{"id":42345,"date":"2025-04-09T13:06:40","date_gmt":"2025-04-09T16:06:40","guid":{"rendered":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/04\/09\/china-censura-conteudos-sobre-tarifas-nas-redes-sociais\/"},"modified":"2025-04-09T13:06:40","modified_gmt":"2025-04-09T16:06:40","slug":"china-censura-conteudos-sobre-tarifas-nas-redes-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/04\/09\/china-censura-conteudos-sobre-tarifas-nas-redes-sociais\/","title":{"rendered":"China censura conte\u00fados sobre tarifas nas redes sociais"},"content":{"rendered":"<p><img  title=\"\"  alt=\"weibo China censura conte\u00fados sobre tarifas nas redes sociais\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/37vjX5PluwQROZWs3GQGDHMPH7o=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2025\/t\/2\/hqZxV1RfyIdgAxsPC1uQ\/weibo.jpg\" \/><br \/>     Maioria das buscas por &#8216;tarifa&#8217; ou &#8216;104&#8217;, em refer\u00eancia \u00e0 nova al\u00edquota dos EUA para o pa\u00eds, foi bloqueada na rede social chinesa Weibo. Mensagens no WeChat que destacavam impacto negativo do tarifa\u00e7o de Trump foram derrubadas. Rede social chinesa Weibo<br \/>\nReuters\/Florence Lo<br \/>\nA China come\u00e7ou a censurar nesta quarta-feira (9) alguns conte\u00fados relacionados a tarifas em redes sociais, depois que as taxas &#8220;rec\u00edprocas&#8221; dos Estados Unidos sobre dezenas de pa\u00edses entraram em vigor, incluindo tarifas de 104% sobre produtos chineses.<br \/>\nHashtags e buscas por &#8220;tarifa&#8221; ou &#8220;104&#8221; foram, em sua maioria, bloqueadas na rede social chinesa Weibo, com p\u00e1ginas mostrando uma mensagem de erro.<br \/>\nEnquanto isso, publica\u00e7\u00f5es que criticavam os EUA eram as mais acessadas no pa\u00eds. Hashtags que sugerem que os EUA est\u00e3o com escassez de ovos ficaram entre as mais vistas no Weibo, incluindo uma criada pela emissora estatal chinesa CCTV.<br \/>\nEm publica\u00e7\u00e3o no Weibo, a CCTV disse que os americanos est\u00e3o &#8220;agitando a bandeira tarif\u00e1ria de forma ostensiva, impondo tarifas sobre os produtos de a\u00e7o e alum\u00ednio da Uni\u00e3o Europeia&#8221;, mas tamb\u00e9m est\u00e3o &#8220;escrevendo cartas aos pa\u00edses europeus em voz baixa, pedindo ovos com urg\u00eancia&#8221;.<br \/>\nA censura tamb\u00e9m se estendeu ao aplicativo de mensagens WeChat, onde muitas publica\u00e7\u00f5es de empresas chinesas que destacavam o impacto negativo do tarifa\u00e7o foram retiradas da plataforma, segundo uma an\u00e1lise da Reuters.<br \/>\nAs publica\u00e7\u00f5es censuradas foram todas marcadas com o mesmo r\u00f3tulo afirmando que o &#8220;conte\u00fado era suspeito de violar leis, regulamentos e pol\u00edticas relevantes&#8221;.<br \/>\nPor outro lado, proliferaram nas redes sociais coment\u00e1rios que retratam os EUA como um parceiro comercial globalmente irrespons\u00e1vel, enquanto a China se prepara para uma luta comercial mais ampla contra a maior economia do mundo.<br \/>\nGrande Firewall<br \/>\nA China controla a internet com um sistema conhecido como &#8220;Grande Firewall&#8221;. As publica\u00e7\u00f5es nas redes sociais s\u00e3o rotineiramente censuradas quando consideradas prejudiciais aos interesses do pa\u00eds.<br \/>\nPlataformas estrangeiras, como Instagram e X, s\u00e3o bloqueadas, em um sistema que criou um mercado cativo para alternativas nacionais.<br \/>\nA China pode ser substitu\u00edda por pa\u00edses como Vietn\u00e3 e \u00cdndia na produ\u00e7\u00e3o para os EUA, de acordo com o advogado Pang Jiulin, de Pequim. Ele diz que, diante da posi\u00e7\u00e3o americana, a China n\u00e3o tem outra sa\u00edda a n\u00e3o ser &#8220;lutar at\u00e9 o fim&#8221;.<br \/>\nMas destaca que, com a decis\u00e3o da China de aumentar as tarifas para produtos dos EUA, &#8220;os chineses pagar\u00e3o um pre\u00e7o maior por seus produtos norte-americanos favoritos&#8221;, como aparelhos da Apple e carros da Tesla.<br \/>\nAs a\u00e7\u00f5es chinesas ca\u00edram 7% na segunda-feira (7), com o \u00cdndice Composto de Xangai registrando seu pior dia em cinco anos. Nesta quarta-feira (9), elas fecharam em alta, impulsionadas por promessas estatais de apoio aos mercados locais.<br \/>\nGigantes da tecnologia acumulam preju\u00edzos com &#8216;tarifa\u00e7o&#8217;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maioria das buscas por &#8216;tarifa&#8217; ou &#8216;104&#8217;, em refer\u00eancia \u00e0 nova al\u00edquota dos EUA para o pa\u00eds, foi bloqueada na rede social chinesa Weibo. Mensagens no WeChat que destacavam impacto negativo do tarifa\u00e7o de Trump foram derrubadas. Rede social chinesa Weibo Reuters\/Florence Lo A China come\u00e7ou a censurar nesta quarta-feira (9) alguns conte\u00fados relacionados a tarifas em redes sociais, depois que as taxas &#8220;rec\u00edprocas&#8221; dos Estados Unidos sobre dezenas de pa\u00edses entraram em vigor, incluindo tarifas de 104% sobre produtos chineses. Hashtags e buscas por &#8220;tarifa&#8221; ou &#8220;104&#8221; foram, em sua maioria, bloqueadas na rede social chinesa Weibo, com p\u00e1ginas mostrando uma mensagem de erro. Enquanto isso, publica\u00e7\u00f5es que criticavam os EUA eram as mais acessadas no pa\u00eds. Hashtags que sugerem que os EUA est\u00e3o com escassez de ovos ficaram entre as mais vistas no Weibo, incluindo uma criada pela emissora estatal chinesa CCTV. Em publica\u00e7\u00e3o no Weibo, a CCTV disse que os americanos est\u00e3o &#8220;agitando a bandeira tarif\u00e1ria de forma ostensiva, impondo tarifas sobre os produtos de a\u00e7o e alum\u00ednio da Uni\u00e3o Europeia&#8221;, mas tamb\u00e9m est\u00e3o &#8220;escrevendo cartas aos pa\u00edses europeus em voz baixa, pedindo ovos com urg\u00eancia&#8221;. A censura tamb\u00e9m se estendeu ao aplicativo de mensagens WeChat, onde muitas publica\u00e7\u00f5es de empresas chinesas que destacavam o impacto negativo do tarifa\u00e7o foram retiradas da plataforma, segundo uma an\u00e1lise da Reuters. As publica\u00e7\u00f5es censuradas foram todas marcadas com o mesmo r\u00f3tulo afirmando que o &#8220;conte\u00fado era suspeito de violar leis, regulamentos e pol\u00edticas relevantes&#8221;. Por outro lado, proliferaram nas redes sociais coment\u00e1rios que retratam os EUA como um parceiro comercial globalmente irrespons\u00e1vel, enquanto a China se prepara para uma luta comercial mais ampla contra a maior economia do mundo. Grande Firewall A China controla a internet com um sistema conhecido como &#8220;Grande Firewall&#8221;. As publica\u00e7\u00f5es nas redes sociais s\u00e3o rotineiramente censuradas quando consideradas prejudiciais aos interesses do pa\u00eds. Plataformas estrangeiras, como Instagram e X, s\u00e3o bloqueadas, em um sistema que criou um mercado cativo para alternativas nacionais. A China pode ser substitu\u00edda por pa\u00edses como Vietn\u00e3 e \u00cdndia na produ\u00e7\u00e3o para os EUA, de acordo com o advogado Pang Jiulin, de Pequim. Ele diz que, diante da posi\u00e7\u00e3o americana, a China n\u00e3o tem outra sa\u00edda a n\u00e3o ser &#8220;lutar at\u00e9 o fim&#8221;. Mas destaca que, com a decis\u00e3o da China de aumentar as tarifas para produtos dos EUA, &#8220;os chineses pagar\u00e3o um pre\u00e7o maior por seus produtos norte-americanos favoritos&#8221;, como aparelhos da Apple e carros da Tesla. As a\u00e7\u00f5es chinesas ca\u00edram 7% na segunda-feira (7), com o \u00cdndice Composto de Xangai registrando seu pior dia em cinco anos. Nesta quarta-feira (9), elas fecharam em alta, impulsionadas por promessas estatais de apoio aos mercados locais. 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