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O iniciou a semana ligeiramente abaixo da marca dos 100 pontos. Apesar de alguma resiliência no fim de abril, a moeda norte-americana permaneceu enfraquecida ao longo do mês, refletindo o retorno da precificação de incertezas por parte dos investidores.
Entre os principais vetores dessa fraqueza estão o impasse nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China, a revisão das expectativas em relação ao , e o tom agressivo das declarações do presidente Donald Trump. O fortalecimento das moedas asiáticas também adicionou uma nova camada de pressão sobre o dólar.
Política de Trump e avanço de moedas asiáticas penalizam o dólar
As declarações de Trump sobre um possível acordo com a China chegaram a gerar otimismo pontual, mas a falta de clareza quanto aos termos tem corroído a confiança dos investidores. A recente proposta de tarifa de 100% sobre filmes estrangeiros, com forte caráter simbólico, adiciona ruído à política comercial do governo e aumenta a percepção de imprevisibilidade.
Enquanto isso, diversas moedas asiáticas — com destaque para o — têm se valorizado de forma expressiva frente ao dólar. Esse movimento é interpretado como um enfraquecimento do apelo da moeda americana como âncora global de liquidez. Apenas nos dois últimos pregões, o dólar de Taiwan avançou mais de 6%, enquanto o renovou sua máxima histórica. Esses sinais reforçam as dúvidas crescentes sobre o papel do dólar como moeda de reserva internacional.
Emprego forte antes do Fomc: o que espera o mercado
Os dados de divulgados na última sexta-feira confirmaram a solidez do mercado de trabalho nos Estados Unidos. Foram criadas 177 mil vagas, superando com folga a projeção de 138 mil. Com exceção de uma leve desaceleração no crescimento dos salários, a veio em linha com o esperado.
Esse conjunto de dados reforça a expectativa de que o Fed mantenha os estáveis na reunião desta quarta-feira, ao mesmo tempo em que reduz as apostas em um corte próximo. A probabilidade precificada pelo mercado para uma redução na taxa caiu de 64% no mês passado para 37% atualmente.
Embora o mercado não espere alterações imediatas, o discurso do Fed será determinante. A forma como Jerome Powell equilibrará o crescimento com as preocupações de pode moldar as expectativas para o restante do ano. Hoje, os investidores projetam entre 80 e 90 pontos-base de cortes até dezembro. O foco estará em saber se Powell ainda mantém a sinalização de corte de 50 pontos feita em março.
Perspectiva técnica para o dólar

O DXY iniciou abril em queda, saindo do patamar de 104 — movimento influenciado, em parte, pelas declarações de Trump sobre elevação de tarifas. Atualmente, o índice oscila em torno de 99, ligeiramente abaixo do nível psicológico de 100. No curto prazo, o suporte imediato está em 99, seguido por um suporte mais relevante em 97.
Diversos fatores continuam pressionando a moeda americana: o tom mais conciliador de Trump em relação à China, a postura atual do Fed e a força contínua das moedas asiáticas. Ainda assim, o fator mais sensível desta semana será o pronunciamento de Powell. Caso ele adote uma postura mais dura ou sinalize novo aperto monetário, o dólar pode inverter a tendência recente.
Nesse cenário, apesar da tendência de baixa no acumulado do ano, há espaço para um repique rumo a 100,5, 102,5 ou até mesmo 104. Por ora, os indicadores técnicos sugerem que o DXY segue pressionado, com espaço limitado para recuperação.
Considerações finais
O principal vetor para o dólar nesta semana continua sendo a retórica comercial de Trump. Além disso, os sinais do Fed e os fluxos cambiais vindos da Ásia serão monitorados de perto. O mercado já precificou amplamente a manutenção dos juros, mas a ausência de diretrizes claras abre espaço para maior volatilidade no .
Se Powell não trouxer surpresas, a expectativa é de que o dólar siga consolidando dentro da faixa entre 97 e 100 pontos. Qualquer sinal de mudança na política monetária, contudo, pode romper esse equilíbrio e provocar um movimento abrupto em qualquer direção.
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