{"id":43838,"date":"2025-04-21T08:19:05","date_gmt":"2025-04-21T11:19:05","guid":{"rendered":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/04\/21\/como-tardigrados-podem-ajudar-humanos-a-sobreviver-no-espaco\/"},"modified":"2025-04-21T08:19:05","modified_gmt":"2025-04-21T11:19:05","slug":"como-tardigrados-podem-ajudar-humanos-a-sobreviver-no-espaco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/04\/21\/como-tardigrados-podem-ajudar-humanos-a-sobreviver-no-espaco\/","title":{"rendered":"Como tard\u00edgrados podem ajudar humanos a sobreviver no espa\u00e7o?"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>O tard\u00edgrado \u00e9 <strong>um animal microsc\u00f3pico conhecido por sua incr\u00edvel resist\u00eancia a ambientes extremos.<\/strong> Tamb\u00e9m chamado de \u201curso-d\u2019\u00e1gua\u201d, ele foi o primeiro ser vivo a sobreviver no espa\u00e7o sem aux\u00edlio de instrumentos, com temperaturas extremas e radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica. E<strong> talvez eles tamb\u00e9m ajudem na sobreviv\u00eancia dos humanos no espa\u00e7o.<\/strong><\/p>\n<p>Durante a Confer\u00eancia de Ci\u00eancia Lunar e Planet\u00e1ria de 2025, realizada de 10 a 14 de mar\u00e7o nos Estados Unidos, um grupo de pesquisadores apresentou um estudo que investiga como os tard\u00edgrados podem contribuir para a sobreviv\u00eancia humana no espa\u00e7o. Afinal, <strong>esses micro-organismos suportam temperaturas extremas, de -271\u00a0\u00b0C a 150\u00a0\u00b0C, e n\u00edveis de press\u00f5es que seriam letais para o corpo humano.<\/strong><\/p>\n<p>A partir do estudo, <strong>os cientistas analisaram as estrat\u00e9gias de sobreviv\u00eancia dos tard\u00edgrados por meio de simula\u00e7\u00f5es da din\u00e2mica molecular de uma prote\u00edna chamada Dsup. <\/strong>Segundo os pesquisadores, os resultados mostram que essa prote\u00edna atua como uma barreira f\u00edsica, ajudando a minimizar os danos causados pela radia\u00e7\u00e3o ao DNA.<\/p>\n<p>A pesquisa foi realizada pela brasileira Isadora Arantes, embaixadora da NASA e candidata a astronauta, em parceria com o professor Geancarlo Zanatta, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p><span><iframe title=\"Meet the tardigrade, the toughest animal on Earth - Thomas Boothby\" width=\"960\" height=\"540\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/IxndOd3kmSs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/span><\/p>\n<p><strong>Os resultados do estudo podem contribuir para \u00e1reas como a astrobiologia e a biotecnologia<\/strong>, com o objetivo de aumentar a resili\u00eancia dos seres humanos em ambientes extremos.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m da Dsup, a pesquisa investiga outras adapta\u00e7\u00f5es moleculares cruciais para a sobreviv\u00eancia em condi\u00e7\u00f5es extremas. Por exemplo, as prote\u00ednas de choque t\u00e9rmico (HSPs) s\u00e3o analisadas por sua fun\u00e7\u00e3o na manuten\u00e7\u00e3o da estabilidade das prote\u00ednas durante o estresse t\u00e9rmico, enquanto as enzimas antioxidantes s\u00e3o estudadas por seu papel na mitiga\u00e7\u00e3o dos danos oxidativos causados por esses ambientes hostis\u201d, o estudo descreve.<\/p>\n<h2>Tard\u00edgrados e humanos no espa\u00e7o<\/h2>\n<p><strong>A prote\u00edna Dsup ajuda a prevenir muta\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas nos tard\u00edgrados, pois minimiza a radia\u00e7\u00e3o e reduz seus efeitos nocivos sobre o DNA.<\/strong> O estudo tamb\u00e9m analisou as prote\u00ednas HSPs, que mant\u00eam a estabilidade das prote\u00ednas sob estresse t\u00e9rmico, e enzimas antioxidantes, respons\u00e1veis por minimizar os danos causados por alta press\u00e3o e outros fatores extremos.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/04\/17\/17090304730006.jpg\"  alt=\"17090304730006 Como tard\u00edgrados podem ajudar humanos a sobreviver no espa\u00e7o?\"  srcset=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/04\/17\/17090304261001.jpg 245w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/04\/17\/17090304261000.jpg 500w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/04\/17\/17090304745009.jpg 750w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/04\/17\/17090304651004.jpg 1000w,\" sizes=\"100vw\"\/><figcaption>A imagem apresenta uma captura microsc\u00f3pica de um tard\u00edgrado. (Fonte: Getty Images)<\/figcaption><\/figure>\n<p>A ideia do estudo \u00e9 que, no futuro, outros cientistas utilizem essas informa\u00e7\u00f5es para entender como <strong>aumentar a resist\u00eancia dos astronautas \u00e0 radia\u00e7\u00e3o, ao clima extremo do espa\u00e7o e a outras adversidades que afetam a sa\u00fade humana em ambientes espaciais.<\/strong><\/p>\n<p>No futuro, os pesquisadores pretendem desenvolver modelos computacionais e realizar novos experimentos para compreender melhor os mecanismos de sobreviv\u00eancia de animais extrem\u00f3filos.<\/p>\n<p>\u201cEste trabalho destaca a import\u00e2ncia dos tard\u00edgrados como modelo biol\u00f3gico, n\u00e3o apenas para ampliar nosso conhecimento sobre os limites da vida na Terra, mas tamb\u00e9m por suas implica\u00e7\u00f5es na biotecnologia e na busca por vida no universo\u201d, o estudo descreve.<\/p>\n<p>A resist\u00eancia dos tard\u00edgrados a condi\u00e7\u00f5es extremas est\u00e1 ajudando a ci\u00eancia a repensar os limites dos humanos fora da Terra. Quer saber mais? <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/273397-vida-espaco.htm\" target=\"_blank\">Entenda como a vida no espa\u00e7o pode estar mais perto do que nunca<\/a>. At\u00e9 a pr\u00f3xima!<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O tard\u00edgrado \u00e9 um animal microsc\u00f3pico conhecido por sua incr\u00edvel resist\u00eancia a ambientes extremos. Tamb\u00e9m chamado de \u201curso-d\u2019\u00e1gua\u201d, ele foi o primeiro ser vivo a sobreviver no espa\u00e7o sem aux\u00edlio de instrumentos, com temperaturas extremas e radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica. E talvez eles tamb\u00e9m ajudem na sobreviv\u00eancia dos humanos no espa\u00e7o. Durante a Confer\u00eancia de Ci\u00eancia Lunar e Planet\u00e1ria de 2025, realizada de 10 a 14 de mar\u00e7o nos Estados Unidos, um grupo de pesquisadores apresentou um estudo que investiga como os tard\u00edgrados podem contribuir para a sobreviv\u00eancia humana no espa\u00e7o. Afinal, esses micro-organismos suportam temperaturas extremas, de -271\u00a0\u00b0C a 150\u00a0\u00b0C, e n\u00edveis de press\u00f5es que seriam letais para o corpo humano. A partir do estudo, os cientistas analisaram as estrat\u00e9gias de sobreviv\u00eancia dos tard\u00edgrados por meio de simula\u00e7\u00f5es da din\u00e2mica molecular de uma prote\u00edna chamada Dsup. Segundo os pesquisadores, os resultados mostram que essa prote\u00edna atua como uma barreira f\u00edsica, ajudando a minimizar os danos causados pela radia\u00e7\u00e3o ao DNA. A pesquisa foi realizada pela brasileira Isadora Arantes, embaixadora da NASA e candidata a astronauta, em parceria com o professor Geancarlo Zanatta, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Os resultados do estudo podem contribuir para \u00e1reas como a astrobiologia e a biotecnologia, com o objetivo de aumentar a resili\u00eancia dos seres humanos em ambientes extremos. \u201cAl\u00e9m da Dsup, a pesquisa investiga outras adapta\u00e7\u00f5es moleculares cruciais para a sobreviv\u00eancia em condi\u00e7\u00f5es extremas. Por exemplo, as prote\u00ednas de choque t\u00e9rmico (HSPs) s\u00e3o analisadas por sua fun\u00e7\u00e3o na manuten\u00e7\u00e3o da estabilidade das prote\u00ednas durante o estresse t\u00e9rmico, enquanto as enzimas antioxidantes s\u00e3o estudadas por seu papel na mitiga\u00e7\u00e3o dos danos oxidativos causados por esses ambientes hostis\u201d, o estudo descreve. Tard\u00edgrados e humanos no espa\u00e7o A prote\u00edna Dsup ajuda a prevenir muta\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas nos tard\u00edgrados, pois minimiza a radia\u00e7\u00e3o e reduz seus efeitos nocivos sobre o DNA. O estudo tamb\u00e9m analisou as prote\u00ednas HSPs, que mant\u00eam a estabilidade das prote\u00ednas sob estresse t\u00e9rmico, e enzimas antioxidantes, respons\u00e1veis por minimizar os danos causados por alta press\u00e3o e outros fatores extremos. A imagem apresenta uma captura microsc\u00f3pica de um tard\u00edgrado. (Fonte: Getty Images) A ideia do estudo \u00e9 que, no futuro, outros cientistas utilizem essas informa\u00e7\u00f5es para entender como aumentar a resist\u00eancia dos astronautas \u00e0 radia\u00e7\u00e3o, ao clima extremo do espa\u00e7o e a outras adversidades que afetam a sa\u00fade humana em ambientes espaciais. No futuro, os pesquisadores pretendem desenvolver modelos computacionais e realizar novos experimentos para compreender melhor os mecanismos de sobreviv\u00eancia de animais extrem\u00f3filos. \u201cEste trabalho destaca a import\u00e2ncia dos tard\u00edgrados como modelo biol\u00f3gico, n\u00e3o apenas para ampliar nosso conhecimento sobre os limites da vida na Terra, mas tamb\u00e9m por suas implica\u00e7\u00f5es na biotecnologia e na busca por vida no universo\u201d, o estudo descreve. A resist\u00eancia dos tard\u00edgrados a condi\u00e7\u00f5es extremas est\u00e1 ajudando a ci\u00eancia a repensar os limites dos humanos fora da Terra. Quer saber mais? Entenda como a vida no espa\u00e7o pode estar mais perto do que nunca. 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