{"id":40067,"date":"2025-03-24T20:35:44","date_gmt":"2025-03-24T23:35:44","guid":{"rendered":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/03\/24\/assassins-creed-shadows-mostra-hipocrisia-na-guerra-contra-a-lacracao-nos-games-opiniao\/"},"modified":"2025-03-24T20:35:44","modified_gmt":"2025-03-24T23:35:44","slug":"assassins-creed-shadows-mostra-hipocrisia-na-guerra-contra-a-lacracao-nos-games-opiniao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/03\/24\/assassins-creed-shadows-mostra-hipocrisia-na-guerra-contra-a-lacracao-nos-games-opiniao\/","title":{"rendered":"Assassin&#8217;s Creed Shadows mostra hipocrisia na guerra contra a &#8216;lacra\u00e7\u00e3o&#8217; nos games &#8211; Opini\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Depois de muitos meses, pol\u00eamicas e adiamentos, finalmente Assassin\u2019s Creed Shadows chegou em nossas m\u00e3os. Lan\u00e7ado dia 20 de mar\u00e7o para PS5, Xbox Series X e S e PC, o jogo agradou muita gente e ficou com aproximadamente 81 de m\u00e9dia no Metacritic e no OpenCritic.<\/p>\n<p>Diversos YouTubers, influencer e sites especializados de tudo quanto \u00e9 tipo publicaram suas impress\u00f5es e foram poucos os que desaprovaram o game. O Diego Borges fez a an\u00e1lise aqui pelo Voxel e ficou impressionado, dando 88 de nota. Voc\u00ea pode conferir a review completa aqui no nosso site, ou l\u00e1 no YouTube do Voxel.<\/p>\n<p>Para promover o lan\u00e7amento do game, a Ubisoft Brasil produziu um v\u00eddeo incr\u00edvel, em que homenageia o g\u00eanero Tokusatsu, que s\u00e3o s\u00e9ries e filmes japoneses de a\u00e7\u00e3o com muitos efeitos especiais, tipo Kamen Rider e at\u00e9 Power Ranger. Aquelas obras que a galera sangra fa\u00edscas, sabe?<\/p>\n<p>E pra tornar o v\u00eddeo ainda mais nost\u00e1lgico e emblem\u00e1tico, eles chamaram Edu Falaschi para cantar a m\u00fasica tema. Falaschi \u00e9 ex-membro da banda de power metal Angra e o interprete da vers\u00e3o brasileira da m\u00fasica Pegasus Fantasy, abertura do anime Os Cavaleiros do Zod\u00edaco.<\/p>\n<p><center><span><iframe title=\"Assassin\u2019s Creed Shadows - Guerreiros das Sombras (Feat. @EduFalaschiOfficial) Homenagem\u00a0Tokusatsu\" width=\"960\" height=\"720\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/89bztUO2JuE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/span><\/center><\/p>\n<h2>Nem mesmo o comercial de sucesso escapou de coment\u00e1rios preconceituosos<\/h2>\n<p>Obviamente, o v\u00eddeo foi extremamente bem recebido, tanto nacional quanto internacionalmente, com diversos ve\u00edculos como Polygon e Eurogamer postando mat\u00e9rias sobreo assunto. S\u00f3 que, ent\u00e3o, aconteceu algo.<\/p>\n<p>Alguns gringos preconceituosos e extremamente mal-intencionados come\u00e7aram a comentar que a influencer e apresentadora do Flow Games e ex-Voxel, Thais Matsufugi, era uma mulher trans, como se isso fosse uma ofensa. \u00c9 importante salientar que esses coment\u00e1rios n\u00e3o s\u00e3o aleat\u00f3rios. S\u00e3o ataques esquematizados por pessoas que acreditam que o jogo \u00e9 lacrador.<\/p>\n<p>Ou seja: h\u00e1 uma predisposi\u00e7\u00e3o de parte do p\u00fablico a detestar certos jogos com certas caracter\u00edsticas. No fim, quando se fomenta \u00f3dio e preconceito na internet, ele se espalha e a v\u00edtima pode ser qualquer um, inclusive aqueles que um dia j\u00e1 espalharam hate por a\u00ed, ou est\u00e3o muito pr\u00f3ximos dessas pessoas. Acontece que essa pr\u00e9-disposi\u00e7\u00e3o, muitas vezes, n\u00e3o se sustenta.<\/p>\n<h2>A hipocrisia na guerra contra a &#8220;lacra\u00e7\u00e3o&#8221; nos games<\/h2>\n<p>H\u00e1 diversos casos em que h\u00e1 uma mudan\u00e7a de narrativa relacionada ao sucesso de um game. Um caso recente \u00e9 <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/voxel\/500825-review-monster-hunter-wilds-e-uma-aventura-divertida-mas-falta-de-desafio-tira-emocao-das-cacadas.htm\">Monster Hunter Wilds<\/a>. H\u00e1 diversas discuss\u00f5es no Reddit, Twitter e at\u00e9 mesmo nas comunidades da Steam que diziam que o jogo queria lacrar porque a Olivia, uma das principais personagens do game, usa armadura e tem uma vibe bem masculina, por exemplo.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\"  alt=\"24143014496353 Assassin&#039;s Creed Shadows mostra hipocrisia na guerra contra a &#039;lacra\u00e7\u00e3o&#039; nos games - Opini\u00e3o\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/24\/24143014496353.jpg\"\/><\/figure>\n<p>Eis que, tr\u00eas dias ap\u00f3s o seu lan\u00e7amento, Wilds vende 8 milh\u00f5es de c\u00f3pias e se torna o maior lan\u00e7amento da hist\u00f3ria da Capcom. Jogo lacrador fazendo sucesso? Nada disso! Como voc\u00ea pode dizer que um game que tem uma personagem como a <a href=\"https:\/\/herois.fandom.com\/pt-br\/wiki\/Gemma_(Monster_Hunter)#:~:text=Gemma%20(%E3%82%B8%E3%82%A7%E3%83%9E%2C%20jema)%20%C3%A9,fabrica%C3%A7%C3%A3o%20de%20armas%20e%20armaduras.\">Gemma <\/a>\u00e9 lacrador? A Capcom ouviu o p\u00fablico! Aham, sei\u2026<\/p>\n<p>O mesmo aconteceu com Split Fiction, novo game dos desenvolvedores de It Takes Two. Nele, voc\u00ea n\u00e3o tem uma protagonista mulher, voc\u00ea tem DUAS protagonistas mulheres. Ou seja, para alguns gamers, era um jogo feminista, l\u00e9sbico e, portando, lacrador.<\/p>\n<p>Mas no fim, o t\u00edtulo da Hazelight vendeu 2 milh\u00f5es de unidades em uma semana. Ent\u00e3o, na verdade, esse era tipo o que a gente queria! \u201cUm jogo focado em gameplay, sem lacra\u00e7\u00e3o e coisas do tipo, s\u00f3 divers\u00e3o!\u201d<\/p>\n<p>T\u00e1 percebendo como esse julgamento pr\u00e9vio por quest\u00f5es sociais e ou culturais cai por terra quando a narrativa n\u00e3o cola? E t\u00e1 vendo como \u00e9 puramente uma quest\u00e3o de dificuldade de alguns em enfrentar o seu preconceito?<\/p>\n<p>Existem casos, inclusive, em que os jogos foram previamente atacados por serem considerados lacradores e, no fim, eles eram ruins, mas n\u00e3o por esse motivo. O Dragon Age: The Veilguard, por exemplo, teve reclama\u00e7\u00f5es da constru\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria, dos di\u00e1logos numa pegada Marvel e nos visuais coloridos demais. Al\u00e9m de tudo, o marketing foi bem fraco.<\/p>\n<p>Avowed, outra suposta v\u00edtima da &#8220;lacra\u00e7\u00e3o&#8221;, teve reclama\u00e7\u00f5es ao seu sistema de upgrade, narrativa fraca, falta de elementos convencionais em RPGs e companions esquec\u00edveis.Ou seja, essa persegui\u00e7\u00e3o por conta da \u201cagenda woke\u201d n\u00e3o faz o menor sentido e a mudan\u00e7a de narrativa beira a hipocrisia.<\/p>\n<h2>Representatividade nos games<\/h2>\n<p>E sabe porque estamos tendo jogos cada vez mais diversos e inclusivos? Por uma quest\u00e3o bem simples: a fic\u00e7\u00e3o \u00e9 um espelho da realidade e os criadores est\u00e3o ligados nisso. Ainda estamos longe de uma ind\u00fastria de games com bastante representatividade.<\/p>\n<p><center><span><iframe title=\"Assassin&#039;s Creed Shadows, LACRA\u00c7\u00c3O e HIPOCRISIA\" width=\"960\" height=\"540\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/shgnYK9AU3I?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/span><\/center><\/p>\n<p>Segundo a IGDA, 24% das pessoas empregadas s\u00e3o mulheres, 3% s\u00e3o n\u00e3o-bin\u00e1rias e 2% s\u00e3o negras. Por\u00e9m, cada vez mais vemos pessoas diferentes de mim ganhando espa\u00e7o na ind\u00fastria e em posi\u00e7\u00f5es de maior destaque.<\/p>\n<p>Neil Jones, Dinga Bakaba, Xalavier Nelson Jr., Amy Hennig, Kellee Santiago, Kim Swift, Karla Zimonja, Tiani Pixel, Fernanda Dias, Maddy Thorson. Todas essas pessoas e muitas outras est\u00e3o mudando os videogames para sempre, sendo bem prov\u00e1vel que voc\u00ea jogue games delas e nem sabia que s\u00e3o supostamente lacradores.<\/p>\n<p>Assim, a gente volta para Assassin\u2019s Creed Shadows, que passou por um fen\u00f4meno bem curioso. De repente, alguns f\u00e3s de longa data da franquia estavam muito bravos, pois um dos protagonistas \u00e9 Yasuke, um homem negro samurai que realmente existiu, vivendo em meados do s\u00e9culo XVI.<\/p>\n<p>Tivemos um crescimento exponencial e repentino de historiadores do mundo, que vinham com documentos, artigos, livros e outras que mostrava que, na verdade, ele n\u00e3o era bem um samurai. H\u00e1 diversos documento de \u00e9poca que dizem que ele tinha sido, sim, um samurai, e voc\u00ea pode saber mais sobre isso, por exemplo, nos livros \u201cO Samurai Africano\u201d e \u201cYasuke: The true story of the legendary African Samurai\u201d, ambos de Geoffrey Girard e Thomas Lockley.<\/p>\n<p>\u201cAh, mas a Ubisoft n\u00e3o est\u00e1 sendo historicamente veross\u00edmil\u201d. S\u00e9rio? N\u00e3o lembro de ningu\u00e9m reclamar de enfrentamos Odin, em Vallhala, e nem que lutamos contra um minotauro em Odyssey. Agora, um SAMURAI NEGRO que tem BASE HIST\u00d3RICA n\u00e3o pode, n\u00e9?<\/p>\n<p><center><span><iframe title=\"&quot;Esse \u00e9 o Assassin&#039;s Creed DEFINITIVO&quot;- entrevista com diretores de ASSASSIN&#039;S CREED SHADOWS\" width=\"960\" height=\"540\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/lUQt7btpU7A?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/span><\/center><\/p>\n<p>Vejam bem, videogames, sendo uma forma de arte, est\u00e3o intrinsecamente ligados com o contexto hist\u00f3rico em que ele \u00e9 lan\u00e7ado. No caso, Assassin\u2019s Creed Shadows exp\u00f4s, mesmo que de forma n\u00e3o intencional, o racismo estrutural da nossa sociedade, com pessoas que se contradizem ao exigir uma suposta veracidade hist\u00f3rica em uma franquia que nunca foi sobre isso, mas sim sobre contar uma hist\u00f3ria original em um contexto hist\u00f3rico espec\u00edfico.<\/p>\n<p>E, agora, vimos tamb\u00e9m um machismo e uma transfobia estrutural, por meio dos ataques proferidos contra a Tha\u00eds, distorcendo palavras para um lugar pejorativo. O que n\u00f3s queremos \u00e9 que todos possam jogar e se sentir representados.<\/p>\n<p>Afinal, videogame \u00e9 cultura, e cultura deve ser para todos.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de muitos meses, pol\u00eamicas e adiamentos, finalmente Assassin\u2019s Creed Shadows chegou em nossas m\u00e3os. 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Falaschi \u00e9 ex-membro da banda de power metal Angra e o interprete da vers\u00e3o brasileira da m\u00fasica Pegasus Fantasy, abertura do anime Os Cavaleiros do Zod\u00edaco. Nem mesmo o comercial de sucesso escapou de coment\u00e1rios preconceituosos Obviamente, o v\u00eddeo foi extremamente bem recebido, tanto nacional quanto internacionalmente, com diversos ve\u00edculos como Polygon e Eurogamer postando mat\u00e9rias sobreo assunto. S\u00f3 que, ent\u00e3o, aconteceu algo. Alguns gringos preconceituosos e extremamente mal-intencionados come\u00e7aram a comentar que a influencer e apresentadora do Flow Games e ex-Voxel, Thais Matsufugi, era uma mulher trans, como se isso fosse uma ofensa. \u00c9 importante salientar que esses coment\u00e1rios n\u00e3o s\u00e3o aleat\u00f3rios. S\u00e3o ataques esquematizados por pessoas que acreditam que o jogo \u00e9 lacrador. Ou seja: h\u00e1 uma predisposi\u00e7\u00e3o de parte do p\u00fablico a detestar certos jogos com certas caracter\u00edsticas. No fim, quando se fomenta \u00f3dio e preconceito na internet, ele se espalha e a v\u00edtima pode ser qualquer um, inclusive aqueles que um dia j\u00e1 espalharam hate por a\u00ed, ou est\u00e3o muito pr\u00f3ximos dessas pessoas. Acontece que essa pr\u00e9-disposi\u00e7\u00e3o, muitas vezes, n\u00e3o se sustenta. A hipocrisia na guerra contra a &#8220;lacra\u00e7\u00e3o&#8221; nos games H\u00e1 diversos casos em que h\u00e1 uma mudan\u00e7a de narrativa relacionada ao sucesso de um game. Um caso recente \u00e9 Monster Hunter Wilds. H\u00e1 diversas discuss\u00f5es no Reddit, Twitter e at\u00e9 mesmo nas comunidades da Steam que diziam que o jogo queria lacrar porque a Olivia, uma das principais personagens do game, usa armadura e tem uma vibe bem masculina, por exemplo. Eis que, tr\u00eas dias ap\u00f3s o seu lan\u00e7amento, Wilds vende 8 milh\u00f5es de c\u00f3pias e se torna o maior lan\u00e7amento da hist\u00f3ria da Capcom. Jogo lacrador fazendo sucesso? Nada disso! Como voc\u00ea pode dizer que um game que tem uma personagem como a Gemma \u00e9 lacrador? A Capcom ouviu o p\u00fablico! Aham, sei\u2026 O mesmo aconteceu com Split Fiction, novo game dos desenvolvedores de It Takes Two. Nele, voc\u00ea n\u00e3o tem uma protagonista mulher, voc\u00ea tem DUAS protagonistas mulheres. Ou seja, para alguns gamers, era um jogo feminista, l\u00e9sbico e, portando, lacrador. Mas no fim, o t\u00edtulo da Hazelight vendeu 2 milh\u00f5es de unidades em uma semana. 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Neil Jones, Dinga Bakaba, Xalavier Nelson Jr., Amy Hennig, Kellee Santiago, Kim Swift, Karla Zimonja, Tiani Pixel, Fernanda Dias, Maddy Thorson. Todas essas pessoas e muitas outras est\u00e3o mudando os videogames para sempre, sendo bem prov\u00e1vel que voc\u00ea jogue games delas e nem sabia que s\u00e3o supostamente lacradores. Assim, a gente volta para Assassin\u2019s Creed Shadows, que passou por um fen\u00f4meno bem curioso. De repente, alguns f\u00e3s de longa data da franquia estavam muito bravos, pois um dos protagonistas \u00e9 Yasuke, um homem negro samurai que realmente existiu, vivendo em meados do s\u00e9culo XVI. Tivemos um crescimento exponencial e repentino de historiadores do mundo, que vinham com documentos, artigos, livros e outras que mostrava que, na verdade, ele n\u00e3o era bem um samurai. 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