{"id":44220,"date":"2025-04-23T16:02:46","date_gmt":"2025-04-23T19:02:46","guid":{"rendered":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/04\/23\/cor-jamais-vista-pelo-olho-humano-e-mostrada-a-5-pessoas-em-laboratorio\/"},"modified":"2025-04-23T16:02:46","modified_gmt":"2025-04-23T19:02:46","slug":"cor-jamais-vista-pelo-olho-humano-e-mostrada-a-5-pessoas-em-laboratorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/04\/23\/cor-jamais-vista-pelo-olho-humano-e-mostrada-a-5-pessoas-em-laboratorio\/","title":{"rendered":"Cor jamais vista pelo olho humano \u00e9 mostrada a 5 pessoas em laborat\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Considerada por especialistas como uma fa\u00e7anha tecnol\u00f3gica jamais vista (literalmente), uma equipe de cientistas da Universidade da Calif\u00f3rnia afirma ter tornado vis\u00edvel uma cor in\u00e9dita, por meio de modifica\u00e7\u00f5es nos fotorreceptores humanos. No experimento, cinco participantes receberam disparos de laser em seus olhos, e testemunharam uma cor azul-esverdeada chamada pelos autores do estudo de \u201colo\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>Em uma entrevista recente ao programa \u201cToday\u201d da <i>BBC Radio 4,<\/i> o l\u00edder da equipe e coautor, Ren Ng, que foi um dos cinco participantes da experi\u00eancia, afirmou que o \u201colo\u201d era &#8220;mais saturado que qualquer cor que voc\u00ea pode ver no mundo real&#8221;. A percep\u00e7\u00e3o foi obtida <strong>ap\u00f3s um pulso de laser disparado na pupila de um olho de cada participante<\/strong>.<\/p>\n<p>&#8220;Digamos que voc\u00ea d\u00ea uma volta a vida inteira e veja apenas rosa, rosa beb\u00ea, um rosa pastel&#8221;, disse ele aos ouvintes da emissora. &#8220;E ent\u00e3o um dia voc\u00ea vai ao escrit\u00f3rio, e algu\u00e9m est\u00e1 vestindo uma camisa, e \u00e9 o rosa beb\u00ea mais intenso que voc\u00ea j\u00e1 viu, e eles dizem que \u00e9 uma nova cor, e n\u00f3s a chamamos de vermelho&#8221;, explicou.<\/p>\n<h2>Produzindo a experi\u00eancia de uma nova cor<\/h2>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/04\/23\/23115303818276.jpg?ims=fit-in\/800x500\" width=\"800\" height=\"500\"  alt=\"800x500 Cor jamais vista pelo olho humano \u00e9 mostrada a 5 pessoas em laborat\u00f3rio\" \/><figcaption>Vis\u00e3o geral do princ\u00edpio e do prot\u00f3tipo do sistema. (Fonte: James Fonge et al., ScienceAdvances, 2025\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Publicado na revista <i>ScienceAdvances<\/i>, o estudo apresenta um princ\u00edpio chamado Oz, \u201cpara a exibi\u00e7\u00e3o de imagens coloridas: controlar diretamente a atividade fotorreceptora do olho humano por meio da entrega de luz c\u00e9lula a c\u00e9lula\u201d. Trata-se de um dispositivo com espelhos, lasers e dispositivos \u00f3pticos, projetado por alguns dos autores, e atualizados para este estudo.<\/p>\n<p>Palco biol\u00f3gico da experi\u00eancia, a retina \u00e9 a camada sens\u00edvel localizada na parte posterior do olho, <a href=\"https:\/\/www.megacurioso.com.br\/ciencia\/128859-sensibilidade-as-cores-diminui-conforme-envelhecemos-diz-estudo.htm\" target=\"_blank\">que converte a luz em sinais el\u00e9tricos transmitidos ao c\u00e9rebro pelo nervo \u00f3ptico, para possibilitar a vis\u00e3o<\/a>. Nessa estrutura, h\u00e1 tr\u00eas tipos de c\u00e9lulas cone, cada uma sens\u00edvel a comprimentos de onda espec\u00edficos: S (azul), L (vermelho) e M (verde).<\/p>\n<p>Na experi\u00eancia da cor \u201colo\u201d, os pesquisadores usaram laser para estimular os cones M, fen\u00f4meno imposs\u00edvel na vis\u00e3o natural, na qual a estimula\u00e7\u00e3o de um cone sempre afeta os outros devido \u00e0 sobreposi\u00e7\u00e3o funcional. Produzido artificialmente, o est\u00edmulo mandou ao c\u00e9rebro um sinal in\u00e9dito de cor, com percep\u00e7\u00e3o registrada pelos participantes em um mostrador colorido, <strong>para atestar a coincid\u00eancia com a nova cor.<\/strong><\/p>\n<h2>Contesta\u00e7\u00f5es e aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas da produ\u00e7\u00e3o de cores na retina<\/h2>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/04\/23\/23120417090291.jpg?ims=fit-in\/800x500\" width=\"800\" height=\"500\"  alt=\"800x500 Cor jamais vista pelo olho humano \u00e9 mostrada a 5 pessoas em laborat\u00f3rio\" \/><figcaption>A nova pesquisa poderia beneficiar pessoas dalt\u00f4nicas. (Fonte: Getty Images\/Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Como acontece com todas as experi\u00eancias revolucion\u00e1rias, esta tamb\u00e9m produziu alguns \u201coloc\u00e9ticos\u201d, como o cientista da vis\u00e3o John Barbur, da City St George\u2019s, University of London. Para o especialista, a propagada nova cor n\u00e3o passa de \u201cum verde mais saturado que s\u00f3 pode ser produzido em um sujeito com mecanismo crom\u00e1tico vermelho-verde normal quando a \u00fanica entrada vem dos cones M\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>Ele argumenta que se, por exemplo, os gl\u00f3bulos do cone vermelho (L) fossem estimulados, as pessoas &#8220;perceberiam um vermelho profundo&#8221;. Em vez de nova cor, a percep\u00e7\u00e3o do &#8220;olo&#8221; segue os mesmos princ\u00edpios neurol\u00f3gicos b\u00e1sicos de como percebemos outras cores, ou seja, <strong>\u00e9 s\u00f3 um padr\u00e3o de ativa\u00e7\u00e3o dos fotorreceptores que nosso c\u00e9rebro nunca experimentou antes,<\/strong> de forma natural.<\/p>\n<p>Em defesa do \u201colo\u201d, o professor Ng admite, a princ\u00edpio, que a nova cor \u00e9 &#8220;certamente muito dif\u00edcil tecnicamente&#8221; de ver, pois demanda equipamento especializado. Mas ele tamb\u00e9m aponta uma poss\u00edvel aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica desta pesquisa: a tecnologia e os princ\u00edpios descobertos poderiam potencialmente beneficiar pessoas dalt\u00f4nicas, criando novas formas de corrigir ou compensar defici\u00eancias na vis\u00e3o de cores.<\/p>\n<p>O que voc\u00ea acha do \u201colo\u201d? \u00c9 realmente uma nova cor ou uma percep\u00e7\u00e3o customizada para algumas pessoas? Comente o assunto nas redes sociais, e aproveite para compartilhar a mat\u00e9ria com amigos e seguidores. E, por falar em cor, <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/mito-ou-verdade\/20349-mito-ou-verdade-o-sol-e-amarelo-.htm\" target=\"_blank\">\u00e9 verdade que o Sol \u00e9 amarelo?<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Considerada por especialistas como uma fa\u00e7anha tecnol\u00f3gica jamais vista (literalmente), uma equipe de cientistas da Universidade da Calif\u00f3rnia afirma ter tornado vis\u00edvel uma cor in\u00e9dita, por meio de modifica\u00e7\u00f5es nos fotorreceptores humanos. No experimento, cinco participantes receberam disparos de laser em seus olhos, e testemunharam uma cor azul-esverdeada chamada pelos autores do estudo de \u201colo\u201d.\u00a0 Em uma entrevista recente ao programa \u201cToday\u201d da BBC Radio 4, o l\u00edder da equipe e coautor, Ren Ng, que foi um dos cinco participantes da experi\u00eancia, afirmou que o \u201colo\u201d era &#8220;mais saturado que qualquer cor que voc\u00ea pode ver no mundo real&#8221;. A percep\u00e7\u00e3o foi obtida ap\u00f3s um pulso de laser disparado na pupila de um olho de cada participante. &#8220;Digamos que voc\u00ea d\u00ea uma volta a vida inteira e veja apenas rosa, rosa beb\u00ea, um rosa pastel&#8221;, disse ele aos ouvintes da emissora. &#8220;E ent\u00e3o um dia voc\u00ea vai ao escrit\u00f3rio, e algu\u00e9m est\u00e1 vestindo uma camisa, e \u00e9 o rosa beb\u00ea mais intenso que voc\u00ea j\u00e1 viu, e eles dizem que \u00e9 uma nova cor, e n\u00f3s a chamamos de vermelho&#8221;, explicou. Produzindo a experi\u00eancia de uma nova cor Vis\u00e3o geral do princ\u00edpio e do prot\u00f3tipo do sistema. (Fonte: James Fonge et al., ScienceAdvances, 2025\/Divulga\u00e7\u00e3o) Publicado na revista ScienceAdvances, o estudo apresenta um princ\u00edpio chamado Oz, \u201cpara a exibi\u00e7\u00e3o de imagens coloridas: controlar diretamente a atividade fotorreceptora do olho humano por meio da entrega de luz c\u00e9lula a c\u00e9lula\u201d. Trata-se de um dispositivo com espelhos, lasers e dispositivos \u00f3pticos, projetado por alguns dos autores, e atualizados para este estudo. Palco biol\u00f3gico da experi\u00eancia, a retina \u00e9 a camada sens\u00edvel localizada na parte posterior do olho, que converte a luz em sinais el\u00e9tricos transmitidos ao c\u00e9rebro pelo nervo \u00f3ptico, para possibilitar a vis\u00e3o. Nessa estrutura, h\u00e1 tr\u00eas tipos de c\u00e9lulas cone, cada uma sens\u00edvel a comprimentos de onda espec\u00edficos: S (azul), L (vermelho) e M (verde). Na experi\u00eancia da cor \u201colo\u201d, os pesquisadores usaram laser para estimular os cones M, fen\u00f4meno imposs\u00edvel na vis\u00e3o natural, na qual a estimula\u00e7\u00e3o de um cone sempre afeta os outros devido \u00e0 sobreposi\u00e7\u00e3o funcional. Produzido artificialmente, o est\u00edmulo mandou ao c\u00e9rebro um sinal in\u00e9dito de cor, com percep\u00e7\u00e3o registrada pelos participantes em um mostrador colorido, para atestar a coincid\u00eancia com a nova cor. Contesta\u00e7\u00f5es e aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas da produ\u00e7\u00e3o de cores na retina A nova pesquisa poderia beneficiar pessoas dalt\u00f4nicas. (Fonte: Getty Images\/Reprodu\u00e7\u00e3o) Como acontece com todas as experi\u00eancias revolucion\u00e1rias, esta tamb\u00e9m produziu alguns \u201coloc\u00e9ticos\u201d, como o cientista da vis\u00e3o John Barbur, da City St George\u2019s, University of London. Para o especialista, a propagada nova cor n\u00e3o passa de \u201cum verde mais saturado que s\u00f3 pode ser produzido em um sujeito com mecanismo crom\u00e1tico vermelho-verde normal quando a \u00fanica entrada vem dos cones M\u201d.\u00a0 Ele argumenta que se, por exemplo, os gl\u00f3bulos do cone vermelho (L) fossem estimulados, as pessoas &#8220;perceberiam um vermelho profundo&#8221;. Em vez de nova cor, a percep\u00e7\u00e3o do &#8220;olo&#8221; segue os mesmos princ\u00edpios neurol\u00f3gicos b\u00e1sicos de como percebemos outras cores, ou seja, \u00e9 s\u00f3 um padr\u00e3o de ativa\u00e7\u00e3o dos fotorreceptores que nosso c\u00e9rebro nunca experimentou antes, de forma natural. 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