{"id":45373,"date":"2025-05-01T14:02:50","date_gmt":"2025-05-01T17:02:50","guid":{"rendered":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/05\/01\/8-marcas-de-tv-que-fizeram-muito-sucesso-no-brasil-e-nao-existem-mais\/"},"modified":"2025-05-01T14:02:50","modified_gmt":"2025-05-01T17:02:50","slug":"8-marcas-de-tv-que-fizeram-muito-sucesso-no-brasil-e-nao-existem-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/05\/01\/8-marcas-de-tv-que-fizeram-muito-sucesso-no-brasil-e-nao-existem-mais\/","title":{"rendered":"8 marcas de TV que fizeram muito sucesso no Brasil e n\u00e3o existem mais"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>O p\u00fablico brasileiro sempre gostou de televis\u00e3o e, como consequ\u00eancia disso, o mercado desse eletr\u00f4nico \u00e9 bastante aquecido no pa\u00eds. Inclusive por alta demanda e potencial de crescimento, s\u00e3o muitas as fabricantes que venderam ou ainda comercializam modelos por aqui.<\/p>\n<p>A seguir, por\u00e9m, o <strong>TecMundo<\/strong> <strong>presta uma homenagem a alguns nomes que deixaram uma marca na ind\u00fastria, mas n\u00e3o existem mais ou abandonaram o segmento de TVs<\/strong> a n\u00edvel nacional. Alguns deles s\u00e3o lembrados at\u00e9 hoje por existirem em outros setores, enquanto sobre outros voc\u00ea s\u00f3 aprende falando com quem viveu a \u00e9poca.<\/p>\n<p>N\u00e3o vamos citar empresas que voltaram \u00e0s lojas depois de um tempo ausentes \u2014 \u00e9 o caso de Philco e Philips, por exemplo, que foram muito importantes na era dos televisores de tubo e, ap\u00f3s um hiato, retornaram em contextos diferentes ao mercado nacional.<\/p>\n<h2>1. Gradiente<\/h2>\n<p>A Gradiente \u00e9 uma <strong>empresa paulista criada em outubro de 1964<\/strong>, destacando-se inicialmente no segmento de telefones e equipamentos de som. Sob a administra\u00e7\u00e3o de <strong>Eug\u00eanio Staub<\/strong>, na d\u00e9cada seguinte, ela expande para outros produtos em uma f\u00e1brica na ainda recente Zona Franca de Manaus.<\/p>\n<p>O posicionamento dela em games, lan\u00e7ando <strong>tanto um MSX (o Expert) quanto um clone de Nintendinho (o Phantom System)<\/strong>, tornaram ela apta at\u00e9 a <strong>virar parceira e representante da Nintendo no Brasil a partir de 1993<\/strong>, como uma empresa conjunta chamada Playtronic.<\/p>\n<p><iframe title=\"A hist\u00f3ria da Gradiente - TecMundo\" width=\"960\" height=\"540\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/kiS1q1wjJjo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>J\u00e1 o principal per\u00edodo da marca em televisores foi na d\u00e9cada de 1990, quando ela virou uma das primeiras do pa\u00eds a fabricar TVs de tela grande \u2014 o que, na \u00e9poca, era de at\u00e9 29 polegadas. Ela ainda fez aquisi\u00e7\u00f5es pontuais de outras companhias do setor que estavam em m\u00e1 fase, como a Telefunken e a Philco, o que aumentou a sua presen\u00e7a e estrutura no mercado.<\/p>\n<p>Por problemas financeiros e administrativos, por\u00e9m, a marca foi perdendo for\u00e7as. Ela <strong>passou por um processo de recupera\u00e7\u00e3o judicial em 2007 e novamente declarou fal\u00eancia em 2018<\/strong>. Apesar de tentativas de retorno, hoje ela n\u00e3o comercializa mais eletr\u00f4nicos, apenas aluga as antigas f\u00e1bricas para reduzir as d\u00edvidas gradualmente e tem virado manchete apenas por causa da curiosa disputa contra a Apple pelo nome iPhone.<\/p>\n<h2>2. CCE<\/h2>\n<p>Outra empresa nacional de destaque, a <strong>Com\u00e9rcio de Componentes Eletr\u00f4nicos (CCE)<\/strong> tamb\u00e9m se beneficiou da chamada reserva de mercado do mercado brasileiro, que reduzia importa\u00e7\u00f5es de produtos de inform\u00e1tica nas d\u00e9cadas de 1970 e 1980.<\/p>\n<p>Fundada por Isaac Sverner em 1964, ela <strong>come\u00e7ou a fabricar e vender os pr\u00f3prios aparelhos sob pre\u00e7os mais baixos<\/strong>, atraindo uma enorme parcela da popula\u00e7\u00e3o. Esse oferecimento mais acess\u00edvel de produtos, inclusive de TVs, construiu uma fama com dois lados: ela vendia bastante, s\u00f3 que isso mais tarde se converteu tamb\u00e9m em cr\u00edticas por problemas constantes apresentados por alguns dispositivos.<\/p>\n<p><iframe title=\"A hist\u00f3ria da CCE - TecMundo\" width=\"960\" height=\"540\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Y2dc1KrFFAc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>J\u00e1 sem espa\u00e7o e com problemas financeiros, <strong>a CCE foi vendida para a chinesa Lenovo em 2012<\/strong> \u2014 mais interessada em ter um bra\u00e7o nacional para o setor de computadores. A companhia, por\u00e9m, <strong>revendeu os direitos da empresa novamente para os donos antigos<\/strong>, a empresa Digibras da fam\u00edlia Sverner. Ela <strong>desativou as opera\u00e7\u00f5es da CCE a partir de 2015<\/strong>, mesmo ano em que os televisores com esse nome sa\u00edram do mercado nacional.<\/p>\n<h2>3. Telefunken<\/h2>\n<p>Fundada em 1903, a alem\u00e3 Telefunken \u00e9 uma empresa de renome no pa\u00eds de origem e que, aos poucos, conquistou tamb\u00e9m fama em outras regi\u00f5es. No Brasil, ela <strong>virou sin\u00f4nimo de r\u00e1dios, equipamentos de som e televisores por um breve e marcante per\u00edodo <\/strong>que come\u00e7ou por volta de 1910 com tel\u00e9grafos.<\/p>\n<p>A filial se estabeleceu na d\u00e9cada de 1940, com pre\u00e7os atrativos e fabrica\u00e7\u00e3o local. Os modelos iam desde aparelhos com um elogiado esquema de cores \u2014 o padr\u00e3o PAL, que foi revolucion\u00e1rio no mercado \u2014 at\u00e9 O Pacificador, uma TV port\u00e1til e individual.<\/p>\n<p><iframe title=\"A hist\u00f3ria da Telefunken - TecMundo\" width=\"960\" height=\"540\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/SlVih-XRicA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Em 1989, a divis\u00e3o brasileira da Telefunken foi comprada pela Gradiente em um per\u00edodo em que a sede alem\u00e3 tamb\u00e9m n\u00e3o ia bem. O conglomerado passou para as m\u00e3os da tamb\u00e9m alem\u00e3 Daimler-Benz, que reduziu o uso do nome e saiu de v\u00e1rios mercados.<\/p>\n<p>A Telefunken se reorganizou com o passar do tempo e retornou em 2009 sob nova administra\u00e7\u00e3o. A empresa foi vendida pela \u00faltima vez em 2023, quando o controle passou para o fundo de investimentos Gordon Brothers.<\/p>\n<h2>4. Mitsubishi<\/h2>\n<p>A lend\u00e1ria montadora de carros Mitsubishi j\u00e1 foi tamb\u00e9m um concorrente forte no setor de televisores, inclusive no Brasil. Essa trajet\u00f3ria foi relativamente curta, <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/mercado\/404007-que-fim-levou-a-divisao-de-tvs-da-mitsubishi-forte-por-anos-no-mercado-brasileiro.htm\">mas \u00e9 marcante e envolve at\u00e9 uma acusa\u00e7\u00e3o judicial<\/a>.<\/p>\n<p>A Mitsubishi lan\u00e7ou o seu primeiro televisor no Jap\u00e3o em 1953, mas no Brasil essa divis\u00e3o s\u00f3 nasceu gra\u00e7as a um licenciamento de marca e tecnologia. A respons\u00e1vel por aqui foi a <strong>Evadin, que a partir de 1978 assumiu o nome Mitsubishi para equipamentos que inclu\u00edam TVs<\/strong> e usavam a mesma logo dos ve\u00edculos com os tr\u00eas diamantes.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/04\/16\/16092716915060.jpg?ims=fit-in\/800x500\" width=\"800\" height=\"500\"  alt=\"800x500 8 marcas de TV que fizeram muito sucesso no Brasil e n\u00e3o existem mais\" \/><figcaption>Imagem: Reddit\/SopaDeMolhoShoyu<\/figcaption><\/figure>\n<p>O marketing voltado para as Copas do Mundo, inclusive com garantia de quatro anos e presen\u00e7a de atletas e t\u00e9cnicos nos comerciais, deu certo. Os modelos eram considerados dur\u00e1veis e venderam bem, mas a hist\u00f3ria parou de forma inesperada.<\/p>\n<p>Em 1999, a empresa japonesa encerra o contrato de direitos, suporte e tecnologia para eletr\u00f4nicos. S\u00f3 que <strong>a Evadin continuou por mais oito anos lan\u00e7ando TVs sob esse nome, at\u00e9 ser processada<\/strong> (e posteriormente condenada) por uso indevido de marca. Por volta de 2007, j\u00e1 n\u00e3o havia mais TVs Mitsubishi nas lojas nacionais, mas a sede japonesa seguiu no setor em outros pa\u00edses at\u00e9 2021.<\/p>\n<h2>5. Semp Toshiba<\/h2>\n<p>A S \u00e9 um caso curioso de empresa que s\u00f3 existiu no Brasil. A explica\u00e7\u00e3o \u00e9 simples: ela \u00e9 uma companhia de opera\u00e7\u00e3o apenas local que surgiu pela uni\u00e3o de uma empresa nacional, a Semp, com a ent\u00e3o gigante japonesa Toshiba.<\/p>\n<p>A Toshiba surge em 1939 no Jap\u00e3o e vira refer\u00eancia em setores como computadores, r\u00e1dios e mem\u00f3rias. J\u00e1 a <strong>Semp, ou Sociedade Eletromercantil Paulista<\/strong>, nasce em S\u00e3o Paulo no ano de 1942. Pioneira, <strong>ela foi a primeira empresa a fabricar um r\u00e1dio e uma televis\u00e3o no pa\u00eds<\/strong>.<\/p>\n<p>A uni\u00e3o Semp Toshiba foi assinada em 1977, rapidamente se tornando uma gigante dos eletroeletr\u00f4nicos. Al\u00e9m de modelos de tubo, ela se destacou j\u00e1 com dispositivos de alta defini\u00e7\u00e3o e uma linha LCD. Na publicidade, o slogan &#8220;Os nossos japoneses s\u00e3o mais criativos que os outros&#8221; virou um cl\u00e1ssico dos intervalos comerciais.<\/p>\n<p><iframe title=\"Propagandas Antigas - Semp Toshiba 2007\" width=\"960\" height=\"720\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ZG0BEDI-6vw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>A uni\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/mercado\/403635-que-fim-levou-a-semp-toshiba-uma-das-lideres-do-mercado-de-televisores-no-brasil.htm\">terminou em 2016, com a Toshiba encerrando a divis\u00e3o global de televisores<\/a> durante uma reestrutura\u00e7\u00e3o gerada por uma crise ela que n\u00e3o superou at\u00e9 hoje. <strong>A<\/strong> <strong>Semp, por sua vez, assinou uma nova alian\u00e7a com a TCL e segue no mercado de TVs<\/strong>. Mais t\u00edmida, a Toshiba tamb\u00e9m retornou sozinha, agora como marca licenciada da Multilaser.<\/p>\n<h2>6. Sharp<\/h2>\n<p>Batizada em refer\u00eancia a uma pioneira lapiseira lan\u00e7ada pela marca, a Sharp \u00e9 outro caso curioso do setor nacional de TVs. Isso porque, apesar de ter a licen\u00e7a nacional de uma empresa tradicional do Jap\u00e3o, ela <strong>n\u00e3o tinha rela\u00e7\u00f5es comerciais com a sede e lan\u00e7ava produtos originais por aqui<\/strong>.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria come\u00e7a em 1972, com o Grupo Machline sendo o nome por tr\u00e1s da fabricante de TVs, calculadoras, videocassetes e outros dispositivos. Foram tr\u00eas d\u00e9cadas de sucesso <strong>at\u00e9 2002, quando o grupo declara fal\u00eancia e encerra a trajet\u00f3ria da representante brasileira<\/strong>.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/04\/25\/25115147105049.jpg?ims=fit-in\/800x500\" width=\"800\" height=\"500\"  alt=\"800x500 8 marcas de TV que fizeram muito sucesso no Brasil e n\u00e3o existem mais\" \/><figcaption>Imagem: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Objetos de Cena<\/figcaption><\/figure>\n<p>A Sharp original do Jap\u00e3o recuperou os direitos nacionais da marca em 2011 e chegou a lan\u00e7ar impressoras e monitores na nova fase, mas sem o mesmo destaque. Em TVs, <strong>ela vendeu a divis\u00e3o norte-americana para a Hisense<\/strong>, que passou a administrar a marca em alguns mercados que n\u00e3o incluem o nosso.<\/p>\n<h2>7. Sanyo<\/h2>\n<p>A Sanyo come\u00e7ou as opera\u00e7\u00f5es no Jap\u00e3o em 1947 gra\u00e7as ao empres\u00e1rio <strong>Toshio Iue<\/strong>. Cunhado do fundador da Panasonic, Konosuke Matsushita, ele aluga f\u00e1bricas dessa gigante local para come\u00e7ar o pr\u00f3prio empreendimento.<\/p>\n<p>No Brasil, ela <strong>foi a primeira empresa japonesa da Zona Franca de Manaus, chegando ao polo industrial da regi\u00e3o Norte do pa\u00eds em 1973 a partir de parceiras nacionais<\/strong>. O local foi usado n\u00e3o s\u00f3 para TVs, mas tamb\u00e9m para fazer telefones, aparelhos de som, fornos micro-ondas e videocassetes. Al\u00e9m disso, ela se firmou na produ\u00e7\u00e3o de pilhas e baterias.<\/p>\n<p><iframe title=\"A hist\u00f3ria da Sanyo - TecMundo\" width=\"960\" height=\"540\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/AXS0QNPjZLA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Em 2000, <strong>a Sanyo deixou de produzir televisores por aqui por decis\u00e3o da sede<\/strong>, que estava insatisfeita com o desempenho da marca no Brasil em um mercado cada vez mais competitivo. J\u00e1 a empresa original terminou do mesmo jeito que come\u00e7ou: ela foi incorporada pela Panasonic 2009 e deixou de existir oficialmente como marca.<\/p>\n<h2>8. Colorado<\/h2>\n<p>Talvez a mais desconhecida da lista para muita gente, a Colorado foi uma empresa cl\u00e1ssica de televisores da d\u00e9cada de 1970. Ela tamb\u00e9m nasceu em S\u00e3o Paulo e teve como destaque uma fam\u00edlia de aparelhos chamada <strong>Colorado RQ (ou Reserva de Qualidade)<\/strong>.<\/p>\n<p>Com modelos preto e branco e depois coloridos, a Colorado apostou em uma estrat\u00e9gia parecida com a da Mitsubishi: a paix\u00e3o pelo futebol. Ela <strong>contratou ningu\u00e9m menos que Pel\u00e9 como garoto propaganda<\/strong>, com o atleta no auge da popularidade global ap\u00f3s o tricampeonato da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira e logo ap\u00f3s a aposentadoria.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/04\/25\/25120355978086.jpg?ims=fit-in\/800x500\" width=\"800\" height=\"500\"  alt=\"800x500 8 marcas de TV que fizeram muito sucesso no Brasil e n\u00e3o existem mais\" \/><figcaption>Um an\u00fancio em revista da Colorado com Pel\u00e9 e Silvio Santos. (Imagem: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Propagandas Hist\u00f3ricas)<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Em 1979, por\u00e9m, ela fechou as portas depois de n\u00e3o conseguir competir<\/strong> \u2014 inclusive com outras empresas dessa lista \u2014 que mantinham f\u00e1bricas de maior porte na Zona Franca de Manaus.<\/p>\n<p>Voc\u00ea se lembra da Embratel? <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/mercado\/403851-que-fim-levou-a-embratel-ex-estatal-de-telefonia-e-dona-do-faz-um-21.htm\">Saiba neste artigo especial o que aconteceu<\/a> com essa cl\u00e1ssica empresa brasileira, que foi essencial para as telecomunica\u00e7\u00f5es do Brasil.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O p\u00fablico brasileiro sempre gostou de televis\u00e3o e, como consequ\u00eancia disso, o mercado desse eletr\u00f4nico \u00e9 bastante aquecido no pa\u00eds. Inclusive por alta demanda e potencial de crescimento, s\u00e3o muitas as fabricantes que venderam ou ainda comercializam modelos por aqui. A seguir, por\u00e9m, o TecMundo presta uma homenagem a alguns nomes que deixaram uma marca na ind\u00fastria, mas n\u00e3o existem mais ou abandonaram o segmento de TVs a n\u00edvel nacional. Alguns deles s\u00e3o lembrados at\u00e9 hoje por existirem em outros setores, enquanto sobre outros voc\u00ea s\u00f3 aprende falando com quem viveu a \u00e9poca. N\u00e3o vamos citar empresas que voltaram \u00e0s lojas depois de um tempo ausentes \u2014 \u00e9 o caso de Philco e Philips, por exemplo, que foram muito importantes na era dos televisores de tubo e, ap\u00f3s um hiato, retornaram em contextos diferentes ao mercado nacional. 1. Gradiente A Gradiente \u00e9 uma empresa paulista criada em outubro de 1964, destacando-se inicialmente no segmento de telefones e equipamentos de som. Sob a administra\u00e7\u00e3o de Eug\u00eanio Staub, na d\u00e9cada seguinte, ela expande para outros produtos em uma f\u00e1brica na ainda recente Zona Franca de Manaus. O posicionamento dela em games, lan\u00e7ando tanto um MSX (o Expert) quanto um clone de Nintendinho (o Phantom System), tornaram ela apta at\u00e9 a virar parceira e representante da Nintendo no Brasil a partir de 1993, como uma empresa conjunta chamada Playtronic. J\u00e1 o principal per\u00edodo da marca em televisores foi na d\u00e9cada de 1990, quando ela virou uma das primeiras do pa\u00eds a fabricar TVs de tela grande \u2014 o que, na \u00e9poca, era de at\u00e9 29 polegadas. Ela ainda fez aquisi\u00e7\u00f5es pontuais de outras companhias do setor que estavam em m\u00e1 fase, como a Telefunken e a Philco, o que aumentou a sua presen\u00e7a e estrutura no mercado. Por problemas financeiros e administrativos, por\u00e9m, a marca foi perdendo for\u00e7as. Ela passou por um processo de recupera\u00e7\u00e3o judicial em 2007 e novamente declarou fal\u00eancia em 2018. Apesar de tentativas de retorno, hoje ela n\u00e3o comercializa mais eletr\u00f4nicos, apenas aluga as antigas f\u00e1bricas para reduzir as d\u00edvidas gradualmente e tem virado manchete apenas por causa da curiosa disputa contra a Apple pelo nome iPhone. 2. CCE Outra empresa nacional de destaque, a Com\u00e9rcio de Componentes Eletr\u00f4nicos (CCE) tamb\u00e9m se beneficiou da chamada reserva de mercado do mercado brasileiro, que reduzia importa\u00e7\u00f5es de produtos de inform\u00e1tica nas d\u00e9cadas de 1970 e 1980. Fundada por Isaac Sverner em 1964, ela come\u00e7ou a fabricar e vender os pr\u00f3prios aparelhos sob pre\u00e7os mais baixos, atraindo uma enorme parcela da popula\u00e7\u00e3o. Esse oferecimento mais acess\u00edvel de produtos, inclusive de TVs, construiu uma fama com dois lados: ela vendia bastante, s\u00f3 que isso mais tarde se converteu tamb\u00e9m em cr\u00edticas por problemas constantes apresentados por alguns dispositivos. J\u00e1 sem espa\u00e7o e com problemas financeiros, a CCE foi vendida para a chinesa Lenovo em 2012 \u2014 mais interessada em ter um bra\u00e7o nacional para o setor de computadores. A companhia, por\u00e9m, revendeu os direitos da empresa novamente para os donos antigos, a empresa Digibras da fam\u00edlia Sverner. Ela desativou as opera\u00e7\u00f5es da CCE a partir de 2015, mesmo ano em que os televisores com esse nome sa\u00edram do mercado nacional. 3. Telefunken Fundada em 1903, a alem\u00e3 Telefunken \u00e9 uma empresa de renome no pa\u00eds de origem e que, aos poucos, conquistou tamb\u00e9m fama em outras regi\u00f5es. No Brasil, ela virou sin\u00f4nimo de r\u00e1dios, equipamentos de som e televisores por um breve e marcante per\u00edodo que come\u00e7ou por volta de 1910 com tel\u00e9grafos. A filial se estabeleceu na d\u00e9cada de 1940, com pre\u00e7os atrativos e fabrica\u00e7\u00e3o local. Os modelos iam desde aparelhos com um elogiado esquema de cores \u2014 o padr\u00e3o PAL, que foi revolucion\u00e1rio no mercado \u2014 at\u00e9 O Pacificador, uma TV port\u00e1til e individual. Em 1989, a divis\u00e3o brasileira da Telefunken foi comprada pela Gradiente em um per\u00edodo em que a sede alem\u00e3 tamb\u00e9m n\u00e3o ia bem. O conglomerado passou para as m\u00e3os da tamb\u00e9m alem\u00e3 Daimler-Benz, que reduziu o uso do nome e saiu de v\u00e1rios mercados. A Telefunken se reorganizou com o passar do tempo e retornou em 2009 sob nova administra\u00e7\u00e3o. A empresa foi vendida pela \u00faltima vez em 2023, quando o controle passou para o fundo de investimentos Gordon Brothers. 4. Mitsubishi A lend\u00e1ria montadora de carros Mitsubishi j\u00e1 foi tamb\u00e9m um concorrente forte no setor de televisores, inclusive no Brasil. Essa trajet\u00f3ria foi relativamente curta, mas \u00e9 marcante e envolve at\u00e9 uma acusa\u00e7\u00e3o judicial. A Mitsubishi lan\u00e7ou o seu primeiro televisor no Jap\u00e3o em 1953, mas no Brasil essa divis\u00e3o s\u00f3 nasceu gra\u00e7as a um licenciamento de marca e tecnologia. A respons\u00e1vel por aqui foi a Evadin, que a partir de 1978 assumiu o nome Mitsubishi para equipamentos que inclu\u00edam TVs e usavam a mesma logo dos ve\u00edculos com os tr\u00eas diamantes. Imagem: Reddit\/SopaDeMolhoShoyu O marketing voltado para as Copas do Mundo, inclusive com garantia de quatro anos e presen\u00e7a de atletas e t\u00e9cnicos nos comerciais, deu certo. Os modelos eram considerados dur\u00e1veis e venderam bem, mas a hist\u00f3ria parou de forma inesperada. Em 1999, a empresa japonesa encerra o contrato de direitos, suporte e tecnologia para eletr\u00f4nicos. S\u00f3 que a Evadin continuou por mais oito anos lan\u00e7ando TVs sob esse nome, at\u00e9 ser processada (e posteriormente condenada) por uso indevido de marca. Por volta de 2007, j\u00e1 n\u00e3o havia mais TVs Mitsubishi nas lojas nacionais, mas a sede japonesa seguiu no setor em outros pa\u00edses at\u00e9 2021. 5. Semp Toshiba A S \u00e9 um caso curioso de empresa que s\u00f3 existiu no Brasil. A explica\u00e7\u00e3o \u00e9 simples: ela \u00e9 uma companhia de opera\u00e7\u00e3o apenas local que surgiu pela uni\u00e3o de uma empresa nacional, a Semp, com a ent\u00e3o gigante japonesa Toshiba. A Toshiba surge em 1939 no Jap\u00e3o e vira refer\u00eancia em setores como computadores, r\u00e1dios e mem\u00f3rias. J\u00e1 a Semp, ou Sociedade Eletromercantil Paulista, nasce em S\u00e3o Paulo no ano de 1942. Pioneira, ela foi a primeira empresa a fabricar um r\u00e1dio e uma televis\u00e3o no pa\u00eds. A uni\u00e3o Semp Toshiba foi assinada<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":45374,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[37],"tags":[],"class_list":["post-45373","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-tecnologia"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45373","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45373"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45373\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/45374"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45373"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45373"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45373"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}