{"id":44913,"date":"2025-04-28T19:31:45","date_gmt":"2025-04-28T22:31:45","guid":{"rendered":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/04\/28\/sirius-acelerador-de-particulas-brasileiro-sera-usado-para-analisar-rochas-do-pre-sal\/"},"modified":"2025-04-28T19:31:45","modified_gmt":"2025-04-28T22:31:45","slug":"sirius-acelerador-de-particulas-brasileiro-sera-usado-para-analisar-rochas-do-pre-sal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/04\/28\/sirius-acelerador-de-particulas-brasileiro-sera-usado-para-analisar-rochas-do-pre-sal\/","title":{"rendered":"Sirius: acelerador de part\u00edculas brasileiro ser\u00e1 usado para analisar rochas do pr\u00e9-sal"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>O acelerador Sirius vai auxiliar pesquisadores na an\u00e1lise de rochas do pr\u00e9-sal, contribuindo para <strong>otimizar o processo de gera\u00e7\u00e3o de imagens 3D das amostras extra\u00eddas do fundo do mar<\/strong>. Detalhes da parceria entre a Petrobras e o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) foram revelados na \u00faltima semana.<\/p>\n<p>Segundo a organiza\u00e7\u00e3o vinculada ao Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (MCTI), a utiliza\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/274924-boson-higgs-saiba-tudo-particula-deus.htm\">acelerador de part\u00edculas<\/a> permitir\u00e1 uma s\u00e9rie de avan\u00e7os na explora\u00e7\u00e3o das pesquisas em \u00f3leo e g\u00e1s. Para tanto, foi desenvolvida uma microesta\u00e7\u00e3o na linha Mogno, uma linha de luz de micro e nano imagem.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/04\/28\/28164815217003.jpg\"  alt=\"28164815217003 Sirius: acelerador de part\u00edculas brasileiro ser\u00e1 usado para analisar rochas do pr\u00e9-sal\"  srcset=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/04\/28\/28164815420005.jpg 234w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/04\/28\/28164815295004.jpg 500w,\" sizes=\"100vw\"\/><figcaption>Equipe de trabalho na microesta\u00e7\u00e3o. (Imagem: CNPEM\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Usando t\u00e9cnicas avan\u00e7adas de tomografia, a iniciativa vai criar imagens tridimensionais para investigar as estruturas internas de diferentes materiais de forma n\u00e3o invasiva, em variadas escalas, com zoom cont\u00ednuo e possibilidade de alcan\u00e7ar a resolu\u00e7\u00e3o de 200 nan\u00f4metros. Al\u00e9m disso, o projeto diminuir\u00e1 o tempo de an\u00e1lise do material.<\/p>\n<p>Conjunto de rochas carbon\u00e1ticas que se formaram h\u00e1 mais de 100 milh\u00f5es de anos, as <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/402692-brasil-aceita-convite-e-vai-fazer-parte-do-grupo-de-aliados-da-opep-confirma-ministro.htm\">reservas petrol\u00edferas<\/a> do pr\u00e9-sal se localizam abaixo de uma camada de rocha salina no fundo do mar, em grande profundidade. As amostras recolhidas de l\u00e1 tamb\u00e9m poder\u00e3o ser submetidas a diferentes condi\u00e7\u00f5es t\u00e9rmicas, mec\u00e2nicas e qu\u00edmicas para verifica\u00e7\u00e3o em tempo real das altera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h2>Conhecendo melhor os reservat\u00f3rios de petr\u00f3leo<\/h2>\n<p>A partir da instala\u00e7\u00e3o da microesta\u00e7\u00e3o na linha de luz Mogno, o projeto ser\u00e1 capaz de receber at\u00e9 88 amostras por vez, trocando-as automaticamente enquanto a micromotomografia 3D \u00e9 realizada. Usando a tecnologia, a Petrobras quer <strong>criar um banco de dados digital de rochas<\/strong>, aumentando o conhecimento sobre os reservat\u00f3rios petrol\u00edferos.<\/p>\n<p>Esse conjunto de informa\u00e7\u00f5es ser\u00e1 associado a algoritmos, com a <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/150807-profundezas-terra-mapeadas-ajuda-da-ia.htm?f\">intelig\u00eancia artificial<\/a> contribuindo para identificar as estruturas geol\u00f3gicas e simular o processo de recupera\u00e7\u00e3o do \u00f3leo no interior das rochas. Al\u00e9m disso, os pesquisadores poder\u00e3o fazer simula\u00e7\u00f5es para prever a din\u00e2mica de explora\u00e7\u00e3o dos reservat\u00f3rios e fornecer os dados para outros experimentos.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/04\/28\/28164700694001.jpg\"  alt=\"28164700694001 Sirius: acelerador de part\u00edculas brasileiro ser\u00e1 usado para analisar rochas do pr\u00e9-sal\"  srcset=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/04\/28\/28164701085002.jpg 245w,https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/04\/28\/28164700678000.jpg 500w,\" sizes=\"100vw\"\/><figcaption>O projeto j\u00e1 realizou as primeiras experi\u00eancias. (Imagem: CNPEM\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Segundo o CNPEM, as primeiras medi\u00e7\u00f5es na linha Mogno ocorreram em novembro de 2024, envolvendo o uso de amostras de po\u00e7os do pr\u00e9-sal. Desde ent\u00e3o, a equipe trabalha no p\u00f3s-processamento dos dados, que formar\u00e3o as imagens tridimensionais das rochas.<\/p>\n<p>No momento, a microesta\u00e7\u00e3o funciona na modalidade de \u201ccomissionamento cient\u00edfico\u201d. Projetos de pesquisa interessados em utilizar a novidade dever\u00e3o se inscrever na pr\u00f3xima chamada de propostas para usar o Sirius, ainda este ano, com a iniciativa sendo liberada para a comunidade cient\u00edfica a partir de 2026.<\/p>\n<h2>O que \u00e9 o acelerador Sirius?<\/h2>\n<p>Instalado em Campinas (SP), o Sirius \u00e9 um acelerador de part\u00edculas capaz de produzir um tipo especial de luz, chamado s\u00edncroton, utilizada para investigar a composi\u00e7\u00e3o e a estrutura da mat\u00e9ria em suas variadas formas. O equipamento foi <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/134648-conheca-sirius-o-novo-acelerador-particulas-brasileiro.htm\">inaugurado em 2018<\/a> ao custo de R$ 1,8 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>Diferente do <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/241375-fisica-quantica-acelerador-particulas-poderoso-mundo-religado.htm\">Grande Colisor de H\u00e1drons (LHC)<\/a> que fica na Su\u00ed\u00e7a e objetiva investigar o n\u00facleo dos \u00e1tomos, <strong>o acelerador de part\u00edculas brasileiro acelera el\u00e9trons pr\u00f3ximo \u00e0 velocidade da luz com o processo levando \u00e0 luz s\u00edncroton<\/strong>. Ao us\u00e1-la, os pesquisadores podem realizar an\u00e1lises baseadas no amplo espectro de radia\u00e7\u00f5es que a comp\u00f5em e no seu alto brilho para investiga\u00e7\u00f5es em escala nanom\u00e9trica.<\/p>\n<p>Com capacidade para atender milhares de pesquisas anualmente, o Sirius contribui para o desenvolvimento de novos medicamentos e tratamentos, fontes renov\u00e1veis de energia, novos fertilizantes e solu\u00e7\u00f5es inovadoras para a agricultura, entre outros projetos.<\/p>\n<p>Curtiu o conte\u00fado? Continue no <strong>TecMundo<\/strong> para mais atualiza\u00e7\u00f5es sobre ci\u00eancia e tecnologia e n\u00e3o se esque\u00e7a de compartilhar as not\u00edcias nas redes sociais.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O acelerador Sirius vai auxiliar pesquisadores na an\u00e1lise de rochas do pr\u00e9-sal, contribuindo para otimizar o processo de gera\u00e7\u00e3o de imagens 3D das amostras extra\u00eddas do fundo do mar. Detalhes da parceria entre a Petrobras e o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) foram revelados na \u00faltima semana. Segundo a organiza\u00e7\u00e3o vinculada ao Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (MCTI), a utiliza\u00e7\u00e3o do acelerador de part\u00edculas permitir\u00e1 uma s\u00e9rie de avan\u00e7os na explora\u00e7\u00e3o das pesquisas em \u00f3leo e g\u00e1s. Para tanto, foi desenvolvida uma microesta\u00e7\u00e3o na linha Mogno, uma linha de luz de micro e nano imagem. Equipe de trabalho na microesta\u00e7\u00e3o. (Imagem: CNPEM\/Divulga\u00e7\u00e3o) Usando t\u00e9cnicas avan\u00e7adas de tomografia, a iniciativa vai criar imagens tridimensionais para investigar as estruturas internas de diferentes materiais de forma n\u00e3o invasiva, em variadas escalas, com zoom cont\u00ednuo e possibilidade de alcan\u00e7ar a resolu\u00e7\u00e3o de 200 nan\u00f4metros. Al\u00e9m disso, o projeto diminuir\u00e1 o tempo de an\u00e1lise do material. Conjunto de rochas carbon\u00e1ticas que se formaram h\u00e1 mais de 100 milh\u00f5es de anos, as reservas petrol\u00edferas do pr\u00e9-sal se localizam abaixo de uma camada de rocha salina no fundo do mar, em grande profundidade. As amostras recolhidas de l\u00e1 tamb\u00e9m poder\u00e3o ser submetidas a diferentes condi\u00e7\u00f5es t\u00e9rmicas, mec\u00e2nicas e qu\u00edmicas para verifica\u00e7\u00e3o em tempo real das altera\u00e7\u00f5es. Conhecendo melhor os reservat\u00f3rios de petr\u00f3leo A partir da instala\u00e7\u00e3o da microesta\u00e7\u00e3o na linha de luz Mogno, o projeto ser\u00e1 capaz de receber at\u00e9 88 amostras por vez, trocando-as automaticamente enquanto a micromotomografia 3D \u00e9 realizada. Usando a tecnologia, a Petrobras quer criar um banco de dados digital de rochas, aumentando o conhecimento sobre os reservat\u00f3rios petrol\u00edferos. Esse conjunto de informa\u00e7\u00f5es ser\u00e1 associado a algoritmos, com a intelig\u00eancia artificial contribuindo para identificar as estruturas geol\u00f3gicas e simular o processo de recupera\u00e7\u00e3o do \u00f3leo no interior das rochas. Al\u00e9m disso, os pesquisadores poder\u00e3o fazer simula\u00e7\u00f5es para prever a din\u00e2mica de explora\u00e7\u00e3o dos reservat\u00f3rios e fornecer os dados para outros experimentos. O projeto j\u00e1 realizou as primeiras experi\u00eancias. (Imagem: CNPEM\/Divulga\u00e7\u00e3o) Segundo o CNPEM, as primeiras medi\u00e7\u00f5es na linha Mogno ocorreram em novembro de 2024, envolvendo o uso de amostras de po\u00e7os do pr\u00e9-sal. Desde ent\u00e3o, a equipe trabalha no p\u00f3s-processamento dos dados, que formar\u00e3o as imagens tridimensionais das rochas. No momento, a microesta\u00e7\u00e3o funciona na modalidade de \u201ccomissionamento cient\u00edfico\u201d. Projetos de pesquisa interessados em utilizar a novidade dever\u00e3o se inscrever na pr\u00f3xima chamada de propostas para usar o Sirius, ainda este ano, com a iniciativa sendo liberada para a comunidade cient\u00edfica a partir de 2026. O que \u00e9 o acelerador Sirius? Instalado em Campinas (SP), o Sirius \u00e9 um acelerador de part\u00edculas capaz de produzir um tipo especial de luz, chamado s\u00edncroton, utilizada para investigar a composi\u00e7\u00e3o e a estrutura da mat\u00e9ria em suas variadas formas. O equipamento foi inaugurado em 2018 ao custo de R$ 1,8 bilh\u00e3o. Diferente do Grande Colisor de H\u00e1drons (LHC) que fica na Su\u00ed\u00e7a e objetiva investigar o n\u00facleo dos \u00e1tomos, o acelerador de part\u00edculas brasileiro acelera el\u00e9trons pr\u00f3ximo \u00e0 velocidade da luz com o processo levando \u00e0 luz s\u00edncroton. Ao us\u00e1-la, os pesquisadores podem realizar an\u00e1lises baseadas no amplo espectro de radia\u00e7\u00f5es que a comp\u00f5em e no seu alto brilho para investiga\u00e7\u00f5es em escala nanom\u00e9trica. Com capacidade para atender milhares de pesquisas anualmente, o Sirius contribui para o desenvolvimento de novos medicamentos e tratamentos, fontes renov\u00e1veis de energia, novos fertilizantes e solu\u00e7\u00f5es inovadoras para a agricultura, entre outros projetos. Curtiu o conte\u00fado? Continue no TecMundo para mais atualiza\u00e7\u00f5es sobre ci\u00eancia e tecnologia e n\u00e3o se esque\u00e7a de compartilhar as not\u00edcias nas redes sociais.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":44914,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[37],"tags":[],"class_list":["post-44913","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-tecnologia"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44913","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44913"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44913\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44914"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44913"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44913"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44913"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}