{"id":42570,"date":"2025-04-10T19:03:36","date_gmt":"2025-04-10T22:03:36","guid":{"rendered":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/04\/10\/se-nao-fosse-o-asteroide-estariamos-dividindo-a-terra-com-os-dinossauros\/"},"modified":"2025-04-10T19:03:36","modified_gmt":"2025-04-10T22:03:36","slug":"se-nao-fosse-o-asteroide-estariamos-dividindo-a-terra-com-os-dinossauros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/04\/10\/se-nao-fosse-o-asteroide-estariamos-dividindo-a-terra-com-os-dinossauros\/","title":{"rendered":"Se n\u00e3o fosse o asteroide, estar\u00edamos dividindo a Terra com os dinossauros?"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Uma das quest\u00f5es mais debatidas na paleontologia foi tema de uma pesquisa publicada recentemente: \u201cos dinossauros estavam condenados e j\u00e1 estavam a caminho da extin\u00e7\u00e3o antes de o asteroide atingir a Terra?\u201d, indaga o principal autor, dr. Chris Dean, paleont\u00f3logo da University College London (UCL) em um comunicado.<\/p>\n<p>Publicado na revista <i>Current Biology<\/i>, o novo estudo desafia a vis\u00e3o de que os dinossauros estavam em decl\u00ednio quando o asteroide de Chicxulub colidiu com a Terra h\u00e1 66 milh\u00f5es de anos. Em vez disso, os autores sugerem que o realmente ocorreu foi <strong>uma diminui\u00e7\u00e3o na qualidade ou quantidade dos f\u00f3sseis preservados daquele per\u00edodo<\/strong>.<\/p>\n<p>Para testar sua hip\u00f3tese, a equipe examinou mais de 8 mil f\u00f3sseis na Am\u00e9rica do Norte (maior reposit\u00f3rio desses registros do final do Cret\u00e1ceo) durante os 18 milh\u00f5es de anos anteriores ao impacto do asteroide. Os dados sugerem um aparente pico na diversidade de dinossauros h\u00e1 cerca de 75 milh\u00f5es de anos, seguido por um decl\u00ednio nos nove milh\u00f5es de anos finais do Cret\u00e1ceo, antes da extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Como foram investigadas as popula\u00e7\u00f5es de dinossauros?<\/h2>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/04\/10\/10133732089060.jpg\"  alt=\"10133732089060 Se n\u00e3o fosse o asteroide, estar\u00edamos dividindo a Terra com os dinossauros?\"  srcset=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/04\/10\/10133732027059.jpg 245w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/04\/10\/10133732167063.jpg 500w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/04\/10\/10133732152061.jpg 750w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/04\/10\/10133732152062.jpg 1000w,\" sizes=\"100vw\"\/><figcaption>Os cientistas usaram uma modelagem de ocupa\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica do Norte pelos dinossauros. (Fonte\/; Getty I<\/figcaption><\/figure>\n<p>Na pesquisa f\u00f3ssil, os autores analisaram a distribui\u00e7\u00e3o de quatro grupos de dinossauros: <i>Ankylosauridae, Ceratopsidae, Hadrosauridae<\/i> e <i>Tyrannosauridae<\/i> na Am\u00e9rica do Norte Eles utilizaram modelagem de ocupa\u00e7\u00e3o, uma t\u00e9cnica estat\u00edstica que divide o continente em c\u00e9lulas, e avalia a probabilidade de cada clado habitar \u00e1reas espec\u00edficas, conforme geologia, clima e geografia da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Os resultados mostraram estabilidade nos habitats dos dinossauros, sugerindo baixo risco de extin\u00e7\u00e3o. No entanto, <strong>a probabilidade de detectar f\u00f3sseis diminuiu ao longo do tempo<\/strong>, principalmente devido \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de rochas expostas e acess\u00edveis. Uma exce\u00e7\u00e3o foram os ceratops\u00eddeos (como Triceratops), mais detectados no final do per\u00edodo, provavelmente por sua prefer\u00eancia por ambientes prop\u00edcios \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o, como plan\u00edcies distantes de cursos d&#8221;\u00e1gua.<\/p>\n<p>Para o coautor Alessandro Chiarenza, da UCL, <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/403020-extincao-dos-dinossauros-e-a-evolucao-das-frutas-qual-e-a-relacao.htm\" target=\"_blank\">o decl\u00ednio aparente dos dinossauros<\/a> \u201c\u00e9 mais provavelmente resultado de uma janela de amostragem reduzida, causada por mudan\u00e7as geol\u00f3gicas nessas camadas terminais mesozoicas contendo f\u00f3sseis \u2014 impulsionadas por processos como tect\u00f4nica, eleva\u00e7\u00e3o de montanhas e recuo do n\u00edvel do mar \u2014 do que por flutua\u00e7\u00f5es genu\u00ednas na biodiversidade\u201d.<\/p>\n<h2>O sumi\u00e7o dos f\u00f3sseis no final do Cret\u00e1ceo<\/h2>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/04\/10\/10132926906040.jpg\"  alt=\"10132926906040 Se n\u00e3o fosse o asteroide, estar\u00edamos dividindo a Terra com os dinossauros?\"  srcset=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/04\/10\/10132926922041.jpg 111w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/04\/10\/10132927078042.jpg 357w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/04\/10\/10132927078043.jpg 535w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/04\/10\/10132927125044.jpg 713w,\" sizes=\"100vw\"\/><figcaption>Resumo gr\u00e1fico do novo estudo sobre a extin\u00e7\u00e3o dos dinossauros. (Fonte: Tim Bird\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>A idade dos f\u00f3sseis norte-americanos analisados os situou no andar Campaniano (83,6 a 72,1 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s) e no est\u00e1gio Maastrichtiano (72,1 a 66 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s), ambos pertencentes ao final do per\u00edodo Cret\u00e1ceo. Se considerarmos esses registros verdadeiros, diz Chiarenza, \u201cpodemos concluir que os dinossauros j\u00e1 estavam passando por um decl\u00ednio antes de sua extin\u00e7\u00e3o final\u201d.<\/p>\n<p>No entanto, <strong>n\u00e3o h\u00e1 indica\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es ambientais ou outros fatores que expliquem esse decl\u00ednio<\/strong>, com todas as fam\u00edlias de dinossauros amplamente distribu\u00eddas e com baixo risco de extin\u00e7\u00e3o. Para os autores, essa suposta queda estaria ligada a algumas condi\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas do Maastrichtiano, como o recuo do Mar Interior Ocidental (que dividia a Am\u00e9rica Norte), eliminando grandes \u00e1reas de ambiente marinho raso, ideais para a preserva\u00e7\u00e3o de f\u00f3sseis.<\/p>\n<p>Outras fontes-chave para detec\u00e7\u00e3o de f\u00f3sseis, os afloramentos de rochas do Maastrichtiano da Am\u00e9rica do Norte estavam mal expostos ou cobertos por vegeta\u00e7\u00e3o. Esse cen\u00e1rio tornou as rochas daquele per\u00edodo praticamente inacess\u00edveis aos pesquisadores. &#8220;Se n\u00e3o fosse por esse asteroide, eles [os dinossauros] ainda poderiam compartilhar este planeta com mam\u00edferos, lagartos e seus descendentes sobreviventes: os p\u00e1ssaros&#8221;, conclui Chiarenza.<\/p>\n<p>Gostou de saber que os dinossauros estavam passando bem (obrigado!) muito antes da queda do asteroide? Compartilhe o artigo com seus amigos e comente nas redes sociais o que voc\u00ea acha dessa teoria. \u00a0Voc\u00ea sabia que <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/401842-primeiros-dinossauros-podem-ter-surgido-na-amazonia-diz-estudo.htm\" target=\"_blank\">os primeiros dinossauros podem ter surgido na Amaz\u00f4nia<\/a>?<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das quest\u00f5es mais debatidas na paleontologia foi tema de uma pesquisa publicada recentemente: \u201cos dinossauros estavam condenados e j\u00e1 estavam a caminho da extin\u00e7\u00e3o antes de o asteroide atingir a Terra?\u201d, indaga o principal autor, dr. Chris Dean, paleont\u00f3logo da University College London (UCL) em um comunicado. Publicado na revista Current Biology, o novo estudo desafia a vis\u00e3o de que os dinossauros estavam em decl\u00ednio quando o asteroide de Chicxulub colidiu com a Terra h\u00e1 66 milh\u00f5es de anos. Em vez disso, os autores sugerem que o realmente ocorreu foi uma diminui\u00e7\u00e3o na qualidade ou quantidade dos f\u00f3sseis preservados daquele per\u00edodo. Para testar sua hip\u00f3tese, a equipe examinou mais de 8 mil f\u00f3sseis na Am\u00e9rica do Norte (maior reposit\u00f3rio desses registros do final do Cret\u00e1ceo) durante os 18 milh\u00f5es de anos anteriores ao impacto do asteroide. Os dados sugerem um aparente pico na diversidade de dinossauros h\u00e1 cerca de 75 milh\u00f5es de anos, seguido por um decl\u00ednio nos nove milh\u00f5es de anos finais do Cret\u00e1ceo, antes da extin\u00e7\u00e3o. Como foram investigadas as popula\u00e7\u00f5es de dinossauros? Os cientistas usaram uma modelagem de ocupa\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica do Norte pelos dinossauros. (Fonte\/; Getty I Na pesquisa f\u00f3ssil, os autores analisaram a distribui\u00e7\u00e3o de quatro grupos de dinossauros: Ankylosauridae, Ceratopsidae, Hadrosauridae e Tyrannosauridae na Am\u00e9rica do Norte Eles utilizaram modelagem de ocupa\u00e7\u00e3o, uma t\u00e9cnica estat\u00edstica que divide o continente em c\u00e9lulas, e avalia a probabilidade de cada clado habitar \u00e1reas espec\u00edficas, conforme geologia, clima e geografia da \u00e9poca. Os resultados mostraram estabilidade nos habitats dos dinossauros, sugerindo baixo risco de extin\u00e7\u00e3o. No entanto, a probabilidade de detectar f\u00f3sseis diminuiu ao longo do tempo, principalmente devido \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de rochas expostas e acess\u00edveis. Uma exce\u00e7\u00e3o foram os ceratops\u00eddeos (como Triceratops), mais detectados no final do per\u00edodo, provavelmente por sua prefer\u00eancia por ambientes prop\u00edcios \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o, como plan\u00edcies distantes de cursos d&#8221;\u00e1gua. Para o coautor Alessandro Chiarenza, da UCL, o decl\u00ednio aparente dos dinossauros \u201c\u00e9 mais provavelmente resultado de uma janela de amostragem reduzida, causada por mudan\u00e7as geol\u00f3gicas nessas camadas terminais mesozoicas contendo f\u00f3sseis \u2014 impulsionadas por processos como tect\u00f4nica, eleva\u00e7\u00e3o de montanhas e recuo do n\u00edvel do mar \u2014 do que por flutua\u00e7\u00f5es genu\u00ednas na biodiversidade\u201d. O sumi\u00e7o dos f\u00f3sseis no final do Cret\u00e1ceo Resumo gr\u00e1fico do novo estudo sobre a extin\u00e7\u00e3o dos dinossauros. (Fonte: Tim Bird\/Divulga\u00e7\u00e3o) A idade dos f\u00f3sseis norte-americanos analisados os situou no andar Campaniano (83,6 a 72,1 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s) e no est\u00e1gio Maastrichtiano (72,1 a 66 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s), ambos pertencentes ao final do per\u00edodo Cret\u00e1ceo. Se considerarmos esses registros verdadeiros, diz Chiarenza, \u201cpodemos concluir que os dinossauros j\u00e1 estavam passando por um decl\u00ednio antes de sua extin\u00e7\u00e3o final\u201d. No entanto, n\u00e3o h\u00e1 indica\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es ambientais ou outros fatores que expliquem esse decl\u00ednio, com todas as fam\u00edlias de dinossauros amplamente distribu\u00eddas e com baixo risco de extin\u00e7\u00e3o. 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