{"id":39894,"date":"2025-03-23T08:09:03","date_gmt":"2025-03-23T11:09:03","guid":{"rendered":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/03\/23\/escultura-de-cachorro-mostra-como-os-antigos-egipcios-adoravam-seus-pets\/"},"modified":"2025-03-23T08:09:03","modified_gmt":"2025-03-23T11:09:03","slug":"escultura-de-cachorro-mostra-como-os-antigos-egipcios-adoravam-seus-pets","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/03\/23\/escultura-de-cachorro-mostra-como-os-antigos-egipcios-adoravam-seus-pets\/","title":{"rendered":"Escultura de cachorro mostra como os antigos eg\u00edpcios adoravam seus pets"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Quando pensamos na cultura eg\u00edpcia, dificilmente lembramos de cachorros, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Mas saiba que esse antigo povo tamb\u00e9m tinha bastante devo\u00e7\u00e3o por esses animais.<\/p>\n<p>Um c\u00e3o mec\u00e2nico esculpido em marfim, que foi encontrado dentro de uma <a href=\"https:\/\/www.megacurioso.com.br\/historia-e-geografia\/102096-pedra-de-roseta-a-chave-que-desvendou-os-segredos-da-civilizacao-egipcia.htm\">tumba eg\u00edpcia<\/a>, \u00e9 a prova de que os c\u00e3es j\u00e1 eram muito amados h\u00e1 pelo menos 3.400 anos.<\/p>\n<h2>O cachorro mec\u00e2nico eg\u00edpcio<\/h2>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/21\/21101541538024.jpg\"  alt=\"21101541538024 Escultura de cachorro mostra como os antigos eg\u00edpcios adoravam seus pets\"  srcset=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/21\/21101541491023.jpg 234w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/21\/21101541538025.jpg 500w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/21\/21101541694027.jpg 750w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/21\/21101541553026.jpg 1000w,\" sizes=\"100vw\"\/><figcaption>O cachorro eg\u00edpcio cont\u00e9m um mecanismo arrojado que o faz mostrar a l\u00edngua e os dentes. (Fonte: Met Museum \/ Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Se voc\u00ea visitar o Metropolitan Museum of Art Fifth Avenue, em Nova York, vai poder admirar uma engenhoca bastante instigante<strong>. Trata-se de uma escultura de um c\u00e3o de ca\u00e7a toda esculpida em marfim projetada para abrir e fechar a boca a partir de uma alavanca situada embaixo do seu peito.<\/strong><\/p>\n<p>A alavanca foi originalmente presa por meio de uma tira amarrada no buraco na parte de tr\u00e1s do pesco\u00e7o e da garganta. Mais tarde, o mecanismo foi alterado para um pino de metal localizado no ombro direito. Quando a sua boca \u00e9 aberta, dois dentes e uma l\u00edngua vermelha se tornam vis\u00edveis.<\/p>\n<p>Mas o mais curioso dessa pe\u00e7a art\u00edstica \u00e9 a sua idade:<strong> ela provavelmente estava no t\u00famulo de um membro da elite eg\u00edpcia em algum momento durante o reinado de Amenhotep III, av\u00f4 do Rei Tut, durante o s\u00e9culo XIV a.C.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A escultura \u00e9 toda feita de marfim de elefante e mede cerca de 18,2 cent\u00edmetros, considerando a dist\u00e2ncia entre o seu focinho at\u00e9 o fim das pernas esticadas. A obra foi colocada no museu, mas pertencia \u00e0 cole\u00e7\u00e3o pessoal de Howard Carter, <a href=\"https:\/\/www.megacurioso.com.br\/acontecimentos-historicos\/42849-7-fatos-bizarros-sobre-tutancamon-e-sua-mumia.htm\">o egipt\u00f3logo que descobriu o t\u00famulo do Rei Tut<\/a> no Vale dos Reis em 1922. N\u00e3o se sabe exatamente para que ela servia: pode ter sido um brinquedo ou um objeto cerimonial m\u00e1gico.<\/p>\n<h2>Os eg\u00edpcios e os cachorros<\/h2>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/21\/21101633647033.jpg\"  alt=\"21101633647033 Escultura de cachorro mostra como os antigos eg\u00edpcios adoravam seus pets\"  srcset=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/21\/21101633773035.jpg 209w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/21\/21101633804036.jpg 500w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/21\/21101633867037.jpg 750w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/21\/21101633758034.jpg 1000w,\" sizes=\"100vw\"\/><figcaption>Rel\u00edquia explicita o apego que os antigos eg\u00edpcios tinham \u00e0 figura do cachorro. (Fonte: Met Museum \/ Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>A verdade \u00e9 que os antigos eg\u00edpcios gostavam muito de seus c\u00e3es. Os animais eram usados para a ca\u00e7a, o pastoreio e a guarda, mas tamb\u00e9m serviam de estima\u00e7\u00e3o. <strong>Os historiadores afirmam que a escultura mostra um c\u00e3o domesticado, j\u00e1 que as linhas incisas ao redor de seu pesco\u00e7o formam uma coleira.<\/strong><\/p>\n<p>Durante o per\u00edodo do <a href=\"https:\/\/www.megacurioso.com.br\/artes-cultura\/126729-revelando-o-passado-como-os-antigos-egipcios-redefiniram-o-tempo.htm\">Novo Reino do Egito<\/a> \u2014 ocorrido entre 1550 a.C. a 1070 a.C. \u2014 os cachorros usavam coleiras que se tornavam cada vez mais ornamentadas. Era comum encontrar coleiras com inscri\u00e7\u00f5es do nome do pr\u00f3prio c\u00e3o. Esse da pe\u00e7a, no entanto, n\u00e3o tem nome. Mas o Met Museum afirma que, entre os nomes mais comuns dos bichos nessa \u00e9poca, estavam Pretinho, Filho da Lua e Bom-para-nada (em tradu\u00e7\u00f5es livres para o portugu\u00eas, claro).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o se sabe ao certo qual seria a ra\u00e7a do c\u00e3o representado na escultura. Sabe-se, entretanto, que os antigos eg\u00edpcios tendiam a preferir ra\u00e7as de c\u00e3es mais cheias de energia, o que inclu\u00eda ancestrais das ra\u00e7as de ca\u00e7a Basenji, Podengo ibicenco (tamb\u00e9m chamado de c\u00e3o de Ibiza) e o chamado C\u00e3o do Fara\u00f3.<\/p>\n<p><strong>Os eg\u00edpcios tamb\u00e9m acreditavam que os c\u00e3es eram ligados ao deus An\u00fabis e \u00e0 vida ap\u00f3s a morte.<\/strong> Muitas vezes, os animais eram vistos como intermedi\u00e1rios entre os mundos dos vivos e dos mortos. Por isso, matar um c\u00e3o (especialmente se ele estivesse de coleira) era um crime grave.<\/p>\n<p>Eles gostavam tanto de seus companheiros que, depois que os c\u00e3es morriam, eram frequentemente mumificados. Assim, poderiam novamente encontr\u00e1-los em outra vida. Pelo visto, os antigos eg\u00edpcios tinham mais coisas em comum conosco do que imagin\u00e1vamos.<\/p>\n<p>Curtiu esse conte\u00fado? Aqui no <strong>TecMundo<\/strong> voc\u00ea sempre acessa as not\u00edcias mais interessantes do ramo da ci\u00eancia. Siga retornando para acompanhar!<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando pensamos na cultura eg\u00edpcia, dificilmente lembramos de cachorros, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Mas saiba que esse antigo povo tamb\u00e9m tinha bastante devo\u00e7\u00e3o por esses animais. 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Mas o mais curioso dessa pe\u00e7a art\u00edstica \u00e9 a sua idade: ela provavelmente estava no t\u00famulo de um membro da elite eg\u00edpcia em algum momento durante o reinado de Amenhotep III, av\u00f4 do Rei Tut, durante o s\u00e9culo XIV a.C.\u00a0 A escultura \u00e9 toda feita de marfim de elefante e mede cerca de 18,2 cent\u00edmetros, considerando a dist\u00e2ncia entre o seu focinho at\u00e9 o fim das pernas esticadas. A obra foi colocada no museu, mas pertencia \u00e0 cole\u00e7\u00e3o pessoal de Howard Carter, o egipt\u00f3logo que descobriu o t\u00famulo do Rei Tut no Vale dos Reis em 1922. N\u00e3o se sabe exatamente para que ela servia: pode ter sido um brinquedo ou um objeto cerimonial m\u00e1gico. Os eg\u00edpcios e os cachorros Rel\u00edquia explicita o apego que os antigos eg\u00edpcios tinham \u00e0 figura do cachorro. (Fonte: Met Museum \/ Reprodu\u00e7\u00e3o) A verdade \u00e9 que os antigos eg\u00edpcios gostavam muito de seus c\u00e3es. 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Sabe-se, entretanto, que os antigos eg\u00edpcios tendiam a preferir ra\u00e7as de c\u00e3es mais cheias de energia, o que inclu\u00eda ancestrais das ra\u00e7as de ca\u00e7a Basenji, Podengo ibicenco (tamb\u00e9m chamado de c\u00e3o de Ibiza) e o chamado C\u00e3o do Fara\u00f3. Os eg\u00edpcios tamb\u00e9m acreditavam que os c\u00e3es eram ligados ao deus An\u00fabis e \u00e0 vida ap\u00f3s a morte. Muitas vezes, os animais eram vistos como intermedi\u00e1rios entre os mundos dos vivos e dos mortos. Por isso, matar um c\u00e3o (especialmente se ele estivesse de coleira) era um crime grave. Eles gostavam tanto de seus companheiros que, depois que os c\u00e3es morriam, eram frequentemente mumificados. Assim, poderiam novamente encontr\u00e1-los em outra vida. Pelo visto, os antigos eg\u00edpcios tinham mais coisas em comum conosco do que imagin\u00e1vamos. Curtiu esse conte\u00fado? Aqui no TecMundo voc\u00ea sempre acessa as not\u00edcias mais interessantes do ramo da ci\u00eancia. 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