{"id":43362,"date":"2025-04-16T13:36:45","date_gmt":"2025-04-16T16:36:45","guid":{"rendered":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/04\/16\/e-guerra-huawei-ja-teria-infraestrutura-de-ia-com-mais-potencia-que-a-da-nvidia\/"},"modified":"2025-04-16T13:36:45","modified_gmt":"2025-04-16T16:36:45","slug":"e-guerra-huawei-ja-teria-infraestrutura-de-ia-com-mais-potencia-que-a-da-nvidia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/04\/16\/e-guerra-huawei-ja-teria-infraestrutura-de-ia-com-mais-potencia-que-a-da-nvidia\/","title":{"rendered":"\u00c9 guerra: Huawei j\u00e1 teria infraestrutura de IA com mais pot\u00eancia que a da Nvidia"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>A fabricante chinesa <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/huawei\">Huawei<\/a> pode ter dado mais um passo na dire\u00e7\u00e3o da independ\u00eancia tecnol\u00f3gica da China em rela\u00e7\u00e3o Estados Unidos. A novidade \u00e9 uma arquitetura de infraestrutura para intelig\u00eancia artificial (IA), capaz de hospedar servi\u00e7os inteiros que exigem um enorme processamento de dados.<\/p>\n<p>De acordo com o jornal <i>South China Morning Post<\/i>, o equipamento se chama CloudMatrix 384 Supernode e <strong>\u00e9 a grande resposta do pa\u00eds para se equiparar ou at\u00e9 superar servidores da concorrente Nvidia<\/strong>. Ele \u00e9 uma esp\u00e9cie de &#8220;<strong>superservidor<\/strong>&#8220;, que permite a utiliza\u00e7\u00e3o em conjunto de uma alta quantidade de GPUs e unidades de processamento neural, al\u00e9m de maior aplica\u00e7\u00e3o de banda e mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>Por enquanto, a Huawei <strong>est\u00e1 apenas testando internamente a nova estrutura nos laborat\u00f3rios da companhia em Wuhu<\/strong>, em parceria com a startup local SiliconFlow.<\/p>\n<p>Nos experimentos, essa tecnologia que usa apenas chips da pr\u00f3pria Huawei <strong>atingiu a marca de 300 petaflops de poder computacional<\/strong>. O NVL72 da concorrente, considerado um servi\u00e7o de elite para os padr\u00f5es atuais, chega &#8220;apenas&#8221; aos 180 petaflops. Um gr\u00e1fico de compara\u00e7\u00e3o da SemiAnalysis colocou lado a lado os chips GB200 e o chin\u00eas Ascend 910C, mostrando como o processador mesmo a n\u00edvel individual j\u00e1 \u00e9 capaz de superar a concorrente.<\/p>\n<p><img  title=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/04\/16\/16114622898306.jpg?ims=fit-in\/800x500\" width=\"800\" height=\"500\"  alt=\"800x500 \u00c9 guerra: Huawei j\u00e1 teria infraestrutura de IA com mais pot\u00eancia que a da Nvidia\" \/><\/p>\n<p>Um dos primeiros projetos pr\u00e1ticos da CloudMatrix 384 Supernode deve envolver o suporte ao <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/mercado\/401890-deepseek-nova-ia-da-china-ameaca-invencibilidade-dos-eua-no-mercado.htm\">DeepSeek-R1<\/a>, sistema avan\u00e7ado de IA de origem chinesa que virou um fen\u00f4meno na ind\u00fastria no in\u00edcio de 2025 pela economia no treinamento de modelos de linguagem.<\/p>\n<h2>O que \u00e9 a Nvidia NVL72<\/h2>\n<p>At\u00e9 o momento, a Huawei n\u00e3o se pronunciou oficialmente sobre o assunto e nem apresentou por conta pr\u00f3pria essa tecnologia. At\u00e9 por isso, n\u00e3o h\u00e1 maiores informa\u00e7\u00f5es concretas sobre a capacidade t\u00e9cnica real e outras caracter\u00edsticas do CloudMatrix 394.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o da Nvidia, por outro lado, j\u00e1 \u00e9 bem conhecida no setor. Apresentado em mar\u00e7o de 2024, o NVL72 \u00e9 chamado de &#8220;<strong>computador exascala<\/strong>&#8220;, ou seja, um equipamento capaz de expandir o desempenho de data centers de clientes da empresa a altos n\u00edveis em um \u00fanico design de forma escal\u00e1vel.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/04\/16\/16114208095299.jpg?ims=fit-in\/800x500\" width=\"800\" height=\"500\"  alt=\"800x500 \u00c9 guerra: Huawei j\u00e1 teria infraestrutura de IA com mais pot\u00eancia que a da Nvidia\" \/><figcaption>O NVL72. (Imagem: Divulga\u00e7\u00e3o\/Nvidia)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Especificamente, essa tecnologia tem <strong>36 &#8220;superchips&#8221; Grace Blackwell (GB200) interconectados<\/strong>. Na pr\u00e1tica, isso significa<strong> o fornecimento de 130 terabytes por segundo (TB\/s) de comunica\u00e7\u00f5es de GPU de baixa lat\u00eancia<\/strong>, usados para infer\u00eancia, treinamento e processamento de dados de modelos de linguagem (LLMs).<\/p>\n<p>Tanto o equipamento da Nvidia quanto o futuro modelo da Huawei podem ser usados para aprimorar o desempenho e acelerar opera\u00e7\u00f5es como o treinamento de IAs.<\/p>\n<h2>A guerra de san\u00e7\u00f5es e tarifas entre EUA e China<\/h2>\n<p>A movimenta\u00e7\u00e3o da Huawei em dire\u00e7\u00e3o ao desenvolvimento de uma nova e poderosa arquitetura de infraestrutura refor\u00e7a as a\u00e7\u00f5es da China para se distanciar cada vez mais dos Estados Unidos nos aspectos comecial e tecnol\u00f3gico.<\/p>\n<p>H\u00e1 anos, os EUA aplicam san\u00e7\u00f5es comerciais contra o pa\u00eds asi\u00e1tico, que incluem a proibi\u00e7\u00e3o de negocia\u00e7\u00e3o de companhias norte-americanas com empreendimentos chineses. Na pr\u00e1tica, isso significou tamb\u00e9m <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/mercado\/282828-estados-unidos-proibem-qualcomm-intel-vender-chips-huawei.htm\">um menor fluxo de GPUs da Nvidia e chips de marcas como a Qualcomm<\/a> para a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Como resposta, a China passou a fortalecer o pr\u00f3prio ecossistema de desenvolvimento de componentes. Al\u00e9m do caso da Huawei, que <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/mercado\/290214-bytedance-planejando-usar-chips-huawei-novo-modelo-ia.htm\">\u00e9 a mais avan\u00e7ada nesse ideal a n\u00edvel nacional<\/a>, a tamb\u00e9m chinesa Xiaomi \u00e9 outra companhia que <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/celular\/403990-xiaomi-abre-divisao-para-fabricar-os-proprios-chips-de-celular-no-futuro.htm\">est\u00e1 investindo em uma divis\u00e3o de chips<\/a> para fabricar os pr\u00f3prios processadores.<\/p>\n<p>At\u00e9 mesmo as dificuldades geram resultados mais satisfat\u00f3rios: o DeepSeek, por exemplo, s\u00f3 atingiu n\u00edveis de economia t\u00e3o altos <strong>porque a pr\u00f3pria estrutura da companhia dependia de GPUs antigas da Nvidia ao lado de modelos chineses<\/strong>.\u00a0<\/p>\n<p>J\u00e1 as tarifas recentes impostas entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping nas \u00faltimas semanas distancia ainda mais os dois pa\u00edses, que devem passar a negociar cada vez menos componentes b\u00e1sicos, produtos e servi\u00e7os.<\/p>\n<p><iframe title=\"Guerra das tarifas EUA x mundo: o que vai acontecer com os pre\u00e7os de tecnologia no Brasil?\" width=\"960\" height=\"540\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GqfP0WpJaHM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Ser\u00e1 que o \u201ctarifa\u00e7o\u201d de Donald Trump pode encarecer tamb\u00e9m os produtos vendidos no Brasil? <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/mercado\/403815-tarifaco-de-trump-pode-encarecer-produtos-de-tecnologia-no-brasil-entenda.htm\">Confira essa reportagem especial do TecMundo<\/a> que explica tudo para voc\u00ea!<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A fabricante chinesa Huawei pode ter dado mais um passo na dire\u00e7\u00e3o da independ\u00eancia tecnol\u00f3gica da China em rela\u00e7\u00e3o Estados Unidos. A novidade \u00e9 uma arquitetura de infraestrutura para intelig\u00eancia artificial (IA), capaz de hospedar servi\u00e7os inteiros que exigem um enorme processamento de dados. De acordo com o jornal South China Morning Post, o equipamento se chama CloudMatrix 384 Supernode e \u00e9 a grande resposta do pa\u00eds para se equiparar ou at\u00e9 superar servidores da concorrente Nvidia. Ele \u00e9 uma esp\u00e9cie de &#8220;superservidor&#8220;, que permite a utiliza\u00e7\u00e3o em conjunto de uma alta quantidade de GPUs e unidades de processamento neural, al\u00e9m de maior aplica\u00e7\u00e3o de banda e mem\u00f3ria. Por enquanto, a Huawei est\u00e1 apenas testando internamente a nova estrutura nos laborat\u00f3rios da companhia em Wuhu, em parceria com a startup local SiliconFlow. Nos experimentos, essa tecnologia que usa apenas chips da pr\u00f3pria Huawei atingiu a marca de 300 petaflops de poder computacional. O NVL72 da concorrente, considerado um servi\u00e7o de elite para os padr\u00f5es atuais, chega &#8220;apenas&#8221; aos 180 petaflops. Um gr\u00e1fico de compara\u00e7\u00e3o da SemiAnalysis colocou lado a lado os chips GB200 e o chin\u00eas Ascend 910C, mostrando como o processador mesmo a n\u00edvel individual j\u00e1 \u00e9 capaz de superar a concorrente. Um dos primeiros projetos pr\u00e1ticos da CloudMatrix 384 Supernode deve envolver o suporte ao DeepSeek-R1, sistema avan\u00e7ado de IA de origem chinesa que virou um fen\u00f4meno na ind\u00fastria no in\u00edcio de 2025 pela economia no treinamento de modelos de linguagem. O que \u00e9 a Nvidia NVL72 At\u00e9 o momento, a Huawei n\u00e3o se pronunciou oficialmente sobre o assunto e nem apresentou por conta pr\u00f3pria essa tecnologia. At\u00e9 por isso, n\u00e3o h\u00e1 maiores informa\u00e7\u00f5es concretas sobre a capacidade t\u00e9cnica real e outras caracter\u00edsticas do CloudMatrix 394. A solu\u00e7\u00e3o da Nvidia, por outro lado, j\u00e1 \u00e9 bem conhecida no setor. Apresentado em mar\u00e7o de 2024, o NVL72 \u00e9 chamado de &#8220;computador exascala&#8220;, ou seja, um equipamento capaz de expandir o desempenho de data centers de clientes da empresa a altos n\u00edveis em um \u00fanico design de forma escal\u00e1vel. O NVL72. (Imagem: Divulga\u00e7\u00e3o\/Nvidia) Especificamente, essa tecnologia tem 36 &#8220;superchips&#8221; Grace Blackwell (GB200) interconectados. Na pr\u00e1tica, isso significa o fornecimento de 130 terabytes por segundo (TB\/s) de comunica\u00e7\u00f5es de GPU de baixa lat\u00eancia, usados para infer\u00eancia, treinamento e processamento de dados de modelos de linguagem (LLMs). Tanto o equipamento da Nvidia quanto o futuro modelo da Huawei podem ser usados para aprimorar o desempenho e acelerar opera\u00e7\u00f5es como o treinamento de IAs. A guerra de san\u00e7\u00f5es e tarifas entre EUA e China A movimenta\u00e7\u00e3o da Huawei em dire\u00e7\u00e3o ao desenvolvimento de uma nova e poderosa arquitetura de infraestrutura refor\u00e7a as a\u00e7\u00f5es da China para se distanciar cada vez mais dos Estados Unidos nos aspectos comecial e tecnol\u00f3gico. H\u00e1 anos, os EUA aplicam san\u00e7\u00f5es comerciais contra o pa\u00eds asi\u00e1tico, que incluem a proibi\u00e7\u00e3o de negocia\u00e7\u00e3o de companhias norte-americanas com empreendimentos chineses. Na pr\u00e1tica, isso significou tamb\u00e9m um menor fluxo de GPUs da Nvidia e chips de marcas como a Qualcomm para a regi\u00e3o. Como resposta, a China passou a fortalecer o pr\u00f3prio ecossistema de desenvolvimento de componentes. Al\u00e9m do caso da Huawei, que \u00e9 a mais avan\u00e7ada nesse ideal a n\u00edvel nacional, a tamb\u00e9m chinesa Xiaomi \u00e9 outra companhia que est\u00e1 investindo em uma divis\u00e3o de chips para fabricar os pr\u00f3prios processadores. At\u00e9 mesmo as dificuldades geram resultados mais satisfat\u00f3rios: o DeepSeek, por exemplo, s\u00f3 atingiu n\u00edveis de economia t\u00e3o altos porque a pr\u00f3pria estrutura da companhia dependia de GPUs antigas da Nvidia ao lado de modelos chineses.\u00a0 J\u00e1 as tarifas recentes impostas entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping nas \u00faltimas semanas distancia ainda mais os dois pa\u00edses, que devem passar a negociar cada vez menos componentes b\u00e1sicos, produtos e servi\u00e7os. Ser\u00e1 que o \u201ctarifa\u00e7o\u201d de Donald Trump pode encarecer tamb\u00e9m os produtos vendidos no Brasil? Confira essa reportagem especial do TecMundo que explica tudo para voc\u00ea!<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":43363,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[37],"tags":[],"class_list":["post-43362","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-tecnologia"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43362","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43362"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43362\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43363"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43362"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43362"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43362"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}