{"id":46894,"date":"2025-05-24T09:05:32","date_gmt":"2025-05-24T12:05:32","guid":{"rendered":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/05\/24\/que-fim-levou-a-oi-uma-das-maiores-operadoras-de-telefonia-do-pais\/"},"modified":"2025-05-24T09:05:32","modified_gmt":"2025-05-24T12:05:32","slug":"que-fim-levou-a-oi-uma-das-maiores-operadoras-de-telefonia-do-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiproject.online\/index.php\/2025\/05\/24\/que-fim-levou-a-oi-uma-das-maiores-operadoras-de-telefonia-do-pais\/","title":{"rendered":"Que fim levou a Oi, uma das maiores operadoras de telefonia do pa\u00eds?"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Durante muitos anos, o Brasil teve um quarteto de empresas de telecomunica\u00e7\u00e3o que competiam em v\u00e1rios mercados e tinham grande presen\u00e7a em todos eles. S\u00e3o as operadoras Tim, Vivo, Claro e Oi, que disputavam terreno em segmentos como internet banda larga, telefonia fixa ou m\u00f3vel e televis\u00e3o por assinatura.<\/p>\n<p>Desses nomes, um deles teve uma trajet\u00f3ria mais turbulenta na \u00faltima d\u00e9cada: a Oi. Ap\u00f3s um in\u00edcio muito promissor e v\u00e1rias promessas ousadas de funcionamento, <strong>a Oi passou por problemas financeiros e administrativos que quase a levaram ao processo de fal\u00eancia mais de uma vez<\/strong> \u2014 algo que deixa consequ\u00eancias at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Mesmo sem ter mais o mesmo tamanho e import\u00e2ncia no mercado, a Oi segue como um nome relevante em algumas \u00e1reas e \u00e9 bastante lembrada pelo consumidor. Pensando nisso, o <strong>TecMundo<\/strong> re\u00fane abaixo algumas curiosidades e informa\u00e7\u00f5es sobre a hist\u00f3ria dessa operadora para descobrir, afinal, por onde anda essa companhia.<\/p>\n<h2>A origem do grupo Oi<\/h2>\n<p>O in\u00edcio das atividades da Oi como empresa \u00e9 parecido com o de v\u00e1rias marcas brasileiras dessa mesma \u00e1rea. A companhia <strong>foi fundada em 1998, ano da privatiza\u00e7\u00e3o da telefonia no Brasil<\/strong>. O processo tirou os poderes \u00fanicos e formalizou o desmembramento da ent\u00e3o estatal Telebr\u00e1s em v\u00e1rios bra\u00e7os regionais, que na telefonia fixa inclu\u00edam nomes como:<\/p>\n<ul>\n<li>a <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/mercado\/402614-que-fim-levou-a-telesp-a-antiga-operadora-de-telefonia-fixa-e-movel-do-estado-de-sao-paulo.htm\">Telesp<\/a>, comprada pelo grupo espanhol Telef\u00f4nica, atual dono da Vivo;<\/li>\n<li>a <strong>Tele Centro Sul<\/strong>, uma uni\u00e3o de v\u00e1rias companhias estaduais, como a Telepar e a Telegoi\u00e1s, controlada por um cons\u00f3rcio chamado Timepart;<\/li>\n<li>a <strong>Tele Norte Leste<\/strong>, que concentrava 16 operadoras estaduais (incluindo a Telerj, do Rio de Janeiro) e inicialmente tinha controle majorit\u00e1rio da Andrade Gutierrez;<\/li>\n<li>e a Embratel, que j\u00e1 atuava sob esse nome como empresa p\u00fablica, mas foi vendida para um grupo de investidores).<\/li>\n<\/ul>\n<p>Segundo maior grupo da lista em valor de mercado,<strong> a Tele Norte Leste muda de nome em 1999 para Telemar<\/strong> e passa a ter at\u00e9 mesmo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) no quadro de acionistas. J\u00e1 em 2001, <strong>o grupo de 16 operadoras \u00e9 consolidado em uma \u00fanica empresa<\/strong>, que expande para o setor de internet banda larga com a marca Velox e servi\u00e7os de call center com a subsidi\u00e1ria Contax.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/05\/15\/15091917450012.jpg?ims=fit-in\/800x500\" width=\"800\" height=\"500\"  alt=\"800x500 Que fim levou a Oi, uma das maiores operadoras de telefonia do pa\u00eds?\" \/><figcaption>A empresa nasceu como a divis\u00e3o de telefonia m\u00f3vel da Telemar. (Imagem: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Oi)<\/figcaption><\/figure>\n<p>O nome Oi <strong>nasce oficialmente em mar\u00e7o de 2002 apenas como a divis\u00e3o de telefonia m\u00f3vel da Telemar<\/strong>, ap\u00f3s vencer um leil\u00e3o de frequ\u00eancias da Ag\u00eancia Nacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es (Anatel). Por\u00e9m, o sucesso dessa divis\u00e3o foi tamanho que, cinco anos depois, <strong>ela unifica a marca Oi para todos os servi\u00e7os \u2014 telefonia fixa, m\u00f3vel e banda larga \u2014 e abandona o nome antigo<\/strong>.<\/p>\n<p>A expans\u00e3o continua com a <strong>aquisi\u00e7\u00e3o da Brasil Telecom (antiga Tele Centro Sul) em 2008<\/strong> e, meses depois, <strong>da popular provedora BrTurbo<\/strong>. Isso permitiu que a Oi finalmente tivesse atua\u00e7\u00e3o em todo o territ\u00f3rio nacional. Dois anos depois, ela faz ainda uma<strong> &#8220;alian\u00e7a industrial&#8221; com a Portugal Telecom<\/strong>, que resulta na compra de uma participa\u00e7\u00e3o na operadora europeia.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/8iONQrcWgRQ4hfbtLuqEEO6uGoo=\/770x0\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/oi_orelhao_jfcrz_abr_0302220439.jpg?itok=eSJo0_i2\" width=\"800\" height=\"500\"  alt=\"oi_orelhao_jfcrz_abr_0302220439 Que fim levou a Oi, uma das maiores operadoras de telefonia do pa\u00eds?\" \/><figcaption>Os orelh\u00f5es da Oi para telefonia p\u00fablica tamb\u00e9m marcaram \u00e9poca. (Imagem: Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil)<\/figcaption><\/figure>\n<p>A empresa ainda apostou alto em marketing, com v\u00e1rias propagandas de sucesso na televis\u00e3o. \u00c9 o caso da campanha &#8220;Quem ama, bloqueia&#8221;, que anunciava a venda apenas de celulares desbloqueados (ou seja, sem v\u00ednculo obrigat\u00f3rio com o plano de uma operadora) nas lojas da companhia.<\/p>\n<p><iframe title=\"Oi Desbloqueio - Coral (Quem ama bloqueia)\" width=\"960\" height=\"720\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/P9oZzsTAz2I?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m teve presen\u00e7a constante em torneios esportivos, incluindo a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, onde ela tamb\u00e9m atuou no fornecimento da infraestrutura de telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h2>A crise da Oi<\/h2>\n<p>A trajet\u00f3ria da operadora Oi tem uma mudan\u00e7a brusca em 2016. No in\u00edcio do ano, a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o parecia ruim: ela lan\u00e7a uma nova identidade visual e lan\u00e7a o Oi Total, um pacote de assinatura de todos os servi\u00e7os oferecidos pela companhia. Al\u00e9m disso, ela era l\u00edder em telefonia fixa, com 70 milh\u00f5es de clientes.<\/p>\n<p>Mas boa parte do p\u00fablico foi pega de surpresa em junho do mesmo ano, quando <strong>a Oi entra com um pedido at\u00e9 ent\u00e3o recorde de recupera\u00e7\u00e3o judicial<\/strong> para evitar fal\u00eancia e renegociar d\u00edvidas, que j\u00e1 estavam em R$ 65 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O processo se prolongou por anos, envolveu a reestrutura\u00e7\u00e3o da base de acionistas e a organiza\u00e7\u00e3o da Oi em um conselho de administra\u00e7\u00e3o. Ela tamb\u00e9m precisou abandonar alguns mercados, vendendo as seguintes divis\u00f5es:<\/p>\n<p>A negocia\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do segmento de sinal de celular e internet 3G e 4G foi o processo mais complicado: as rivais tiveram trabalho em convencer \u00f3rg\u00e3os reguladores da aquisi\u00e7\u00e3o e divis\u00e3o de clientes, levando mais de um ano entre o an\u00fancio e a autoriza\u00e7\u00e3o final da compra.<\/p>\n<p>Ainda assim, a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se resolveu: em 2023, meses ap\u00f3s a conclus\u00e3o do primeiro processo, a Oi pede uma segunda recupera\u00e7\u00e3o judicial, agora com R$ 44 bilh\u00f5es registrados em d\u00edvidas e menos ativos para serem negociados \u2014 ap\u00f3s encerrar a plataforma de streaming e TV Oi Play, ela passou apenas a apostar no Oi Fibra, que \u00e9 o servi\u00e7o de internet banda larga por fibra \u00f3tica.<\/p>\n<h2>O que aconteceu com a Oi?<\/h2>\n<p>Chamada at\u00e9 de &#8220;supertele&#8221; no auge, <strong>hoje a atua\u00e7\u00e3o da Oi \u00e9 bem diferente do que ela oferecia aos clientes no seu per\u00edodo mais frut\u00edfero<\/strong> e mal se parece com a companhia original. No fim de 2024, ela fez uma nova mudan\u00e7a na estrutura e deixa de ser uma empresa com concess\u00e3o p\u00fablica de telefonia fixa. O per\u00edodo era delicado, com a empresa correndo risco de passar por uma interven\u00e7\u00e3o federal caso n\u00e3o conseguisse manter os servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Em outras palavras, <strong>ela deixa de ter a obriga\u00e7\u00e3o de fornecer planos de telefonia no territ\u00f3rio nacional<\/strong> \u2014 exceto onde ela \u00e9 a \u00fanica provedora privada, em acordo v\u00e1lido at\u00e9 o final de 2028. Al\u00e9m disso, ela se comprometeu a realizar investimentos para garantir a conectividade de escolas, al\u00e9m da implanta\u00e7\u00e3o de cabos submarinos e data centers.<\/p>\n<p>Essas a\u00e7\u00f5es <strong>ser\u00e3o executadas pela V.tal, criada a partir dos ativos da Oi controlados pela BTG Pactual<\/strong> e que fornece infraestrutura para outras empresas. Al\u00e9m dessa proximidade, <strong>a pr\u00f3pria operadora vendeu a unidade de banda larga via fibra e TV por assinatura para a V. tal <\/strong>em 2025. Com essa troca de gest\u00e3o e sem perder os 4 milh\u00f5es de clientes, a Oi Fibra passa a se chamar Nio.<\/p>\n<p>Atualmente, al\u00e9m de buscar recursos por meios judiciais e tentar aliviar a segunda recupera\u00e7\u00e3o judicial, <strong>a maior parte da receita da empresa \u00e9 da Oi Solu\u00e7\u00f5es<\/strong>. Essa \u00e9 uma divis\u00e3o de neg\u00f3cios voltada para solu\u00e7\u00f5es no mercado corporativo e governamental, com um cat\u00e1logo de servi\u00e7os como computa\u00e7\u00e3o em nuvem, seguran\u00e7a digital, Big Data e Internet das Coisas.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img  title=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/05\/15\/15092052814016.jpg?ims=fit-in\/800x500\" width=\"800\" height=\"500\"  alt=\"800x500 Que fim levou a Oi, uma das maiores operadoras de telefonia do pa\u00eds?\" \/><figcaption>O atual site da companhia foca na \u00e1rea corporativa e na sa\u00edda da internet banda larga. (Imagem: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Oi)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Apesar do in\u00edcio promissor, assim como as demais herdeiras da Telebras, <strong>a Oi encarou uma s\u00e9ries de problemas de gest\u00e3o<\/strong>, que inclu\u00edram muitas trocas na presid\u00eancia e discord\u00e2ncias com os acionistas. Decis\u00f5es hoje vistas como equivocadas, como aquisi\u00e7\u00f5es caras demais e que n\u00e3o se pagaram, ajudaram a piorar as contas de uma empresa que tamb\u00e9m via a cada ano o aumento da concorr\u00eancia em mercados muito disputados.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante muitos anos, o Brasil teve um quarteto de empresas de telecomunica\u00e7\u00e3o que competiam em v\u00e1rios mercados e tinham grande presen\u00e7a em todos eles. S\u00e3o as operadoras Tim, Vivo, Claro e Oi, que disputavam terreno em segmentos como internet banda larga, telefonia fixa ou m\u00f3vel e televis\u00e3o por assinatura. Desses nomes, um deles teve uma trajet\u00f3ria mais turbulenta na \u00faltima d\u00e9cada: a Oi. Ap\u00f3s um in\u00edcio muito promissor e v\u00e1rias promessas ousadas de funcionamento, a Oi passou por problemas financeiros e administrativos que quase a levaram ao processo de fal\u00eancia mais de uma vez \u2014 algo que deixa consequ\u00eancias at\u00e9 hoje. Mesmo sem ter mais o mesmo tamanho e import\u00e2ncia no mercado, a Oi segue como um nome relevante em algumas \u00e1reas e \u00e9 bastante lembrada pelo consumidor. Pensando nisso, o TecMundo re\u00fane abaixo algumas curiosidades e informa\u00e7\u00f5es sobre a hist\u00f3ria dessa operadora para descobrir, afinal, por onde anda essa companhia. A origem do grupo Oi O in\u00edcio das atividades da Oi como empresa \u00e9 parecido com o de v\u00e1rias marcas brasileiras dessa mesma \u00e1rea. A companhia foi fundada em 1998, ano da privatiza\u00e7\u00e3o da telefonia no Brasil. O processo tirou os poderes \u00fanicos e formalizou o desmembramento da ent\u00e3o estatal Telebr\u00e1s em v\u00e1rios bra\u00e7os regionais, que na telefonia fixa inclu\u00edam nomes como: a Telesp, comprada pelo grupo espanhol Telef\u00f4nica, atual dono da Vivo; a Tele Centro Sul, uma uni\u00e3o de v\u00e1rias companhias estaduais, como a Telepar e a Telegoi\u00e1s, controlada por um cons\u00f3rcio chamado Timepart; a Tele Norte Leste, que concentrava 16 operadoras estaduais (incluindo a Telerj, do Rio de Janeiro) e inicialmente tinha controle majorit\u00e1rio da Andrade Gutierrez; e a Embratel, que j\u00e1 atuava sob esse nome como empresa p\u00fablica, mas foi vendida para um grupo de investidores). Segundo maior grupo da lista em valor de mercado, a Tele Norte Leste muda de nome em 1999 para Telemar e passa a ter at\u00e9 mesmo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) no quadro de acionistas. J\u00e1 em 2001, o grupo de 16 operadoras \u00e9 consolidado em uma \u00fanica empresa, que expande para o setor de internet banda larga com a marca Velox e servi\u00e7os de call center com a subsidi\u00e1ria Contax. A empresa nasceu como a divis\u00e3o de telefonia m\u00f3vel da Telemar. (Imagem: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Oi) O nome Oi nasce oficialmente em mar\u00e7o de 2002 apenas como a divis\u00e3o de telefonia m\u00f3vel da Telemar, ap\u00f3s vencer um leil\u00e3o de frequ\u00eancias da Ag\u00eancia Nacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es (Anatel). Por\u00e9m, o sucesso dessa divis\u00e3o foi tamanho que, cinco anos depois, ela unifica a marca Oi para todos os servi\u00e7os \u2014 telefonia fixa, m\u00f3vel e banda larga \u2014 e abandona o nome antigo. A expans\u00e3o continua com a aquisi\u00e7\u00e3o da Brasil Telecom (antiga Tele Centro Sul) em 2008 e, meses depois, da popular provedora BrTurbo. Isso permitiu que a Oi finalmente tivesse atua\u00e7\u00e3o em todo o territ\u00f3rio nacional. Dois anos depois, ela faz ainda uma &#8220;alian\u00e7a industrial&#8221; com a Portugal Telecom, que resulta na compra de uma participa\u00e7\u00e3o na operadora europeia. Os orelh\u00f5es da Oi para telefonia p\u00fablica tamb\u00e9m marcaram \u00e9poca. (Imagem: Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil) A empresa ainda apostou alto em marketing, com v\u00e1rias propagandas de sucesso na televis\u00e3o. \u00c9 o caso da campanha &#8220;Quem ama, bloqueia&#8221;, que anunciava a venda apenas de celulares desbloqueados (ou seja, sem v\u00ednculo obrigat\u00f3rio com o plano de uma operadora) nas lojas da companhia. Ela tamb\u00e9m teve presen\u00e7a constante em torneios esportivos, incluindo a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, onde ela tamb\u00e9m atuou no fornecimento da infraestrutura de telecomunica\u00e7\u00f5es. A crise da Oi A trajet\u00f3ria da operadora Oi tem uma mudan\u00e7a brusca em 2016. No in\u00edcio do ano, a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o parecia ruim: ela lan\u00e7a uma nova identidade visual e lan\u00e7a o Oi Total, um pacote de assinatura de todos os servi\u00e7os oferecidos pela companhia. Al\u00e9m disso, ela era l\u00edder em telefonia fixa, com 70 milh\u00f5es de clientes. Mas boa parte do p\u00fablico foi pega de surpresa em junho do mesmo ano, quando a Oi entra com um pedido at\u00e9 ent\u00e3o recorde de recupera\u00e7\u00e3o judicial para evitar fal\u00eancia e renegociar d\u00edvidas, que j\u00e1 estavam em R$ 65 bilh\u00f5es. O processo se prolongou por anos, envolveu a reestrutura\u00e7\u00e3o da base de acionistas e a organiza\u00e7\u00e3o da Oi em um conselho de administra\u00e7\u00e3o. Ela tamb\u00e9m precisou abandonar alguns mercados, vendendo as seguintes divis\u00f5es: A negocia\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do segmento de sinal de celular e internet 3G e 4G foi o processo mais complicado: as rivais tiveram trabalho em convencer \u00f3rg\u00e3os reguladores da aquisi\u00e7\u00e3o e divis\u00e3o de clientes, levando mais de um ano entre o an\u00fancio e a autoriza\u00e7\u00e3o final da compra. Ainda assim, a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se resolveu: em 2023, meses ap\u00f3s a conclus\u00e3o do primeiro processo, a Oi pede uma segunda recupera\u00e7\u00e3o judicial, agora com R$ 44 bilh\u00f5es registrados em d\u00edvidas e menos ativos para serem negociados \u2014 ap\u00f3s encerrar a plataforma de streaming e TV Oi Play, ela passou apenas a apostar no Oi Fibra, que \u00e9 o servi\u00e7o de internet banda larga por fibra \u00f3tica. O que aconteceu com a Oi? Chamada at\u00e9 de &#8220;supertele&#8221; no auge, hoje a atua\u00e7\u00e3o da Oi \u00e9 bem diferente do que ela oferecia aos clientes no seu per\u00edodo mais frut\u00edfero e mal se parece com a companhia original. No fim de 2024, ela fez uma nova mudan\u00e7a na estrutura e deixa de ser uma empresa com concess\u00e3o p\u00fablica de telefonia fixa. O per\u00edodo era delicado, com a empresa correndo risco de passar por uma interven\u00e7\u00e3o federal caso n\u00e3o conseguisse manter os servi\u00e7os. Em outras palavras, ela deixa de ter a obriga\u00e7\u00e3o de fornecer planos de telefonia no territ\u00f3rio nacional \u2014 exceto onde ela \u00e9 a \u00fanica provedora privada, em acordo v\u00e1lido at\u00e9 o final de 2028. Al\u00e9m disso, ela se comprometeu a realizar investimentos para garantir a conectividade de escolas, al\u00e9m da implanta\u00e7\u00e3o de cabos submarinos e data centers. Essas a\u00e7\u00f5es ser\u00e3o executadas pela V.tal, criada a partir dos ativos da Oi controlados pela BTG Pactual e que fornece infraestrutura para outras empresas. 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