{"id":45359,"date":"2025-05-01T12:35:56","date_gmt":"2025-05-01T15:35:56","guid":{"rendered":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/05\/01\/virei-influenciadora-aos-60-anos-e-a-fama-me-fez-ter-burnout\/"},"modified":"2025-05-01T12:35:56","modified_gmt":"2025-05-01T15:35:56","slug":"virei-influenciadora-aos-60-anos-e-a-fama-me-fez-ter-burnout","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/05\/01\/virei-influenciadora-aos-60-anos-e-a-fama-me-fez-ter-burnout\/","title":{"rendered":"&#039;Virei influenciadora aos 60 anos, e a fama me fez ter burnout&#039;"},"content":{"rendered":"<p><img  title=\"\"  alt=\"exerciciofisico &#039;Virei influenciadora aos 60 anos, e a fama me fez ter burnout&#039;\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/doxrJxN-sNnhOG_LKT5ILWDLUxE=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2025\/R\/T\/0KBLvFS261Tf5ZqPdShA\/exerciciofisico.png\" \/><br \/>     Marcela Pedraza estava pensando em aposentar quando perfil nas redes sociais come\u00e7ou a ganhar popularidade. Em seu perfil @pilatesmarcelapedraza, Marcela compartilha v\u00eddeos com exerc\u00edcios para o corpo<br \/>\nArquivo pessoal \/ Marcela Pedraza<br \/>\nMarcela Pedraza nunca imaginou que a fama fosse chegar aos 60 anos, e muito menos que viria por meio do seu trabalho como fisioterapeuta.<br \/>\nMas, em 2020, confinada em casa por causa das restri\u00e7\u00f5es impostas na Col\u00f4mbia devido \u00e0 pandemia de covid-19, ela passou a se interessar pelo mundo das redes sociais.<br \/>\n&#8220;Eu estudei a vida inteira. No meu consult\u00f3rio, as pessoas brincam que eu sou a &#8216;rainha do caderno&#8217;, porque o tempo que tenho, eu estou estudando, fazendo resumos, escrevendo reflex\u00f5es&#8221;, conta Pedraza \u00e0 BBC News Mundo \u2014 o servi\u00e7o em espanhol da BBC \u2014 ap\u00f3s um dia gravando v\u00eddeos para seu perfil no Instagram, onde ela acumula quase dois milh\u00f5es de seguidores.<br \/>\n&#8220;Chegou um momento que eu pensei: &#8216;bom, vou fazer 60 anos, daqui a pouco ou eu me aposento ou eu morro, e preciso achar um jeito de deixar tudo o que eu estudei para o mundo'&#8221;, disse.<br \/>\n&#8220;Ainda que o corpo humano n\u00e3o mude anatomicamente, seus h\u00e1bitos mudam. Hoje em dia somos muito mais sedent\u00e1rios, fazemos tudo \u2014 at\u00e9 mesmo as compras do mercado \u2014 de maneira digital, e o corpo humano foi feito para se mover.&#8221;<br \/>\nOs conselhos de Pedraza encontraram uma audi\u00eancia desesperada para se movimentar em meio \u00e0 pandemia, e seu perfil come\u00e7ou a ganhar popularidade.<br \/>\nMas a velocidade com que isso aconteceu acabou fazendo com que Pedraza tivesse comportamentos que ensinava seus pacientes a evitar.<br \/>\n&#8220;Um dia entrei em um restaurante morrendo de fome e n\u00e3o conseguia engolir a comida. Mastigava, mas n\u00e3o conseguia engolir. Estava com disfagia, um sintoma claro de burnout, de esgotamento profissional.&#8221;<br \/>\nA descoberta da fisioterapia<br \/>\nMarcela se formou em fisioterapia e estuda o movimento do corpo h\u00e1 35 anos<br \/>\nArquivo pessoal\/Marcela Pedraza<br \/>\nPedraza descobriu o movimento da mesma forma que fazemos quando somos crian\u00e7as: explorando e cometendo muitos erros.<br \/>\n&#8220;Eu parecia um macaco quando crian\u00e7a, porque desde que tinha meus 5 anos, vivia subindo nas \u00e1rvores, me pendurava em cordas, nas barras do parquinho&#8230;e minha m\u00e3e sofria com isso&#8221;, lembra.<br \/>\n&#8220;Tive umas 16 fraturas: quebrei a m\u00e3o, a clav\u00edcula, os p\u00e9s&#8230;vivia engessada. E quando tirava o gesso, ia para a fisioterapia e me recuperava. Mas depois ca\u00eda de novo e quebrava algum outro osso. A vida inteira tive contato com a fisioterapia e a reabilita\u00e7\u00e3o.&#8221;<br \/>\nQuando Pedraza estava prestes a se formar no Ensino M\u00e9dio, e a buscar por carreiras, uma de suas irm\u00e3s sugeriu que ela se tornasse fisioterapeuta.<br \/>\n&#8220;Eu pensei: &#8216;\u00e9 isso que quero fazer da minha vida!&#8217; Mas n\u00e3o aquela terapia tradicional, em que te perguntam se o cotovelo d\u00f3i, colocam uma bolsa quente, mandam voc\u00ea mexer o bra\u00e7o v\u00e1rias vezes antes de marcar uma nova consulta para a semana seguinte.&#8221;<br \/>\nE ela encontrou um outro tipo de pr\u00e1tica: o pilates. &#8220;Cada pessoa que atendo, eu tento mudar a vida dela para melhor&#8221;.<br \/>\n2020: o ano em que tudo mudou<br \/>\nMarcela ensina pilates usando objetos que as pessoas t\u00eam em casa<br \/>\nArquivo pessoal\/Marcela Pedraza<br \/>\nEm abril de 2020, as autoridades na Col\u00f4mbia impuseram medidas r\u00edgidas de isolamento social por causa da pandemia de covid-19.<br \/>\nPedraza viu ent\u00e3o uma oportunidade: &#8220;Como eu tamb\u00e9m estava isolada em casa, pensei: &#8216;Vou dar aulas pelo Zoom'&#8221;.<br \/>\nO objetivo era ensinar as pessoas a usarem objetos que tinham em casa para fazer pilates, uma pr\u00e1tica desenvolvida pelo treinador f\u00edsico Joseph Pilates no in\u00edcio do s\u00e9culo 20, coordenando a respira\u00e7\u00e3o com movimentos do corpo.<br \/>\n&#8220;Durante as aulas, eu dizia: &#8216;Pegue uma bola de pilates. N\u00e3o tem? N\u00e3o tem problema, use duas almofadas. N\u00e3o tem um el\u00e1stico? Use um cinto. N\u00e3o tem halteres de um quilo? Use um saco de arroz'&#8221;, contou.<br \/>\nDurante o confinamento, Pedraza teve a companhia do filho, Alejandro, que tinha experi\u00eancia usando redes sociais.<br \/>\nQuando Alejandro percebeu a popularidade das aulas da m\u00e3e, ele sugeriu que ela criasse uma conta no Instagram e passasse a publicar os conte\u00fados l\u00e1 em vez de s\u00f3 compartilhar as aulas no Zoom.<br \/>\nE ela ouviu o conselho.<br \/>\nA chegada da fama \u2014 e do &#8216;burnout&#8217;<br \/>\nNo mundo das redes sociais, \u00e9 dif\u00edcil saber qual tipo de conte\u00fado vai viralizar e qual n\u00e3o.<br \/>\nMas, no caso de Pedraza, tudo conspirava para que seus v\u00eddeos viralizassem. As pessoas estavam trabalhando em casa, ficavam muito tempo sentadas, e precisavam encontrar uma forma de se movimentar.<br \/>\n&#8220;Na pandemia, todo mundo estava trabalhando de um computador, sentado em uma cadeira qualquer. Ningu\u00e9m tinha uma cadeira de escrit\u00f3rio. Grande parte das pessoas usava a mesa da sala de jantar para trabalhar, algo que at\u00e9 serve por uma ou duas horas, mas n\u00e3o por oito, nove horas.&#8221;<br \/>\nOs n\u00fameros de seguidores de Pedraza come\u00e7aram a subir rapidamente. Em pouco tempo ela ultrapassou os 300 mil seguidores e a demanda de trabalho aumentou.<br \/>\n&#8220;Eu passei de 18 mil seguidores e 100, 200 mensagens por dia para 1,9 milh\u00e3o de seguidores. E trabalhando das 5 da manh\u00e3 at\u00e9 meia-noite, gravando, editando, publicando v\u00eddeo e respondendo as pessoas.&#8221;<br \/>\nA fisioterapeuta Marcela Pedraza passou de 18 mil para 1,9 milh\u00e3o de seguidores em seu perfil no Instagram durante a pandemia<br \/>\nCr\u00e9dito: Arquivo pessoal \/ Marcela Pedraza<br \/>\nEm meio \u00e0 correria da nova profiss\u00e3o, a de &#8216;influenciadora&#8217;, Pedraza passou a notar alguns comportamentos estranhos no corpo.<br \/>\n&#8220;Comecei a acordar no meio da noite, do nada. Dormia cinco horas, acordava \u00e0s tr\u00eas da manh\u00e3, e mesmo sem ter preocupa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o conseguia voltar a dormir. Quando meu alarme tocava \u00e0s 5h30, eu me levantava exausta. Durante o dia, eu nem sentia o cansa\u00e7o, s\u00f3 continuava trabalhando. E muitas vezes eu pulava at\u00e9 o almo\u00e7o.&#8221;<br \/>\nPedraza explica que esses j\u00e1 eram sintomas de &#8216;burnout&#8217; ou esgotamento profissional \u2014 um estado em que o estresse causado pelo trabalho leva o corpo \u00e0 beira de um colapso.<br \/>\nEla lista quatro perguntas que as pessoas podem se fazer para saber se tem sintomas de burnout, e que podem servir como sinais de que o corpo est\u00e1 pedindo socorro.<br \/>\nVoc\u00ea est\u00e1 dormindo \u00e0 noite, em sil\u00eancio, e de repente acorda \u00e0s 2 ou 3 da manh\u00e3 sem motivo?<br \/>\nVoc\u00ea tem problemas gastrointestinais? Dificuldade para ir ao banheiro, intestino irritado, gastrite ou dor de est\u00f4mago?<br \/>\nSente dor no pesco\u00e7o com frequ\u00eancia? Acorda com o pesco\u00e7o dolorido?<br \/>\nSente dores no corpo sem uma causa aparente? Na m\u00e3o, no ombro ou no joelho?<br \/>\nEm um momento mais cr\u00edtico, Pedraza perdeu a habilidade de comer. &#8220;Mastigava, mas n\u00e3o conseguia engolir. Estava com disfagia, um sintoma claro de burnout&#8221;, lembra.<br \/>\nUma nova fase<br \/>\nO pilates \u00e9 uma pr\u00e1tica que busca coordenar movimentos do corpo com a respira\u00e7\u00e3o<br \/>\nGetty Images<br \/>\nAo perceber que a sa\u00fade da m\u00e3e estava se deteriorando por causa de um projeto que haviam come\u00e7ado juntos, Alejandro sugeriu que ela aumentasse a sua equipe \u2014 de tr\u00eas para 14 pessoas \u2014 para que fosse poss\u00edvel continuar com o trabalho de forma saud\u00e1vel.<br \/>\nHoje, Pedraza continua publicando v\u00eddeos diariamente em seu perfil e d\u00e1 aulas ao vivo. Ela tamb\u00e9m carrega uma grande li\u00e7\u00e3o que de vida ap\u00f3s passar pelo burnout e pela fama.<br \/>\n&#8220;Os jovens, \u00e0s vezes, est\u00e3o muito focados em ganhar dinheiro e serem famosos. Ficam ricos, mas quando adoecem, o dinheiro n\u00e3o consegue lhes comprar sa\u00fade&#8221;, afirma a fisioterapeuta, que acrescenta:<br \/>\n&#8220;Tudo que eu passei acabou sendo um aprendizado que hoje eu ensino: se voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 dormindo bem, tem dores de cabe\u00e7a, pula as refei\u00e7\u00f5es porque n\u00e3o tem tempo ou fome&#8230;cuidado, porque voc\u00ea pode estar entrando em um quadro de burnout. E quando ele chega, n\u00e3o passa em uma semana, leva pelo menos um ano para se recuperar.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marcela Pedraza estava pensando em aposentar quando perfil nas redes sociais come\u00e7ou a ganhar popularidade. Em seu perfil @pilatesmarcelapedraza, Marcela compartilha v\u00eddeos com exerc\u00edcios para o corpo Arquivo pessoal \/ Marcela Pedraza Marcela Pedraza nunca imaginou que a fama fosse chegar aos 60 anos, e muito menos que viria por meio do seu trabalho como fisioterapeuta. Mas, em 2020, confinada em casa por causa das restri\u00e7\u00f5es impostas na Col\u00f4mbia devido \u00e0 pandemia de covid-19, ela passou a se interessar pelo mundo das redes sociais. &#8220;Eu estudei a vida inteira. No meu consult\u00f3rio, as pessoas brincam que eu sou a &#8216;rainha do caderno&#8217;, porque o tempo que tenho, eu estou estudando, fazendo resumos, escrevendo reflex\u00f5es&#8221;, conta Pedraza \u00e0 BBC News Mundo \u2014 o servi\u00e7o em espanhol da BBC \u2014 ap\u00f3s um dia gravando v\u00eddeos para seu perfil no Instagram, onde ela acumula quase dois milh\u00f5es de seguidores. &#8220;Chegou um momento que eu pensei: &#8216;bom, vou fazer 60 anos, daqui a pouco ou eu me aposento ou eu morro, e preciso achar um jeito de deixar tudo o que eu estudei para o mundo&#8217;&#8221;, disse. &#8220;Ainda que o corpo humano n\u00e3o mude anatomicamente, seus h\u00e1bitos mudam. Hoje em dia somos muito mais sedent\u00e1rios, fazemos tudo \u2014 at\u00e9 mesmo as compras do mercado \u2014 de maneira digital, e o corpo humano foi feito para se mover.&#8221; Os conselhos de Pedraza encontraram uma audi\u00eancia desesperada para se movimentar em meio \u00e0 pandemia, e seu perfil come\u00e7ou a ganhar popularidade. Mas a velocidade com que isso aconteceu acabou fazendo com que Pedraza tivesse comportamentos que ensinava seus pacientes a evitar. &#8220;Um dia entrei em um restaurante morrendo de fome e n\u00e3o conseguia engolir a comida. Mastigava, mas n\u00e3o conseguia engolir. Estava com disfagia, um sintoma claro de burnout, de esgotamento profissional.&#8221; A descoberta da fisioterapia Marcela se formou em fisioterapia e estuda o movimento do corpo h\u00e1 35 anos Arquivo pessoal\/Marcela Pedraza Pedraza descobriu o movimento da mesma forma que fazemos quando somos crian\u00e7as: explorando e cometendo muitos erros. &#8220;Eu parecia um macaco quando crian\u00e7a, porque desde que tinha meus 5 anos, vivia subindo nas \u00e1rvores, me pendurava em cordas, nas barras do parquinho&#8230;e minha m\u00e3e sofria com isso&#8221;, lembra. &#8220;Tive umas 16 fraturas: quebrei a m\u00e3o, a clav\u00edcula, os p\u00e9s&#8230;vivia engessada. E quando tirava o gesso, ia para a fisioterapia e me recuperava. Mas depois ca\u00eda de novo e quebrava algum outro osso. 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