{"id":40415,"date":"2025-03-26T18:49:03","date_gmt":"2025-03-26T21:49:03","guid":{"rendered":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/03\/26\/japao-apresenta-a-primeira-bateria-recarregavel-de-uranio-do-mundo\/"},"modified":"2025-03-26T18:49:03","modified_gmt":"2025-03-26T21:49:03","slug":"japao-apresenta-a-primeira-bateria-recarregavel-de-uranio-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/03\/26\/japao-apresenta-a-primeira-bateria-recarregavel-de-uranio-do-mundo\/","title":{"rendered":"Jap\u00e3o apresenta a primeira bateria recarreg\u00e1vel de ur\u00e2nio do mundo"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Pesquisadores japoneses desenvolveram a primeira bateria recarreg\u00e1vel de ur\u00e2nio do mundo, permitindo aproveitar as propriedades qu\u00edmicas do elemento para uso pr\u00e1tico. A novidade revelada este m\u00eas \u00e9 alimentada pela vers\u00e3o empobrecida do ur\u00e2nio, se tornando, tamb\u00e9m, a <strong>pioneira na utiliza\u00e7\u00e3o de lixo nuclear<\/strong>.<\/p>\n<p>Em geral, as baterias s\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/mobilidade-urbana-smart-cities\/261606-funcionam-baterias-veiculos-eletricos.htm\">dependentes do l\u00edtio ou do chumbo<\/a>, entre outros materiais, para melhorar o fluxo de el\u00e9trons e a gera\u00e7\u00e3o de eletricidade. Mas no projeto liderado pela Ag\u00eancia de Energia At\u00f4mica do Jap\u00e3o (JAEA), a escolha foi pelo ur\u00e2nio, que aparece como material ativo nos processos eletroqu\u00edmicos da vers\u00e3o.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/26\/26163904199051.jpg\"  alt=\"26163904199051 Jap\u00e3o apresenta a primeira bateria recarreg\u00e1vel de ur\u00e2nio do mundo\"  srcset=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/26\/26163904028049.jpg 213w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/26\/26163904121050.jpg 500w,\" sizes=\"100vw\"\/><figcaption>O prot\u00f3tipo da bateria alimentada por lixo nuclear foi testado com sucesso. (Imagem: Ag\u00eancia de Energia At\u00f4mica do Jap\u00e3o\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Com 10 cm de largura e 5 cm de altura, o prot\u00f3tipo traz um eletr\u00f3lito com ur\u00e2nio para o eletrodo negativo e outro eletr\u00f3lito de ferro para o eletrodo positivo. <strong>O experimento resultou em uma voltagem de 1,3 V, chegando bem perto dos 1,5 V gerados pela bateria alcalina convencional<\/strong>.<\/p>\n<p>A bateria de ur\u00e2nio foi carregada e descarregada 10 vezes, conseguindo manter um desempenho quase inalterado. O resultado indica uma potencial longevidade e confiabilidade do componente, caracter\u00edsticas essenciais para a sua utiliza\u00e7\u00e3o em aplica\u00e7\u00f5es no mundo real, como destacaram os especialistas da JAEA.<\/p>\n<h2>O que \u00e9 o ur\u00e2nio empobrecido usado na nova bateria?<\/h2>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/26\/26164155967064.jpg\"  alt=\"26164155967064 Jap\u00e3o apresenta a primeira bateria recarreg\u00e1vel de ur\u00e2nio do mundo\"  srcset=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/26\/26164155857062.jpg 234w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/26\/26164155889063.jpg 500w,\" sizes=\"100vw\"\/><figcaption>O DU \u00e9 um subproduto do ur\u00e2nio natural e considerado lixo nuclear. (Imagem: Getty Images)<\/figcaption><\/figure>\n<p>De acordo com a Ag\u00eancia de Energia At\u00f4mica do Jap\u00e3o, o ur\u00e2nio escolhido para alimentar o prot\u00f3tipo da bateria <strong>tem as mesmas caracter\u00edsticas do ur\u00e2nio empobrecido (DU)<\/strong>. Trata-se do composto que sobra ap\u00f3s o <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/130341-uranio-enriquecido.htm\">enriquecimento do elemento qu\u00edmico natural<\/a> para a gera\u00e7\u00e3o de energia nuclear, sendo apontado como lixo nuclear.<\/p>\n<p>Este res\u00edduo \u00e9 atualmente considerado problem\u00e1tico, j\u00e1 que n\u00e3o pode ser utilizado como combust\u00edvel nos reatores nucleares mais modernos. Menos radioativo do que o ur\u00e2nio natural, o DU tem aplica\u00e7\u00f5es limitadas, sendo <strong>empregado principalmente na fabrica\u00e7\u00e3o de muni\u00e7\u00f5es para uso militar<\/strong>.<\/p>\n<p>As muni\u00e7\u00f5es de ur\u00e2nio empobrecido t\u00eam como caracter\u00edstica principal a capacidade de <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/seguranca\/403566-drone-ou-missil-russia-testa-novo-sistema-de-arma-hibrida-solist-para-ataques-a-blindados.htm\">perfurar a blindagem<\/a>, mas sua utiliza\u00e7\u00e3o gera pol\u00eamica por conta dos riscos t\u00f3xicos. Elas j\u00e1 foram utilizadas em conflitos na S\u00edria e durante as duas Guerras do Golfo, e em 2023 os Estados Unidos prometeram enviar uma carga desses proj\u00e9teis para a Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>No Jap\u00e3o, onde a bateria recarreg\u00e1vel de lixo nuclear foi desenvolvida, <strong>cerca de 16 mil toneladas de ur\u00e2nio empobrecido est\u00e3o armazenadas<\/strong>, no momento, sem praticamente nenhuma utilidade. Globalmente, estima-se um estoque de 1,6 milh\u00e3o de toneladas.<\/p>\n<h2>Possibilidades de uso para a bateria recarreg\u00e1vel de ur\u00e2nio<\/h2>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/26\/26170348107080.jpg\"  alt=\"26170348107080 Jap\u00e3o apresenta a primeira bateria recarreg\u00e1vel de ur\u00e2nio do mundo\"  srcset=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/26\/26170348154081.jpg 235w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/26\/26170348185084.jpg 500w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/26\/26170348154082.jpg 750w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/03\/26\/26170348170083.jpg 1000w,\" sizes=\"100vw\"\/><figcaption>Essas baterias inovadoras devem ter usos espec\u00edficos. (Imagem: Getty Images)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Al\u00e9m de viabilizar o aproveitamento adequado de uma ampla quantidade de <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/176464-bateria-movida-lixo-nuclear-testada-startup-eua.htm\">lixo nuclear<\/a>, as baterias recarreg\u00e1veis de ur\u00e2nio empobrecido facilitariam o caminho rumo a uma sociedade descarbonizada, como destaca a JAEA. Uma das possibilidades \u00e9 a sua <strong>utiliza\u00e7\u00e3o para controles de produ\u00e7\u00e3o na rede de fornecimento de eletricidade oriunda de energia renov\u00e1vel<\/strong>.<\/p>\n<p>Para tanto, \u00e9 necess\u00e1rio aumentar as capacidades do componente. Neste sentido, os cientistas da ag\u00eancia j\u00e1 trabalham no desenvolvimento de c\u00e9lulas de fluxo redox, que oferecem capacidades ampliadas de armazenamento, bem como maior efici\u00eancia na transfer\u00eancia de energia.<\/p>\n<p>Vale ressaltar que as baterias recarreg\u00e1veis de lixo nuclear <strong>possivelmente ficar\u00e3o restritas a locais com radia\u00e7\u00e3o controlada<\/strong>, devido aos riscos associados ao ur\u00e2nio, se o prot\u00f3tipo chegar ao uso pr\u00e1tico. Instala\u00e7\u00f5es de <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/mercado\/294312-8-mitos-verdades-energia-nuclear-usada-alimentar-ia.htm\">usinas nucleares<\/a> est\u00e3o entre os ambiente mais prop\u00edcios a receb\u00ea-las.<\/p>\n<p>Quer saber mais sobre ci\u00eancia e tecnologia? Continue no TecMundo e n\u00e3o deixe de compartilhar as nossas not\u00edcias nas redes sociais.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores japoneses desenvolveram a primeira bateria recarreg\u00e1vel de ur\u00e2nio do mundo, permitindo aproveitar as propriedades qu\u00edmicas do elemento para uso pr\u00e1tico. A novidade revelada este m\u00eas \u00e9 alimentada pela vers\u00e3o empobrecida do ur\u00e2nio, se tornando, tamb\u00e9m, a pioneira na utiliza\u00e7\u00e3o de lixo nuclear. Em geral, as baterias s\u00e3o dependentes do l\u00edtio ou do chumbo, entre outros materiais, para melhorar o fluxo de el\u00e9trons e a gera\u00e7\u00e3o de eletricidade. Mas no projeto liderado pela Ag\u00eancia de Energia At\u00f4mica do Jap\u00e3o (JAEA), a escolha foi pelo ur\u00e2nio, que aparece como material ativo nos processos eletroqu\u00edmicos da vers\u00e3o. O prot\u00f3tipo da bateria alimentada por lixo nuclear foi testado com sucesso. (Imagem: Ag\u00eancia de Energia At\u00f4mica do Jap\u00e3o\/Divulga\u00e7\u00e3o) Com 10 cm de largura e 5 cm de altura, o prot\u00f3tipo traz um eletr\u00f3lito com ur\u00e2nio para o eletrodo negativo e outro eletr\u00f3lito de ferro para o eletrodo positivo. O experimento resultou em uma voltagem de 1,3 V, chegando bem perto dos 1,5 V gerados pela bateria alcalina convencional. A bateria de ur\u00e2nio foi carregada e descarregada 10 vezes, conseguindo manter um desempenho quase inalterado. O resultado indica uma potencial longevidade e confiabilidade do componente, caracter\u00edsticas essenciais para a sua utiliza\u00e7\u00e3o em aplica\u00e7\u00f5es no mundo real, como destacaram os especialistas da JAEA. O que \u00e9 o ur\u00e2nio empobrecido usado na nova bateria? O DU \u00e9 um subproduto do ur\u00e2nio natural e considerado lixo nuclear. (Imagem: Getty Images) De acordo com a Ag\u00eancia de Energia At\u00f4mica do Jap\u00e3o, o ur\u00e2nio escolhido para alimentar o prot\u00f3tipo da bateria tem as mesmas caracter\u00edsticas do ur\u00e2nio empobrecido (DU). Trata-se do composto que sobra ap\u00f3s o enriquecimento do elemento qu\u00edmico natural para a gera\u00e7\u00e3o de energia nuclear, sendo apontado como lixo nuclear. Este res\u00edduo \u00e9 atualmente considerado problem\u00e1tico, j\u00e1 que n\u00e3o pode ser utilizado como combust\u00edvel nos reatores nucleares mais modernos. Menos radioativo do que o ur\u00e2nio natural, o DU tem aplica\u00e7\u00f5es limitadas, sendo empregado principalmente na fabrica\u00e7\u00e3o de muni\u00e7\u00f5es para uso militar. As muni\u00e7\u00f5es de ur\u00e2nio empobrecido t\u00eam como caracter\u00edstica principal a capacidade de perfurar a blindagem, mas sua utiliza\u00e7\u00e3o gera pol\u00eamica por conta dos riscos t\u00f3xicos. Elas j\u00e1 foram utilizadas em conflitos na S\u00edria e durante as duas Guerras do Golfo, e em 2023 os Estados Unidos prometeram enviar uma carga desses proj\u00e9teis para a Ucr\u00e2nia. No Jap\u00e3o, onde a bateria recarreg\u00e1vel de lixo nuclear foi desenvolvida, cerca de 16 mil toneladas de ur\u00e2nio empobrecido est\u00e3o armazenadas, no momento, sem praticamente nenhuma utilidade. Globalmente, estima-se um estoque de 1,6 milh\u00e3o de toneladas. Possibilidades de uso para a bateria recarreg\u00e1vel de ur\u00e2nio Essas baterias inovadoras devem ter usos espec\u00edficos. (Imagem: Getty Images) Al\u00e9m de viabilizar o aproveitamento adequado de uma ampla quantidade de lixo nuclear, as baterias recarreg\u00e1veis de ur\u00e2nio empobrecido facilitariam o caminho rumo a uma sociedade descarbonizada, como destaca a JAEA. Uma das possibilidades \u00e9 a sua utiliza\u00e7\u00e3o para controles de produ\u00e7\u00e3o na rede de fornecimento de eletricidade oriunda de energia renov\u00e1vel. Para tanto, \u00e9 necess\u00e1rio aumentar as capacidades do componente. Neste sentido, os cientistas da ag\u00eancia j\u00e1 trabalham no desenvolvimento de c\u00e9lulas de fluxo redox, que oferecem capacidades ampliadas de armazenamento, bem como maior efici\u00eancia na transfer\u00eancia de energia. Vale ressaltar que as baterias recarreg\u00e1veis de lixo nuclear possivelmente ficar\u00e3o restritas a locais com radia\u00e7\u00e3o controlada, devido aos riscos associados ao ur\u00e2nio, se o prot\u00f3tipo chegar ao uso pr\u00e1tico. Instala\u00e7\u00f5es de usinas nucleares est\u00e3o entre os ambiente mais prop\u00edcios a receb\u00ea-las. Quer saber mais sobre ci\u00eancia e tecnologia? 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