais.<\/p>\n<h2>Supernova pr\u00f3xima da Terra<\/h2>\n<p>Uma supernova \u00e9 o resultado da morte de uma estrela, mas isso s\u00f3 acontece com aquelas que possuem, no m\u00ednimo, entre cinco e dez vezes a massa do Sol.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Primeiro, o combust\u00edvel em seu n\u00facleo se esgota, fazendo com que a press\u00e3o interna diminua at\u00e9 que a gravidade provoque um colapso e, em seguida, uma gigantesca explos\u00e3o em quest\u00e3o de segundos.<\/strong><\/p>\n<p>O registro mais importante de uma supernova detectada pela ci\u00eancia aconteceu em 1987, quando diferentes detectores de neutrinos captaram sinais da explos\u00e3o antes mesmo que ela pudesse ser observada por telesc\u00f3pios.<\/p>\n<p>Poucas horas ap\u00f3s o colapso da estrela, o fen\u00f4meno foi registrado pelo telesc\u00f3pio do Observat\u00f3rio Las Campanas, no Chile, em uma observa\u00e7\u00e3o liderada pelo cientista Ian Shelton.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/21\/21151629821107.jpg?ims=fit-in\/800x500\" width=\"800\" height=\"500\"  alt=\"800x500 Explos\u00e3o de estrelas causaram duas extin\u00e7\u00f5es em massa na Terra, diz estudo\" \/><figcaption>A NASA utilizou telesc\u00f3pios para observar a supernova 1987A desde sua explos\u00e3o, a fim de compreender melhor o evento. (Fonte: NASA \/ ESA \/ R. Kirshner \/ P. Challis)<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Nomeada supernova 1987A (SN 1987A), a explos\u00e3o ocorreu a aproximadamente 160 mil anos-luz da Terra, na Grande Nuvem de Magalh\u00e3es<\/strong>, uma gal\u00e1xia sat\u00e9lite da Via L\u00e1ctea. Ela foi a <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/281799-impacto-supernova-proxima-terra.htm\" target=\"_blank\">supernova mais pr\u00f3xima da Terra<\/a> em tr\u00eas s\u00e9culos.<\/p>\n<p>Mesmo ap\u00f3s mais de 35 anos, a ci\u00eancia continua estudando o fen\u00f4meno para entender melhor esse tipo de evento c\u00f3smico. Em 2024, o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb foi utilizado para investigar a regi\u00e3o e conseguiu detectar a estrela de n\u00eautrons remanescente da explos\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA supernova 1987A foi a primeira supernova observada, em 1987 (da\u00ed sua designa\u00e7\u00e3o), e mais pr\u00f3xima da Terra em mais de tr\u00eas s\u00e9culos. A supernova se originou no colapso e subsequente explos\u00e3o de uma estrela supergigante, e \u00e9 \u00fanica no sentido de que sua estrela progenitora foi observada e catalogada antes do evento\u201d, a enciclop\u00e9dia Britannica descreve.<\/p>\n<p style=\"line-height:1.38;margin-bottom:12pt;margin-top:12pt;\" dir=\"ltr\"><span style=\"background-color:transparent;color:#000000;font-family:Arial,sans-serif;\"><span style=\"font-size:11pt;font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:400;text-decoration:none;vertical-align:baseline;white-space:pre-wrap;\">Tempestades c\u00f3smicas, explos\u00f5es estelares e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas extremas j\u00e1 afetaram o passado do planeta. Ser\u00e1 que existe alguma futura amea\u00e7a? <\/span><\/span><a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/266515-quao-proxima-planeta-terra-nova-extincao-massa.htm\" target=\"_blank\"><span style=\"background-color:transparent;color:#000000;font-family:Arial,sans-serif;\"><span style=\"font-size:11pt;font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:400;text-decoration:none;vertical-align:baseline;white-space:pre-wrap;\">Entenda qu\u00e3o pr\u00f3ximo o planeta Terra est\u00e1 de uma nova extin\u00e7\u00e3o em massa<\/span><\/span><\/a><span style=\"background-color:transparent;color:#000000;font-family:Arial,sans-serif;\"><span style=\"font-size:11pt;font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:400;text-decoration:none;vertical-align:baseline;white-space:pre-wrap;\">. At\u00e9 a pr\u00f3xima!<\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se voc\u00ea estivesse perto de uma estrela em explos\u00e3o, provavelmente assistiria a um espet\u00e1culo visual por alguns mil\u00e9simos de segundo antes de ser completamente destru\u00eddo pela for\u00e7a da explos\u00e3o. Por enquanto, isso ainda n\u00e3o aconteceu \u2014 afinal, ainda n\u00e3o enviamos miss\u00f5es tripuladas para estrelas. Contudo, essas explos\u00f5es j\u00e1 podem ter causado extin\u00e7\u00f5es em massa na Terra. De acordo com um novo estudo publicado no servidor de pr\u00e9-impress\u00e3o arXiv e aceito pela revista cient\u00edfica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, duas grandes extin\u00e7\u00f5es em massa na Terra teriam sido causadas por explos\u00f5es de estrelas suficientemente pr\u00f3ximas do planeta. E n\u00e3o foram extin\u00e7\u00f5es pequenas: elas est\u00e3o entre as cinco maiores j\u00e1 registradas na hist\u00f3ria da vida na Terra. Pesquisadores da Universidade de Keele, no Reino Unido, explicam que realizaram um levantamento para estudar estrelas massivas localizadas a at\u00e9 3.260 anos-luz do Sol. Com essa classifica\u00e7\u00e3o, eles conseguiram entender melhor a distribui\u00e7\u00e3o dessas estrelas e os efeitos causados ao seu redor. Vale ressaltar que eles estudaram especificamente as estrelas OB, que s\u00e3o extremamente massivas e possuem temperaturas muito altas. Quando o n\u00facleo dessas estrelas deixa de funcionar, elas geralmente explodem e se transformam em supernovas. Essa explos\u00e3o libera uma enorme quantidade de energia, radia\u00e7\u00e3o e fragmentos do pr\u00f3prio material estelar. Al\u00e9m de estudar as caracter\u00edsticas das explos\u00f5es estelares, supernovas e seus remanescentes, os cientistas acreditam que os dados tamb\u00e9m s\u00e3o importantes para aprimorar a tecnologia dos detectores de ondas gravitacionais. Esses instrumentos s\u00e3o fundamentais para ajudar os pesquisadores a entender o que aconteceu nos momentos iniciais do universo. \u201c\u00c9 uma \u00f3tima ilustra\u00e7\u00e3o de como estrelas massivas podem atuar como criadoras e destruidoras de vida. Explos\u00f5es de supernovas trazem elementos qu\u00edmicos pesados \u200b\u200bpara o meio interestelar, que s\u00e3o ent\u00e3o usados \u200b\u200bpara formar novas estrelas e planetas. Mas se um planeta, incluindo a Terra, estiver localizado muito perto desse tipo de evento, isso pode ter efeitos devastadores\u201d, disse o principal autor do estudo, Alexis Quintana. Explos\u00e3o estelar e extin\u00e7\u00f5es em massa Em comunicado oficial, os pesquisadores explicam que as informa\u00e7\u00f5es obtidas ajudaram a calcular a taxa de supernovas em regi\u00f5es a cerca de 65 anos-luz do Sol. Esses resultados foram comparados com a frequ\u00eancia de eventos de extin\u00e7\u00e3o em massa j\u00e1 associados a explos\u00f5es estelares pr\u00f3ximas. Os resultados indicaram dois eventos de extin\u00e7\u00e3o em massa que ocorreram na Terra: o Devoniano tardio e o Ordoviciano tardio. At\u00e9 hoje, os cientistas n\u00e3o sabem exatamente o que os causou; os autores do estudo acreditam que essas extin\u00e7\u00f5es podem ter sido provocadas por essas explos\u00f5es de estrelas pr\u00f3ximas. Ao comparar as informa\u00e7\u00f5es, os pesquisadores conclu\u00edram que esses dois eventos de extin\u00e7\u00e3o em massa coincidem com per\u00edodos em que ocorreram explos\u00f5es de supernovas pr\u00f3ximas da Terra. A ilustra\u00e7\u00e3o representa uma supernova tipo II, que acontece em estrelas moribundas com pelo menos oito vezes a massa solar do Sol. (Fonte: NASA \/ ESA \/ G. Bacon \/ STSci) Enquanto o Devoniano tardio ocorreu h\u00e1 cerca de 372 milh\u00f5es de anos, o Ordoviciano tardio aconteceu h\u00e1 aproximadamente 445 milh\u00f5es de anos. Segundo o estudo, explos\u00f5es de supernovas pr\u00f3ximas podem ter reduzido a camada de oz\u00f4nio na atmosfera da Terra nessas \u00e9pocas, expondo os seres vivos primitivos a n\u00edveis extremamente altos de radia\u00e7\u00e3o solar. &#8220;Explos\u00f5es de supernovas s\u00e3o algumas das explos\u00f5es mais energ\u00e9ticas do Universo. Se uma estrela massiva explodisse como uma supernova perto da Terra, os resultados seriam devastadores para a vida na Terra. Esta pesquisa sugere que isso pode j\u00e1 ter acontecido&#8221;, disse o coautor e associado da Universidade de Keele, Nick Wright, em um comunicado oficial. Para evitar confus\u00f5es nos dados, os cientistas descartaram do estudo extin\u00e7\u00f5es em massa com causas j\u00e1 conhecidas, como o impacto de Chicxulub, que levou \u00e0 extin\u00e7\u00e3o dos dinossauros \u2014 e at\u00e9 mesmo as que aconteceram devido a eras glaciais. Supernova pr\u00f3xima da Terra Uma supernova \u00e9 o resultado da morte de uma estrela, mas isso s\u00f3 acontece com aquelas que possuem, no m\u00ednimo, entre cinco e dez vezes a massa do Sol.\u00a0 Primeiro, o combust\u00edvel em seu n\u00facleo se esgota, fazendo com que a press\u00e3o interna diminua at\u00e9 que a gravidade provoque um colapso e, em seguida, uma gigantesca explos\u00e3o em quest\u00e3o de segundos. O registro mais importante de uma supernova detectada pela ci\u00eancia aconteceu em 1987, quando diferentes detectores de neutrinos captaram sinais da explos\u00e3o antes mesmo que ela pudesse ser observada por telesc\u00f3pios. Poucas horas ap\u00f3s o colapso da estrela, o fen\u00f4meno foi registrado pelo telesc\u00f3pio do Observat\u00f3rio Las Campanas, no Chile, em uma observa\u00e7\u00e3o liderada pelo cientista Ian Shelton. A NASA utilizou telesc\u00f3pios para observar a supernova 1987A desde sua explos\u00e3o, a fim de compreender melhor o evento. (Fonte: NASA \/ ESA \/ R. Kirshner \/ P. Challis) Nomeada supernova 1987A (SN 1987A), a explos\u00e3o ocorreu a aproximadamente 160 mil anos-luz da Terra, na Grande Nuvem de Magalh\u00e3es, uma gal\u00e1xia sat\u00e9lite da Via L\u00e1ctea. Ela foi a supernova mais pr\u00f3xima da Terra em tr\u00eas s\u00e9culos. Mesmo ap\u00f3s mais de 35 anos, a ci\u00eancia continua estudando o fen\u00f4meno para entender melhor esse tipo de evento c\u00f3smico. Em 2024, o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb foi utilizado para investigar a regi\u00e3o e conseguiu detectar a estrela de n\u00eautrons remanescente da explos\u00e3o. \u201cA supernova 1987A foi a primeira supernova observada, em 1987 (da\u00ed sua designa\u00e7\u00e3o), e mais pr\u00f3xima da Terra em mais de tr\u00eas s\u00e9culos. A supernova se originou no colapso e subsequente explos\u00e3o de uma estrela supergigante, e \u00e9 \u00fanica no sentido de que sua estrela progenitora foi observada e catalogada antes do evento\u201d, a enciclop\u00e9dia Britannica descreve. Tempestades c\u00f3smicas, explos\u00f5es estelares e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas extremas j\u00e1 afetaram o passado do planeta. Ser\u00e1 que existe alguma futura amea\u00e7a? Entenda qu\u00e3o pr\u00f3ximo o planeta Terra est\u00e1 de uma nova extin\u00e7\u00e3o em massa. 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