{"id":39908,"date":"2025-03-23T18:32:28","date_gmt":"2025-03-23T21:32:28","guid":{"rendered":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/03\/23\/a-perigosa-conexao-entre-os-microplasticos-e-as-superbacterias\/"},"modified":"2025-03-23T18:32:28","modified_gmt":"2025-03-23T21:32:28","slug":"a-perigosa-conexao-entre-os-microplasticos-e-as-superbacterias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/03\/23\/a-perigosa-conexao-entre-os-microplasticos-e-as-superbacterias\/","title":{"rendered":"A perigosa conex\u00e3o entre os micropl\u00e1sticos e as superbact\u00e9rias"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Como algo t\u00e3o pequeno pode provocar um impacto global? Estamos acostumados com doen\u00e7as causadas por v\u00edrus e bact\u00e9rias, que em seu tamanho microsc\u00f3pico, se alastram e destroem sistemas org\u00e2nicos, contudo, algo um pouco diferente e n\u00e3o diretamente patog\u00eanico <strong>tem causado impacto semelhante na destrui\u00e7\u00e3o do sistema ambiental: micropl\u00e1sticos<\/strong>.<\/p>\n<p>O descarte incorreto dos diferentes tipos de pol\u00edmeros pl\u00e1sticos ocasionou na forma\u00e7\u00e3o do que conhecemos agora por micropl\u00e1stico. A a\u00e7\u00e3o dos agentes f\u00edsicos e clim\u00e1ticos foram aos poucos quebrando esses pol\u00edmeros, os tornando pequenas pe\u00e7as diminutas de contamina\u00e7\u00e3o que, agora, <strong>parecem poder ser potencializadores para linhagens mais fortes e resistentes de bact\u00e9rias<\/strong>.<\/p>\n<p>Entenda um pouco mais sobre os micropl\u00e1sticos e como eles podem causar danos ao meio ambiente e para a sa\u00fade humana.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/20\/20102936910000.jpg\"  alt=\"20102936910000 A perigosa conex\u00e3o entre os micropl\u00e1sticos e as superbact\u00e9rias\"  srcset=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/20\/20102937520002.jpg 245w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/20\/20102937723003.jpg 500w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/20\/20102937738004.jpg 750w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/20\/20102936926001.jpg 1000w,\" sizes=\"100vw\"\/><figcaption>A sacolinha de lixo, a garrafa pet do refrigerante, a escova de dentes, todos unidos formando uma grande fam\u00edlia em prol do impacto ambiental. (Fonte: Getty Images)<\/figcaption><\/figure>\n<h2>A invas\u00e3o dos micropl\u00e1sticos<\/h2>\n<p>Os micropl\u00e1sticos n\u00e3o s\u00e3o um problema t\u00e3o recente na hist\u00f3ria da humanidade. A primeira detec\u00e7\u00e3o dessas pe\u00e7as min\u00fasculas <strong>datam de meados de 1970 e a sua maior concentra\u00e7\u00e3o est\u00e1 nos oceanos<\/strong>.<\/p>\n<p>Mas ainda que seja uma amea\u00e7a conhecida h\u00e1 50 anos, seu potencial destruidor tem sido melhor compreendido atualmente, gra\u00e7as a extensos estudos de impacto na sa\u00fade ambiental e humana.<\/p>\n<p>Ainda que haja uma quantidade significativa de micropl\u00e1sticos no solo, \u00e9 sempre interessante recordar que tudo que o que est\u00e1 na terra tem potencial para escoar durante os ciclos de chuva, jogando esses contaminantes nas redes de esgoto que depois tratados, ou n\u00e3o, desembocam em rios e tem seu destino nos oceanos.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/20\/20103008760005.jpg\"  alt=\"20103008760005 A perigosa conex\u00e3o entre os micropl\u00e1sticos e as superbact\u00e9rias\"  srcset=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/20\/20103008822006.jpg 235w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/20\/20103008853007.jpg 500w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/20\/20103008869009.jpg 750w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/20\/20103008869008.jpg 1000w,\" sizes=\"100vw\"\/><figcaption>Com o tempo, todo esse lixo vai se degradando e formando micropl\u00e1sticos. (Fonte: Getty Images)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Com um tempo estimado de degrada\u00e7\u00e3o em 400 anos a 500 anos, <strong>dependo do pol\u00edmero, h\u00e1 tempo suficiente para causar grandes impactos no meio ambiente e a contamina\u00e7\u00e3o, inclusive, em organismos vivos.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Dentre os principais problemas da presen\u00e7a do micropl\u00e1stico no meio ambiente, podemos destacar: libera\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias t\u00f3xicas, desequil\u00edbrio do sistema aqu\u00e1tico com a morte de animais, est\u00edmulo \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o de algas e toda uma cadeia de vida em risco.<\/p>\n<p>Mas o problema n\u00e3o est\u00e1 apenas nos oceanos. Estudos recentes detectaram a presen\u00e7a de micropl\u00e1stico em seres humanos. No leite materno, no sangue, nos pulm\u00f5es, no est\u00f4mago e at\u00e9 no c\u00e9rebro. Acredita-se que eles possam gerar uma grande influ\u00eancia em processos patol\u00f3gicos, contribuindo para o <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/230589-estudo-mostra-microplasticos-prejudicar-celulas-humanas.htm\" target=\"_blank\">desenvolvimento de doen\u00e7as cardiovasculares.\u00a0<\/a><\/p>\n<p>Esse tipo de comorbidade n\u00e3o atinge apenas o cora\u00e7\u00e3o, mas pode gerar tromboses, flebite, que \u00e9 um tipo de inflama\u00e7\u00e3o nas paredes vasculares, acidente vascular cerebral e tamb\u00e9m parece ser um fator contributivo para o desenvolvimento de doen\u00e7as neurodegenerativas como o Alzheimer.<\/p>\n<p>E novidades vem por a\u00ed com parcerias estrondosas. Esse problema crescente a cada vez mais urgente parece estar atuando em colabora\u00e7\u00e3o com outro problema de repercuss\u00f5es muito s\u00e9rias para a sa\u00fade humana. <strong>Micropl\u00e1stico e superbact\u00e9rias podem come\u00e7ar uma colabora\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/20\/20103233885021.jpg\"  alt=\"20103233885021 A perigosa conex\u00e3o entre os micropl\u00e1sticos e as superbact\u00e9rias\"  srcset=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/20\/20103233854020.jpg 156w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/20\/20103234026024.jpg 500w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/20\/20103234010022.jpg 750w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/20\/20103234010023.jpg 1000w,\" sizes=\"100vw\"\/><figcaption>A resist\u00eancia a antibi\u00f3ticos \u00e9 um problema de aten\u00e7\u00e3o global, motivado pelo uso indiscriminado de medica\u00e7\u00f5es. (Fonte: Getty Images)<\/figcaption><\/figure>\n<h2>Melhores amigos: micropl\u00e1sticos e superbact\u00e9rias<\/h2>\n<p>O ditado \u201co que n\u00e3o te mata, fortalece\u201d \u00e9 o mantra das bact\u00e9rias. Gra\u00e7as ao uso indiscriminado de antibi\u00f3ticos, certas cepas de bact\u00e9rias foram se tornando cada vez mais fortes e resistentes, gerando um problema imenso de sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n<p>Ainda que elas estejam mais presentes em ambientes hospitalares, um novo estudo sugere que os micropl\u00e1sticos podem gerar um efeito potencializador para bact\u00e9rias, como a E. Coli estudada na pesquisa, <strong>se fortale\u00e7am e menos sens\u00edveis \u00e0 terapia medicamentosa.<\/strong><\/p>\n<p>Isso seria poss\u00edvel porque no meio ambiente, al\u00e9m dos micropl\u00e1sticos tamb\u00e9m h\u00e1 presen\u00e7a de tra\u00e7os de medica\u00e7\u00f5es antibi\u00f3ticas descartadas de maneira incorreta. Ent\u00e3o temos a uni\u00e3o da tr\u00edade do apocalipse: bact\u00e9rias, micropl\u00e1sticos e medica\u00e7\u00f5es descartadas incorretamente.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/20\/20103102408012.jpg\"  alt=\"20103102408012 A perigosa conex\u00e3o entre os micropl\u00e1sticos e as superbact\u00e9rias\"  srcset=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/20\/20103102392010.jpg 235w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/20\/20103102408013.jpg 500w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/20\/20103102439014.jpg 750w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/20\/20103102392011.jpg 1000w,\" sizes=\"100vw\"\/><figcaption>Nunca mais na sua vida descarte medica\u00e7\u00f5es nos ralos ou pela descarga. Avise os amigos. (Fonte: Getty Images)<\/figcaption><\/figure>\n<p>O estudo revela que a superf\u00edcie do micropl\u00e1stico \u00e9 muito propensa \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de biofilmes que contribuem para a ades\u00e3o de mol\u00e9culas dispersas das medica\u00e7\u00f5es e o <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/400546-superbacterias-uma-ameaca-silenciosa.htm\" target=\"_blank\">crescimento das bact\u00e9rias<\/a>.<\/p>\n<p>Como a mol\u00e9cula do medicamento n\u00e3o tem for\u00e7a suficiente para matar a bact\u00e9ria, ele pode provocar nela algumas muta\u00e7\u00f5es que podem tornar as novas gera\u00e7\u00f5es resistentes.\u00a0<\/p>\n<p>Esses microrganismos tamb\u00e9m est\u00e3o sujeitos aos processos de sele\u00e7\u00e3o natural, por isso voc\u00ea toma a medica\u00e7\u00e3o por sete dias ou mais, para ter certeza de que todas as bact\u00e9rias patog\u00eanicas estejam mortas. Quando voc\u00ea faz o uso incorreto, pode ser que as mais resistentes sobrevivam, provocando infec\u00e7\u00f5es refrat\u00e1rias dif\u00edceis de manejar.<\/p>\n<p>O micropl\u00e1stico ent\u00e3o funciona como um ponto de encontro, um lugarzinho quente e aconchegante para a sele\u00e7\u00e3o natural e problemas s\u00e9rios para a sa\u00fade humana e do meio ambiente, pois se antes as bact\u00e9rias resistentes eram mais propensas a ser encontradas apenas em hospitais e servi\u00e7os de sa\u00fade, agora elas podem se desenvolver em alto mar e outras \u00e1reas com excesso de micropl\u00e1sticos.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/20\/20103126118019.jpg\"  alt=\"20103126118019 A perigosa conex\u00e3o entre os micropl\u00e1sticos e as superbact\u00e9rias\"  srcset=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/20\/20103125883015.jpg 235w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/20\/20103126086018.jpg 500w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/20\/20103126008017.jpg 750w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/20\/20103125993016.jpg 1000w,\" sizes=\"100vw\"\/><figcaption>Se arrependeu de jogar lixo na rua, n\u00e3o \u00e9 mesmo? (Fonte: Getty Image).<\/figcaption><\/figure>\n<p>Outros estudos devem se aprofundar nessa rela\u00e7\u00e3o de ber\u00e7\u00e1rios microsc\u00f3picos e os impactos na sa\u00fade humana e do meio ambiente. Mas at\u00e9 que se possa ter uma dimens\u00e3o mais real dos desdobramentos dessas rela\u00e7\u00f5es, voc\u00ea pode contribuir sendo um cidad\u00e3o consciente.<\/p>\n<p>Descarte o lixo em locais adequados, de prefer\u00eancia separando o lixo org\u00e2nico e o recicl\u00e1vel. Caso n\u00e3o tenha uma lixeira por perto, reserve no bolso da cal\u00e7a ou em um bolsinho da mochila para descartar depois.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s medica\u00e7\u00f5es, sempre fa\u00e7a o uso pelo tempo previsto no receitu\u00e1rio, e caso sobre medica\u00e7\u00e3o, <strong>descarte nos pontos de coleta presentes em farm\u00e1cias ou unidades de sa\u00fade<\/strong>. Nada de dar descarga ou jogar no ralo. Com pequenas a\u00e7\u00f5es podemos contribuir para impactos menores em nossa comunidade e no meio ambiente.<\/p>\n<p>E voc\u00ea sabia que o micropl\u00e1stico poderia dar toda essa dor de cabe\u00e7a? Agora, a aparente uni\u00e3o de for\u00e7as pode resultar em problemas ainda mais severos. <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/215954-toneladas-microplastico-flutuam-atmosfera-revela-estudo.htm\" target=\"_blank\">E se voc\u00ea ficou interessado e quer saber um pouco mais, veja at\u00e9 onde essas min\u00fasculas part\u00edculas foram detectadas.<\/a> Continue acompanhando o TecMundo e descarte corretamente o lixo e as medica\u00e7\u00f5es. Vida longa e pr\u00f3spera. At\u00e9 breve.\u00a0<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como algo t\u00e3o pequeno pode provocar um impacto global? Estamos acostumados com doen\u00e7as causadas por v\u00edrus e bact\u00e9rias, que em seu tamanho microsc\u00f3pico, se alastram e destroem sistemas org\u00e2nicos, contudo, algo um pouco diferente e n\u00e3o diretamente patog\u00eanico tem causado impacto semelhante na destrui\u00e7\u00e3o do sistema ambiental: micropl\u00e1sticos. O descarte incorreto dos diferentes tipos de pol\u00edmeros pl\u00e1sticos ocasionou na forma\u00e7\u00e3o do que conhecemos agora por micropl\u00e1stico. A a\u00e7\u00e3o dos agentes f\u00edsicos e clim\u00e1ticos foram aos poucos quebrando esses pol\u00edmeros, os tornando pequenas pe\u00e7as diminutas de contamina\u00e7\u00e3o que, agora, parecem poder ser potencializadores para linhagens mais fortes e resistentes de bact\u00e9rias. Entenda um pouco mais sobre os micropl\u00e1sticos e como eles podem causar danos ao meio ambiente e para a sa\u00fade humana. A sacolinha de lixo, a garrafa pet do refrigerante, a escova de dentes, todos unidos formando uma grande fam\u00edlia em prol do impacto ambiental. (Fonte: Getty Images) A invas\u00e3o dos micropl\u00e1sticos Os micropl\u00e1sticos n\u00e3o s\u00e3o um problema t\u00e3o recente na hist\u00f3ria da humanidade. A primeira detec\u00e7\u00e3o dessas pe\u00e7as min\u00fasculas datam de meados de 1970 e a sua maior concentra\u00e7\u00e3o est\u00e1 nos oceanos. Mas ainda que seja uma amea\u00e7a conhecida h\u00e1 50 anos, seu potencial destruidor tem sido melhor compreendido atualmente, gra\u00e7as a extensos estudos de impacto na sa\u00fade ambiental e humana. Ainda que haja uma quantidade significativa de micropl\u00e1sticos no solo, \u00e9 sempre interessante recordar que tudo que o que est\u00e1 na terra tem potencial para escoar durante os ciclos de chuva, jogando esses contaminantes nas redes de esgoto que depois tratados, ou n\u00e3o, desembocam em rios e tem seu destino nos oceanos. Com o tempo, todo esse lixo vai se degradando e formando micropl\u00e1sticos. (Fonte: Getty Images) Com um tempo estimado de degrada\u00e7\u00e3o em 400 anos a 500 anos, dependo do pol\u00edmero, h\u00e1 tempo suficiente para causar grandes impactos no meio ambiente e a contamina\u00e7\u00e3o, inclusive, em organismos vivos.\u00a0 Dentre os principais problemas da presen\u00e7a do micropl\u00e1stico no meio ambiente, podemos destacar: libera\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias t\u00f3xicas, desequil\u00edbrio do sistema aqu\u00e1tico com a morte de animais, est\u00edmulo \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o de algas e toda uma cadeia de vida em risco. Mas o problema n\u00e3o est\u00e1 apenas nos oceanos. Estudos recentes detectaram a presen\u00e7a de micropl\u00e1stico em seres humanos. No leite materno, no sangue, nos pulm\u00f5es, no est\u00f4mago e at\u00e9 no c\u00e9rebro. Acredita-se que eles possam gerar uma grande influ\u00eancia em processos patol\u00f3gicos, contribuindo para o desenvolvimento de doen\u00e7as cardiovasculares.\u00a0 Esse tipo de comorbidade n\u00e3o atinge apenas o cora\u00e7\u00e3o, mas pode gerar tromboses, flebite, que \u00e9 um tipo de inflama\u00e7\u00e3o nas paredes vasculares, acidente vascular cerebral e tamb\u00e9m parece ser um fator contributivo para o desenvolvimento de doen\u00e7as neurodegenerativas como o Alzheimer. E novidades vem por a\u00ed com parcerias estrondosas. Esse problema crescente a cada vez mais urgente parece estar atuando em colabora\u00e7\u00e3o com outro problema de repercuss\u00f5es muito s\u00e9rias para a sa\u00fade humana. Micropl\u00e1stico e superbact\u00e9rias podem come\u00e7ar uma colabora\u00e7\u00e3o. A resist\u00eancia a antibi\u00f3ticos \u00e9 um problema de aten\u00e7\u00e3o global, motivado pelo uso indiscriminado de medica\u00e7\u00f5es. (Fonte: Getty Images) Melhores amigos: micropl\u00e1sticos e superbact\u00e9rias O ditado \u201co que n\u00e3o te mata, fortalece\u201d \u00e9 o mantra das bact\u00e9rias. Gra\u00e7as ao uso indiscriminado de antibi\u00f3ticos, certas cepas de bact\u00e9rias foram se tornando cada vez mais fortes e resistentes, gerando um problema imenso de sa\u00fade p\u00fablica. Ainda que elas estejam mais presentes em ambientes hospitalares, um novo estudo sugere que os micropl\u00e1sticos podem gerar um efeito potencializador para bact\u00e9rias, como a E. Coli estudada na pesquisa, se fortale\u00e7am e menos sens\u00edveis \u00e0 terapia medicamentosa. Isso seria poss\u00edvel porque no meio ambiente, al\u00e9m dos micropl\u00e1sticos tamb\u00e9m h\u00e1 presen\u00e7a de tra\u00e7os de medica\u00e7\u00f5es antibi\u00f3ticas descartadas de maneira incorreta. Ent\u00e3o temos a uni\u00e3o da tr\u00edade do apocalipse: bact\u00e9rias, micropl\u00e1sticos e medica\u00e7\u00f5es descartadas incorretamente. Nunca mais na sua vida descarte medica\u00e7\u00f5es nos ralos ou pela descarga. Avise os amigos. (Fonte: Getty Images) O estudo revela que a superf\u00edcie do micropl\u00e1stico \u00e9 muito propensa \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de biofilmes que contribuem para a ades\u00e3o de mol\u00e9culas dispersas das medica\u00e7\u00f5es e o crescimento das bact\u00e9rias. Como a mol\u00e9cula do medicamento n\u00e3o tem for\u00e7a suficiente para matar a bact\u00e9ria, ele pode provocar nela algumas muta\u00e7\u00f5es que podem tornar as novas gera\u00e7\u00f5es resistentes.\u00a0 Esses microrganismos tamb\u00e9m est\u00e3o sujeitos aos processos de sele\u00e7\u00e3o natural, por isso voc\u00ea toma a medica\u00e7\u00e3o por sete dias ou mais, para ter certeza de que todas as bact\u00e9rias patog\u00eanicas estejam mortas. Quando voc\u00ea faz o uso incorreto, pode ser que as mais resistentes sobrevivam, provocando infec\u00e7\u00f5es refrat\u00e1rias dif\u00edceis de manejar. O micropl\u00e1stico ent\u00e3o funciona como um ponto de encontro, um lugarzinho quente e aconchegante para a sele\u00e7\u00e3o natural e problemas s\u00e9rios para a sa\u00fade humana e do meio ambiente, pois se antes as bact\u00e9rias resistentes eram mais propensas a ser encontradas apenas em hospitais e servi\u00e7os de sa\u00fade, agora elas podem se desenvolver em alto mar e outras \u00e1reas com excesso de micropl\u00e1sticos. Se arrependeu de jogar lixo na rua, n\u00e3o \u00e9 mesmo? (Fonte: Getty Image). Outros estudos devem se aprofundar nessa rela\u00e7\u00e3o de ber\u00e7\u00e1rios microsc\u00f3picos e os impactos na sa\u00fade humana e do meio ambiente. Mas at\u00e9 que se possa ter uma dimens\u00e3o mais real dos desdobramentos dessas rela\u00e7\u00f5es, voc\u00ea pode contribuir sendo um cidad\u00e3o consciente. Descarte o lixo em locais adequados, de prefer\u00eancia separando o lixo org\u00e2nico e o recicl\u00e1vel. Caso n\u00e3o tenha uma lixeira por perto, reserve no bolso da cal\u00e7a ou em um bolsinho da mochila para descartar depois. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s medica\u00e7\u00f5es, sempre fa\u00e7a o uso pelo tempo previsto no receitu\u00e1rio, e caso sobre medica\u00e7\u00e3o, descarte nos pontos de coleta presentes em farm\u00e1cias ou unidades de sa\u00fade. Nada de dar descarga ou jogar no ralo. Com pequenas a\u00e7\u00f5es podemos contribuir para impactos menores em nossa comunidade e no meio ambiente. E voc\u00ea sabia que o micropl\u00e1stico poderia dar toda essa dor de cabe\u00e7a? Agora, a aparente uni\u00e3o de for\u00e7as pode resultar em problemas ainda mais severos. E se voc\u00ea ficou interessado e quer saber um pouco mais, veja at\u00e9 onde essas min\u00fasculas part\u00edculas foram detectadas. Continue acompanhando o TecMundo e descarte corretamente<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":39909,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[37],"tags":[],"class_list":["post-39908","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-tecnologia"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39908","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39908"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39908\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39909"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39908"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39908"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39908"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}